AMOR INESPERADO
CAP : 99
《...》
Lulu – (Pulando de animação) Olha! Tem coelhinhos ali dentro! Posso ver de perto, titia?
Bárbara e Lourdes riram e entraram com a menina. Lulu correu até um cercado onde filhotes de coelho se amontoavam.
Lulu – Eles são tão fofinhos! Posso pegar um no colo?
Uma funcionária trouxe um coelhinho branquinho e colocou nos braços dela. Lulu riu, encantada, e o bichinho logo se aconchegou.
Bárbara – (Olhando para Lourdes) O que você acha, mãe?
Lourdes – (Sorrindo) Se ela prometer cuidar direitinho…
Lulu – (Apertando o coelho contra o peito) Prometo, prometo!
Bárbara – Então ele é seu!
Lulu deu um gritinho de alegria e pulou para abraçar as duas.
Lulu – Obrigada, obrigada! Ele vai se chamar Bolinha!
Depois de saírem da loja, Lulu segurava a caixinha de transporte com seu novo bichinho e continuava olhando tudo ao redor. De repente, seus olhos brilharam ao ver algo à frente.
Lulu – (Pulando de animação) Um parque de diversões! Vamos, vamos, vamos!
Ela puxou a tia e a avó pela mão, arrastando-as até a entrada do parque.
Bárbara – (Rindo) Lulu, respira!
Lourdes – (Brincando) Eu não subo em nada que vire de cabeça para baixo!
Lulu – Ah, vovó, por favor! Pelo menos no carrossel!
As duas não resistiram ao olhar pidão da menina e acabaram cedendo, porém somente barbara se arriscou a ir enquanto lurdes cuidava do coelhinho ali próximo ao brinquedo, o primeiro brinquedo foi o carrossel. Lulu escolheu um cavalinho branco e se segurou firme enquanto o brinquedo girava.
Lulu – Olhem para mim! Estou cavalgando!
Bárbara tirou fotos, rindo.
Bárbara – Você está parecendo uma princesa em um cavalo real!
Assim que o carrossel parou, Lulu puxou as duas para o próximo brinquedo.
Lulu – Agora, carrinho bate-bate!
Lourdes – (Fazendo drama) Ai, minha nossa…
Cada uma pegou um carrinho. Lulu ria enquanto tentava bater no carro da tia.
Lulu – Peguei você, titia!
Bárbara – (Rindo) Você é rápida demais!
Lourdes, que parecia hesitante no começo, entrou na brincadeira e bateu no carrinho de Bárbara.
Bárbara – Mãe! Isso foi traição!
Lourdes – (Sorrindo) Quem diria que eu levaria jeito para isso?
Depois de várias rodadas de diversão, elas compraram algodão-doce. Lulu segurava um enorme pedaço cor-de-rosa, lambendo os dedos e suspirando de felicidade.
Lulu – Esse foi o melhor dia da minha vida, quando os meus papis voltar da lua de mel como vocês adultos dizem, eu vou contat tudo pra eles desse dia incrível!
Lourdes – (Beijando a testa da neta) Você merece, minha netinha linda!
Bárbara – E para fechar o dia com chave de ouro… que tal a roda-gigante?
Lurdes tinha um pouco de medo e resolveu só observa las, segurando a caixinha com o coelhinho, nisso Bárbara e lulu Subiram juntas na cabine. Quando o brinquedo começou a subir, Lulu arregalou os olhos ao ver a vista da cidade iluminada pelo pôr do sol.
Lulu – (Sussurrando) É tão lindo…
Bárbara - Muito lindo sobrinha (sorrio olhando pra ela)!
Ela suspirou e segurou a mão da tia e a olhou sorrindo...
Lulu – Obrigada por esse dia perfeito, titia (beijo a bochecha dela)!
Bárbara – (Sorrindo) Foi perfeito para nós também, meu amor.
Bárbara – Agora, uma selfie para guardar esse momento!
As duas se juntaram para a foto, sorrindo enquanto a roda-gigante girava, encerrando um dia que ficaria para sempre na memória delas....
{~NA CADEIA~}
Enquanto isso, na cadeia, Luciana estava sentada em um canto, dividindo uma cela com três presas. Com um pedaço de papel envelhecido nas mãos, rabiscava palavras, concentrada em uma carta para Lorena, escrevendo atentamente cada frase.
Detenta 1, com desdém: O que essa madame tanto escreve, hein?
Detenta 2, curiosa: Não faço a menor ideia, mas o pior é que desde que ela chegou, não fala com ninguém. Vive isolada.
Detenta 1, com um sorriso malicioso: Aqui as coisas não funcionam assim. Vamos descobrir o que essa madame está escondendo.
As duas se aproximam de Luciana, que permanecia quieta, escrevendo em silêncio em sua cama.
Detenta 2, provocativa, se aproxima: E aí, madame? O que te colocou aqui? Parece ser bem granfina...ou melhor, parecia, porque agora, não dá pra dizer o mesmo,
Uma delas se senta ao lado de Luciana e tenta espiar a carta, mas Luciana, com um olhar firme, a encara, virando-se de costas, sem emitir uma palavra, as detentas trocam olhares, incomodadas pela atitude de Luciana, que continuava calada, imperturbável em seu silêncio, As duas detentas, frustradas pela resistência de Luciana, trocam olhares desconfiados a detenta 1 se levanta com um sorriso maldoso e cruza os braços, enquanto a detenta 2 ainda tenta encarar a moça, mas, percebendo que Luciana não se abala, decide se afastar um pouco.
