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AMOR INESPERADO
CAP : 137

《...》

Paira um silêncio doce, carregado de amor e de esperança para o amanhã...

~|DIA SEGUINTE|~

O sol mal surgia no horizonte quando Lucero despertou com um leve sorriso no rosto. Ainda sonolenta, virou-se devagar e encontrou os olhos apaixonados de Fernando, que já a observava com ternura.

Fernando - Bom dia, meu amor - disse ele, se inclinando sobre ela e cobrindo seus lábios com vários selinhos doces.
Lucero - Bom dia meu lindo...(retribui o selinhos o olhando)!
Lucero sorriu, derretida pelo carinho. - Assim até dá vontade de acordar todos os dias...antes que ele respondesse, a porta se abriu discretamente a enfermeira entrou com uma bandeja e uma expressão suave no rosto.
Enfermeira - Bom dia, Lucero. Trouxe seu café da manhã.
Lucero - Obrigada. - Lucero ajeitou-se na cama com cuidado, ainda sensível, e olhou curiosa para a moça. - E os meus filhos Estão bem?
Enfermeira - Estão no berçário, mas daqui a pouco traremos para você amamentá-los. Dormiram tranquilos a noite toda.
Lucero - (suspira aliviada) ainda bem, não vejo a hora de vê los novamente!
Enfermeira - Daqui a pouco vão trazer eles!
Lucero - Ta bem...!
Fernando e Lucero trocaram um olhar emocionado, ele ajudou-a a se acomodar melhor, e ela começou a lanchar devagar, o clima era sereno, com o cheiro suave de café e pão quentinho no ar, enquanto o silêncio do quarto era quebrado apenas por frases sussurradas entre os dois, poucos minutos depois, duas enfermeiras retornaram, cada uma com um bebê nos braços. Lucero se iluminou ao vê-los.
Lucero - Meus amores...(sorrio de canto)!
Fernando - Meus meninos (os olho sorrindo)!
Fernando imediatamente se levantou e pegou um dos filhos no colo com todo o cuidado do mundo, sorrindo como um bobo encantado o outro bebê choramingava, e a enfermeira ajudou Lucero a colocá-lo em posição para a amamentação, enquanto os pequenos sugavam com fome e os olhinhos fechados, Lucero passava os dedos suavemente pelos cabelos e rostos deles, completamente apaixonada.
Lucero - São tão perfeitos, Fernando... Eu ainda não acredito que eles são nossos.
Fernando - Muito minha linda - ele respondeu, sentando-se ao lado dela com o outro bebê ainda nos braços. - Porque você é perfeita é só alguém como você poderia dar ao mundo um amor tão puro.
Lucero o olhou com os olhos marejados e sorriu em silêncio o momento de ternura foi interrompido pelo toque insistente do celular de Fernando, ele olhou a tela e suspirou....
Fernando - É minha mãe... Eu já volto, tá?
Lucero - Ta bom...conta a ela dos netos, ela irá amar saber!
Ele saiu do quarto com o aparelho no ouvido, enquanto Lucero, ainda envolta pelo momento mágico da maternidade, continuava a admirar os filhos em seus braços, com o coração transbordando de amor....
Fernando - Alô, mãe?
Renata - Bom dia, filho!
Fernando - Bom dia... Aconteceu alguma coisa?
Renata - Aconteceu, sim! Meus netos nasceram e você nem se deu ao trabalho de me avisar!
Fernando - Ai, mãe... Eu mal tive tempo de respirar! Ainda não consegui avisar todo mundo. Mas... como a senhora soube?
Renata - Seu irmão Eduardo me mandou as fotos da esposa com as meninas. E me contou que você também virou pai ontem! Como é que pode, Fernando?! Eu quero conhecer meus netos!
Fernando - Ah, então foi isso... (risada sem graça)
Renata - E a Lucero? Como ela está? E os bebês?
Fernando - Estão bem, graças a Deus. O parto foi tranquilo, apesar da correria. Foi um dia intenso, mãe...
Rosana - Dois? Então a Lucero teve gêmeos?
Fernando - Sim. Dois meninos. Perfeitos.
Renata - Meu Deus, que bênção, Fernando! Que alegria! E como está a Lucero? Deve estar exausta...
Fernando - Está, mas está bem. Foi um parto intenso, mas ela foi incrível. Forte, serena... Eu nunca vi nada igual. Me emocionou de um jeito que não sei explicar.
Renata - Ai, meu filho... Agora fiquei com o coração apertado aqui. Eu queria tanto estar aí com vocês.
Fernando - Eu entendo, mãe. Em breve você vai poder conhecer os netos, prometo. Estamos só esperando tudo se acalmar um pouco.
