AMOR INESPERADO
CAP : 39
《...》
Na manhã seguinte, no apartamento de Victor…
Victor se levantou por volta das 6h15. Caminhou até a sala, olhou para o sofá vazio e franziu o cenho.
Victor: — Luíza? Filha? Lulu! — chamou pela casa, já preocupado.
Lucas saiu do quarto, ainda sonolento, coçando a cabeça.
Lucas: — Cara, por que tá gritando a menina logo cedo?
Victor virou-se com expressão tensa.
Victor: — Minha filha não tá aqui! — murmurou, chutando o sofá com raiva.
Lucas arqueou a sobrancelha, rindo com sarcasmo.
Lucas: — Sério isso, Victor? Você não consegue cuidar nem da sua própria filha!
Victor: — Ela deve estar por aqui... — disse, tentando se convencer enquanto vasculhava o apartamento.
Mas nada. Victor foi até a porta e mexeu na fechadura.
Lucas: — Não me diga que você deixou essa droga destrancada? — riu, sarcástico. — Que gênio! Óbvio que ela ia fugir!
Victor fechou os punhos com força.
Victor: — Droga! Se essa menina contar tudo pra Lucero e aquele idiota, tô ferrado!
Lucas: — Você devia ter pensado nisso antes de sequestrar a própria filha, não acha?
Victor: — Não é hora pra sermão! Preciso sair daqui agora! Arruma suas coisas! Não vou ser preso por causa dessa pirralha!
Lucas bocejou, esticando os braços.
Lucas: — E a gente vai pra onde, gênio?
Victor: — Vou sumir por um tempo. Quando as coisas esfriarem, volto e ponho meu plano em prática.
Lucas: — Que plano?
Victor lançou um olhar sério.
Victor: — No caminho eu explico, agora, mexa-se!
Os dois correram para arrumar as malas. Pouco depois, saíram do apartamento sem deixar rastros, Entraram no carro e seguiram sem destino.
Lucas: — Tá, e esse plano genial?
Victor apertou o volante com força.
Victor: — Vou voltar daqui a um ou dois meses, sequestrar a Lucero e a Luíza de novo. Dessa vez, vou levá-las pra bem longe daquele Fernando. Mas tudo no momento certo.
Lucas o encarou, desconfiado.
Lucas: — Você tá maluco...
Victor: — Eu sei o que tô fazendo!
Enquanto isso, no apartamento de Fernando…lucero foi a primeira a acordar. Observou a filha dormindo tranquila e acariciou suavemente seus cabelos. Um sorriso discreto surgiu em seu rosto, ela se levantou, foi até o banheiro, fez sua higiene e tomou um banho rápido, saiu enrolada em uma toalha, os cabelos molhados escorrendo pelos ombros,
Fernando despertou, espreguiçando-se. Quando a viu, ficou paralisado, admirando-a com desejo.
Fernando: — Bom dia, minha linda… — disse com a voz rouca, aproximando-se.
Lucero sorriu, tímida.
Lucero: — Bom dia, amor.
Fernando: — Dormiu bem?
Ela riu, maliciosa.
Lucero: — Você sabe que a gente mal dormiu…
Fernando sorriu de canto e a puxou pela cintura, colando o corpo no dela.
Fernando: — E sabe de uma coisa? — mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando com desejo.
Lucero: — O quê?
Ele não respondeu. Apenas a beijou, deslizando as mãos pela toalha até apertar suavemente sua cintura. Lucero riu, mas não resistiu. Fernando a guiou devagar até a cama, evitando acordar Luíza.
Lucero: — Ei, não estamos sozinhos, sabia? — sussurrou, tentando conter o riso.
Fernando ignorou. Suas mãos deslizaram pelas coxas dela, e o corpo dela se arrepiou ao sentir a excitação dele, os beijos dele desciam pelo pescoço até a boca, tirando-lhe o fôlego.
Lucero: — Seu safado… para! — sussurrou, interrompendo o beijo, embora sorrisse.
Fernando: — Não dá pra parar, Você me enlouquece assim… — murmurou, ofegante, retomando o beijo.
Ele aprofundou o toque, mas o som de uma vozinha os fez congelar.
Luíza: — Mamãe...? Tá tudo bem?
Fernando afastou-se rapidamente, tentando disfarçar. Lucero ajeitou a toalha, limpando discretamente o canto da boca.
Lucero: — Tá tudo bem, filha, por que a pergunta?