Detenta 1, rindo com deboche: Essa aí deve achar que está no seu castelo, se achando... Mas aqui não tem de rei ou rainha, madame, você vai ver como a cadeia vai te ensinar a ser gente como a gente.
Luciana, ainda com o olhar fixo na carta, escreve mais algumas palavras o silêncio da cela parece se estender por minutos, até que, com um suspiro profundo, ela vira-se de repente para as duas detentas.
Luciana, sem emoção na voz, mas com firmeza:
Vocês não sabem nada sobre mim. E, acreditem, não vão saber. Não vou me rebaixar para esse jogo de vocês.
Detenta 2, provocando:.Ah, é? E vai ficar aí, achando que essa tal carta vai salvar sua pele? Não vai, aqui é um jogo de sobrevivência.
Luciana não responde de imediato, ela continua escrevendo, ignorando as provocações a tensão na sala aumenta. As detentas começam a murmurar entre si, tentando entender como aquela mulher aparentemente "intocável" consegue manter a compostura. A carta, para elas, parecia ser o único mistério que Luciana ainda guardava.
Detenta 1, de maneira mais agressiva, se aproxima novamente: Você é só uma peça perdida aqui dentro, madame. Ou será que você acha que sua vida lá fora vale mais do que a de qualquer uma de nós?
Luciana levanta a cabeça lentamente, fixando seu olhar nas detentas com uma intensidade que as faz recuar por um momento, ela guarda a carta com calma, colocando-a sob o colchão, antes de finalmente falar, com uma calma desconcertante.
Luciana: O que eu sou ou deixo de ser não importa para vocês, mas o que vocês nunca vão entender é que, aqui dentro, estou mais viva do que em qualquer lugar que já passei é isso que me mantém forte.
A tensão no ar é palpável, as detentas olham para ela, surpresas pela resposta que não esperavam, O guarda, com seu tom impessoal, interrompe o tenso silêncio na cela, ele bate na grade da porta, chamando as detentas.
Guarda, autoritário: Hora do almoço! Todas para a cantina.
As duas detentas trocam um olhar, ainda desconfiadas, e saem da cela juntas, com passos pesados, elas caminham pelo corredor, falando baixinho, com um ar conspiratório o plano delas está apenas começando a tomar forma.
Detenta 1, sussurrando: Precisamos descobrir o que ela tem escondido, algo não bate nessa história dela. E se ela achar que vai sair ilesa, vai se enganar. Vamos fazer o que for preciso.
Detenta 2, com um sorriso ameaçador: sim, e se ela não colaborar, que venha a pagar por isso. Se precisar... até a vida dela não vai ser preço alto.
Enquanto isso, as outras detentas murmuram entre si, lançando olhares furtivos para Luciana, que caminha tranquilamente, ela parece alheia às intrigas que se formam a seu redor.
Na cantina, duas carcereiras estão ao lado de uma mesa, comentando sobre o caso de Luciana, fazendo a fofoca se espalhar rapidamente entre os outros internos.
Carcereira 1, com um olhar curioso: Você ouviu o que aconteceu com a Luciana? Dizem que ela roubou uma das gêmeas da irmã por causa de um homem. Um amor que fez ela perder a cabeça.
Carcereira 2, rindo: Ah, esse caso é de dar nojo. Acha que foi só uma história de amor? Acha que ela não tem mais segredos por aí?
As detentas que estavam por perto começam a murmurar, e logo a história se espalha como fogo entre as outras. O clima na cantina se transforma, olhares de desconfiança e curiosidade se voltam para Luciana, que, no entanto, segue em silêncio, comendo em seu canto, sem se importar com os sussurros ao seu redor.
Luciana termina o almoço rapidamente e se retira sem fazer alarde, como se estivesse completamente alheia às fofocas, ela volta para sua cela com a mesma expressão serena de sempre.
Vinte minutos depois, a porta da cadeia se abre, e o som de um carro estacionando do lado de fora chama a atenção dos guardas. Lorena, com Fabrício ao seu lado, desce do veículo, com um ar de quem está determinada a entrar. Eles caminham com segurança em direção à entrada da prisão. Lorena, com um semblante grave, se aproxima do guarda.
Lorena, com firmeza: Eu preciso ver minha mãe é um assunto urgente.
O guarda, reconhecendo-a, consulta rapidamente a lista de visitantes e, depois de confirmar, acena com a cabeça. Eles são liberados para entrar, enquanto a tensão na prisão aumenta. Lorena e Fabrício seguem pelo corredor, e as detentas, ao vê-los, se entreolham, questionando o que aquela visita poderia significar, enquanto isso, Luciana, no fundo de sua cela, observa a movimentação. Ela sente que algo grande está prestes a acontecer, mas mantém a calma, como sempre, já sabendo que, na prisão, tudo pode mudar em um instante...
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AMOR INESPERADO
Fanfiction{CONCLUIDA} Lucero sempre acreditou no amor, mas sua fé foi abalada quando foi abandonada grávida por Victor. Sozinha, ela lutou por cinco anos para criar sua filha, Luíza. Decidida a recomeçar, muda-se para a capital com sua irmã, Lorena. Fernando...
