❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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Ela estava ali do meu lado perto demais e ao mesmo tempo longe demais. Sua respiração estava neutra e ela não parecia nervosa dentro de um carro comigo. Apenas ficava olhando para a janela. Eu estava tendo o meu autocontrole para não atacá-la como o doente que eu sou.
Seu cheiro vibrava meu corpo e estar perto dela dava gatilhos para todos meus instintos de demônio. A sensação da última vez estando dentro dela desceu para meu pau e eu apertei as mãos no volante ficando cada vez mais duro.
Ouvi seus suspiro e ela jogou os cabelos por cima dos outros mostrando seu busto pálido. Olhei para o volume dos seus seios e minha boca salivou, eu queria colocá-los na minha boca, morde-los, chupa-los como meus porquê eram meus, sempre foram.
Se eu não parasse eu iria devora-la faminto.
— Você tá me levando para algum ritual ou coisa do tipo? — disse ao notar que estamos entrando no bosque.
— Não se preocupe, sua alma já tenho. Mas podemos fazer um ritual de sexo quando casarmos — sorrir de lado e ela bufou.
— Não vamos nos casar, demônio — cruzou os braços.
— É o que veremos, Coelhinha — sorrir mais ainda ao vê-la revirando os olhos.
Eu adorava vê-la revirando os olhos em cenários diferentes. Eu adorava vê-la se tornar o que realmente é, ela ainda era boa mas não ficaria assim por muito tempo. Eu a conheço melhor que ninguém, no fundo tem uma sombra que a cobre, ela tem um lado obscuro e cruel que faria qualquer coisa para atingir seu objetivo.
E eu sei que ela luta contra isso, sei que ela tem pensamentos perversos, pensamentos que a tomam e ela luta contra eles. Ela sabia exatamente o que estava fazendo quando me chamou e quis fazer o pacto comigo.
Perseus e Ravenna a duzentos anos atrás...
Eu estava hipnotizado, como alguém pode ser tão lindo assim? Ela, a mulher que me invocou me chamouatéaqui para atender seus caprichos estava a minha frente de costas para mim nesse bosque, sozinha, frágil, de branco como uma oferenda preparada para mim.
Tocar sua pele era uma maldição cruel que eu teria quecarregar para todo sempre.
— Aqui estou — sua voz saiu mais baixa.
Ela tinha medo mas também curiosidade, excitação do momento.
— Quero seu sangue para concluirmos o pacto querida, precisa selar seu sangue — digo com a voz fria e profunda.
— Eu posso me virar e vê-lo? — perguntou em dúvida.
Voltei minha forma humana porém sem nenhuma roupa.