Renata - Você pode passar o telefone pra Lucero? Quero dar os parabéns a ela.
Fernando - Espera só um minutinho mãe!
Fernando entra no quarto e se aproxima da esposa com o celular é baixa olhando para Lucero, que está sentada na cama com os bebês nos braços, sorrindo.)
Fernando - Amor... minha mãe quer falar com você, tá com forças?
Lucero (com um sorriso cansado) - Claro. Me dá aqui.
(Fernando entrega o celular a Lucero com carinho. Ela encosta o telefone no ouvido.)
Lucero - Oi, dona Renata...Bom dia!
Renata - Bom dia minha querida! Parabéns! Que mulher guerreira você é... Que Deus te abençoe por me dar dois netos lindos!
Lucero - Muito obrigada... Foi puxado, mas eles chegaram cheios de saúde.
Renata - Eu já amo esses dois como se já os conhecesse e você também.
Lucero - Obrigada, isso significa muito pra mim...
(Lucero se emociona, olhando para os meninos adormecidos em seu colo. Fernando senta ao lado dela, sorrindo com os olhos marejados.)
Renata - Sabe quando vai receber alta?
Lucero - Acredito que hoje. Tô só esperando a médica vir aqui!
Rosana - Posso ir visitar vocês?
Lucero - Claro, dona Renata! Pode ir lá em casa sim.
Renata - Com certeza irei, minha querida. Quero ver os meus netos o quanto antes!
Lucero - E vai ver, sim!
Fernando - Mãe... (se aproxima do celular) Eles são tão lindinhos! (sorri, acariciando a mãozinha de um dos bebês)
Renata - Bom, minha querida, só queria te dar os parabéns. Vou te deixar descansar. Nos vemos na sua casa!
Lucero - Muito obrigada, sogra. Beijos!
(Lucero entrega o celular ao marido. Fernando sai do quarto e continua conversando com a mãe do lado de fora. Enquanto isso, no quarto ao lado...)
(Bárbara amamentava as filhas, recebendo o apoio das enfermeiras e da mãe, Lurdes.)
Bárbara - Quero muito ver minha irmã. Podemos ir até o quarto dela?
Lurdes - Mas, filha...
Bárbara - Eu preciso conversar com ela sobre o batizado dos nossos filhos!
Eduardo - Meu bem, vocês vão ter tempo pra isso. (a olha com carinho, segurando uma das bebês no colo)
Bárbara - Tempo é o que a gente não tem. O batizado é daqui a duas semanas!
Lurdes e Eduardo - (ao mesmo tempo) Batizado?
Bárbara - (beijando a mãozinha da filha) Sim... A gente já tá organizando isso há meses!
Eduardo - E só agora me conta isso?
Bárbara - Não se preocupem. A Lu, a Kiara, a Lorena e eu organizamos tudo direitinho!
Lurdes - Entendi, filha...
Bárbara - Eu e a Lu decidimos fazer o batizado dos nossos filhos juntos, na igreja. Já até falamos com o padre e tudo!
Lurdes - Vai ser uma baita festa!
(Lurdes ajeita a manta sobre uma das bebês no colo de Eduardo e sorri, emocionada.)
Lurdes - Então vamos lá, mas com calma, tá bem? Vocês duas ainda estão se recuperando.
Bárbara - Eu tô bem, mãe. Quero ver minha irmã, conversar com ela... Vai ser rápido.
(Com o auxílio de uma enfermeira, Bárbara é levada até o quarto de Lucero. Ela entra com delicadeza, os olhos marejados ao ver a irmã com os bebês nos braços.)
Bárbara - (emocionada) Lu...
Lucero - (abre um sorriso ao vê-la) Olha só quem veio me visitar!
(Bárbara se aproxima da cama e se senta com cuidado ao lado da irmã.)
Bárbara - Meus sobrinhos são perfeitos... iguais aos meus anjinhos.
Lucero - E as suas meninas? Estão bem?
Bárbara - Estão ótimas. Mamando sem parar! (ri) E você? Como tá se sentindo?
Lucero - Cansada, dolorida... mas feliz. Nunca imaginei amar tanto em tão pouco tempo.
(Bárbara segura a mão da irmã com carinho.)
Bárbara - Eu vim falar com você sobre o batizado. Quero fazer junto, como combinamos. A igreja já tá reservada, o padre confirmou e a Kiara tá cuidando do buffet.
Lucero - Perfeito! Vai ser lindo. Nossos filhos sendo abençoados juntos... do jeitinho que a gente sonhou.
Fernando - (entra no quarto com um copo de suco e encontra as duas irmãs conversando) Olha só, reunião de mamães!
Bárbara - Só falta o papai aqui sentar e ajudar a escolher a roupa dos bebês! (brinca)
Fernando - O que eu puder fazer, tô dentro. Mas nada de vestidinho de tule pro meu menino! (todos riem)....

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