Luíza coçou os olhos, sonolenta.
Luíza: — Achei que estavam te machucando…
Lucero riu baixinho.
Lucero: — Imagina, meu amor! Vamos levantar, já tá na hora.
Fernando desviou o olhar, passando a mão pelo rosto para se recompor. Olhou para Lucero, ainda desejando-a, mas respirou fundo.
Fernando: — Vou tomar um banho a gente precisa ir à delegacia.
Pegou uma toalha e seguiu para o banheiro. Sob a água fria, tentou aliviar a tensão.
Enquanto isso, Lucero se vestia, passando creme nas pernas, distraída...
《...》
Ainda sentindo os toques de Fernando em sua pele....A manhã seguia tranquila no apartamento de Fernando, Lucero terminava de passar o creme nas pernas, pensativa, quando ouviu a voz doce de Luíza atrás dela.
Luíza: — Mamãe, o que você e o tio Fernando estavam fazendo?
Lucero arregalou os olhos por um segundo, surpresa com a pergunta direta. Tentou disfarçar com um sorriso enquanto continuava a se arrumar.
Lucero: — Ah, nada demais, meu sol, Estávamos só conversando.
Luíza franziu o nariz, desconfiada.
Luíza: — Conversando daquele jeito? Eu ouvi uns barulhos estranhos...
Lucero soltou uma risadinha nervosa e virou-se para a filha.
Lucero: — Você tem uma imaginação fértil, hein?
Mas Luíza não desistia, se aproximou ainda mais, curiosa.
Luíza: — E quando eu vou ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha pra brincar comigo?todas as crianças têm irmão ou irmã e eu não, porquê mamãe?(a olho)!
Lucero ficou sem reação, seu rosto ficou corado e ela abriu a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu, no mesmo instante, Fernando saía do banheiro, enxugando os cabelos com a toalha. Ao ouvir a pergunta de Luíza, parou na porta, surpreso. Ficou em silêncio, observando a cena discretamente.
Lucero, sem saber o que responder, balbuciou:
Lucero: — Ah filha não sei, e filha… essas coisas não acontecem assim de repente!
Fernando disfarçou um sorriso no canto da boca e voltou para o banheiro, pensativo, Luíza cruzou os braços, emburrada.
Luíza: — Mas você e o papi Fernando vão se casar e eu queria tanto mamãe!
Lucero abaixou-se, ficando na altura da filha, e acariciou seu rosto.
Lucero: — sim iremos nos casar, mas vai demorar um pouco ainda e quem sabe um dia, meu amor? Agora, vamos nos apressar, temos um lugar importante para ir.
Minutos depois, Fernando saiu do quarto já vestido, com uma expressão séria, mas o olhar mais leve.
Fernando: — Estão prontas?
Luíza: — Já papi Fernando! — respondeu animada, pulando do sofá.
Lucero sorriu, pegando a bolsa. Fernando abriu a porta para que elas saíssem primeiro, os três desceram até a garagem. Fernando destravou o carro e Luíza correu até a porta de trás.
Luíza: — Posso ir ouvindo música?
Fernando: — Só se for música boa.
Luíza: — Então vou escolher!
Lucero riu e balançou a cabeça.
Lucero: — Vocês dois parecem até irmãos.
Fernando sorriu de canto, ligando o carro.
Fernando: - Melhor irmos logo, quanto antes resolvermos isso, melhor.
O motor ronronou suave enquanto o carro ganhava as ruas da cidade o destino agora era a delegacia da capital, dentro do carro, entre músicas e conversas, um novo capítulo começava a se desenhar para eles, mas Fernando não conseguia esquecer a pergunta de Luíza.
"E se...?"
Ele apertou levemente o volante, desviando o olhar para Lucero pelo retrovisor, um sorriso discreto surgiu em seu rosto, meia hora depois quase dando 8:30 da manhã eles chegam na delegacia da cidade, fer para o carro e os três descem, lu pega nas mãos da filha e ele na mão dela e adentram o local, falam rapidamente com a moça da recepção e ela pede pra eles aguardarem que logo seriam atendidos....
Continua....
《....》
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AMOR INESPERADO
Fanfiction{CONCLUIDA} Lucero sempre acreditou no amor, mas sua fé foi abalada quando foi abandonada grávida por Victor. Sozinha, ela lutou por cinco anos para criar sua filha, Luíza. Decidida a recomeçar, muda-se para a capital com sua irmã, Lorena. Fernando...
