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Capítulo 16

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— Você tá bem? — se aproximou

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— Você tá bem? — se aproximou.

— Sim — suspirei.

Ele puxou sua mão sobre minha bochecha enxugando o resto das lágrimas.

— Espero que não se arrependa — se inclinou se apoiando ao meu lado — Pois eu nunca vou me arrepender.

— Não vou me arrepender — sorrir — Foi perfeito. Mesmo com a dor, eu não mudaria nada.

Ele sorriu e beijou minha testa. Eu estava dolorida, o sangue ainda estava manchado entre minhas coxas.

— Precisamos nos limpar — alertei encarando a cena — Estamos sujos.

— Por mim ficaríamos aqui por mais tempo — suspirou — Mas sei que precisa tomar um banho e descansar.

Assenti e tentei me sentir e gemi pela dor. Minhas costas e parte íntima doíam, parecia que um trator passou por cima de mim. Perseus notou meu desconfortou e pegou sua blusa me limpando e se limpando a jogando para o lado. Depois me ajudou a com a camisola com todo cuidado do mundo.

Para sair dali foi um pouco difícil por causa da dor, mas com ajuda de Perseus era tudo mais fácil. Ele me ergueu no colo sem dificuldades e começou a caminhar de volta ao internato.

— Te devo uma camisa nova — brinquei.

Já que ele estava sem a mesma, sem se importar com o frio.

— Você não me deve nada, amor — sorriu.

— Não usamos proteção — o lembrei.

— Não se preocupa, não gozei dentro — justificou.

— Mas corre algum risco? Eu não quero ser mãe cedo — disse e ele riu.

— Não se preocupe, Coelhinha. Meu objetivo não é te engravidar.

Assenti me sentindo mais relaxada. O que minha mãe diria se soubesse o que acabei de fazer? Que quebrei minha castidade? Ela enlouqueceria e honestamente eu queria ver isso.

Perseus me guiou até o banheiro, não me deixou sozinha por nenhum minuto, mesmo estando receosa por ser pega, eu tomei um banho. Perseus se juntou a minha passando as mãos pelas minhas costas, deslizando pelas minhas curvas.

— Você é tão linda — acariciou meu rosto — Tão perfeita, Giulietta.

As gotas de água caiam através dos seus cílios e seus cabelos estavam pregados na testa, seus olhos estavam mais doces agora do que alguns minutos atrás. Ele rodeou seu braço a minha volta me segurando contra ele. Pousei minha cabeça em seu peito sentindo a água derramar sobre nós.

Nunca tive uma noite tão boa de sono, tão mágica. Mesmo só os cacos eu ainda estava maravilhada. A sensação de tê-lo dentro de mim foi tão única, que eu queria de novo.

TORMENTO †Histórias para pegar e não largar. Descubra agora