AMOR INESPERADO
CAP : 136
《...》
Eduardo retribuiu com um sorriso discreto o coração cheio, ele sentia naquele momento simples - mas profundo - a confirmação de que tudo estava mudando. E para melhor a enfermeira ajeitou as duas meninas no bercinho, já alimentadas e novamente adormecidas, e se despediu com um sorriso suave o quarto se encheu de um silêncio confortável, sereno, Bárbara se recostou nos travesseiros, os olhos ainda marejados, enquanto Eduardo puxava a poltrona para mais perto da cama.
Eduardo - Você não faz ideia do quanto estou impressionado com você...
(toca de leve o rosto dela) - Ver você com elas no colo... foi a coisa mais bonita que eu já vi.
Bárbara sorriu, exausta, mas tocada.
Bárbara - Eu estava com tanto medo de não saber o que fazer... mas aí elas me olharam e... foi como se tudo fizesse sentido.
Eduardo segurou a mão dela com carinho.
Eduardo - E fez elas te reconheceram. Sentiram que estavam nos braços da mãe.
Os olhos de Bárbara brilharam.
Bárbara - E você ali, tão atento, me deu força. Você é mais do que o pai delas, Eduardo. Você é meu porto seguro.
Ele se levantou, sentou-se na beira da cama e beijou sua testa com carinho. Depois, seus lábios desceram até os dela num beijo terno, silencioso, cheio de amor e gratidão.
Eduardo - Eu prometo, Bárbara...
(sussurra) - Prometo estar com vocês em cada passo, em cada madrugada difícil, em cada sorriso delas, você não está sozinha.
Ela fechou os olhos, respirando fundo. Pela primeira vez desde o parto, permitiu-se relaxar as lágrimas que agora escorriam eram de alívio eduardo deitou-se ao lado dela, sobre a colcha, e a envolveu em seus braços. Juntos, observaram à distância as duas meninas dormindo em perfeita paz.
Ali, naquela bolha de amor recém-criado, eles se permitiram sonhar com um futuro inteiro pela frente...
~|QUARTO DE LUCERO|~
Enquanto isso, no quarto de Lucero, Fernando tirava algumas fotos com o celular. Lucero estava sentada na cama, segurando os dois bebês no colo, lorena e Kiara estavam ao lado.
Lorena - Meus sobrinhos são lindos!
Kiara (cruza os braços, fingindo seriedade) - Meus afilhados! Lu, não aceito que você coloque outra pessoa como segunda mãe deles que não seja eu!
Lorena (sorri para os bebês) - O Lucca Fernando é tão calminho... já o Fernando Júnior é mais agitado!
Lucero - Verdade, Loh é Kiara, você é sim a segunda mãe deles. Esse posto é seu!
Kiara - Menos mal.
(todas riem)
Lorena - Ainda não vi o Fernando pegando os filhos!
Fernando - Eu vou pegar, é que... tenho medo de derrubá-los!
Lucero - Não se preocupa, amor. É só pegar com jeitinho, toma!
Fernando guarda o celular e estica os braços, lucero coloca primeiro um bebê, depois o outro nos braços dele.
Lucero - Segura firme nas costinhas deles, viu, amor!
Fernando (olhando para os bebês) - Assim, né?
Lucca leva a mãozinha à boca e Fernando Júnior arregala os olhos, curioso, olhando para o pai.
Lucero (sorrindo para os filhos) - Estão vendo, meus amores? Esse é o papai de vocês!
Fernando (beija as testinhas) - Meus filhotes são lindos...
Lorena - Bom, eu já vou indo... o Fabrício deve estar lá fora me esperando.
Kiara - Eu também!
(pega a bolsa na poltrona)
Lucero - Lo, pode buscar a Lulu e ficar com ela? Acho que amanhã já recebo alta.
Lorena - Claro, sem problema. Quer que eu a traga aqui?
Lucero - Não, leva ela pra casa, assim ela vê os irmãos é amanhã ela não tem aula.
Lorena - Certo, minha irmã...
(beija os sobrinhos e acaricia seus rostinhos) - Beijos, meus amores.
As duas se despedem de Lucero e Fernando e saem com Fabrício. Após alguns minutos, um dos bebês começa a chorar no colo de Fernando.
Fernando (preocupado) - Que foi, filhão? Não gosta do seu pai, é?
Lucca continua a chorar, fernando, um pouco atrapalhado, entrega o bebê à esposa, lucero o pega no colo com delicadeza e logo o acalma o dia passa rápido, durante todo o tempo, Fernando ajuda a esposa com tudo, aprendendo, aos poucos, a ser pai...a noite, A luz do quarto estava suave, filtrada pelo abajur. O som do monitor cardíaco das crianças ecoava baixinho no ambiente. Fernando terminava de ajeitar o bercinho ao lado da cama, enquanto Lucero trocava a fralda de Lucca com um sorriso paciente, apesar do cansaço.
Lucero (com a voz baixa) - Acho que esse aqui puxou a mãe... adora atenção, mesmo de madrugada.
Fernando (sorri, pegando o lenço umedecido) - E o Júnior puxou a mim. Tá dormindo como uma pedra desde que mamou.
Lucero termina de trocar o bebê e o envolve no cueiro com cuidado. Lucca faz um biquinho, se aconchega no colo da mãe e logo volta a adormecer.
Fernando - Você leva jeito, amor. Parece que faz isso a vida toda.
Lucero (boceja e ri baixinho) - Se você soubesse o quanto eu treinei com a Lulu quando ela era bebê... agora é só multiplicar por dois.
Fernando beija de leve o ombro dela e pega Júnior com delicadeza, embalando-o com cuidado, orgulhoso por já não sentir tanto medo.
Fernando (olhando para o bebê em seus braços) - Eu ainda não acredito que sou pai de dois de uma vez... é tipo ganhar na loteria, né?
Lucero - É... só que com menos sono e mais fraldas.
Ambos riem em voz baixa o silêncio é interrompido pelo leve barulhinho do berço balançando.
Fernando - Quando a gente sair daqui, quero fazer algo especial com a Lulu. Ela vai precisar sentir que continua sendo o nosso xodó.
Lucero (sorri, tocada) - Vai amar ouvir isso de você. Ela te adora... mesmo te fazendo de alvo quando joga almofadas.
Fernando (faz cara de drama) - Aquelas almofadas são pesadas! Sua filha tem mira.
Lucero ri e coloca Lucca de volta no bercinho. Fernando deita Júnior ao lado do irmão e os dois se mexem suavemente, até ficarem quietos, lado a lado.
Lucero se ajeita na cama, exausta. Fernando sobe ao lado dela, desta vez com mais liberdade, e a envolve com um braço protetor. Eles observam os filhos dormindo.
Lucero (sussurra) - Você acha que a gente vai dar conta?
Fernando (beijando a cabeça dela) - Não tenho dúvida a gente se completa é juntos... não tem desafio que nos vença,
Ela fecha os olhos, deixando que as palavras dele a acalentem, pela primeira vez naquela longa jornada, ela dorme tranquila, segura nos braços do homem que escolheu para recomeçar.
No bercinho, os gêmeos dormem serenos. E no quarto, paira um silêncio doce, carregado de amor e de esperança para o amanhã....
No hospital, Fernando ajudava Lucero com os bebês, com o apoio das enfermeiras. No quarto ao lado, Bárbara recebia visita da mãe, Lurdes, que admirava as netas.
Lurdes - Filha, você foi muito forte!
Bárbara - Sim, mãe... mas tive tanto medo - disse, ainda deitada.
Lurdes - É normal... foi sua primeira gestação mas minhas netas são lindas!
Eduardo - Pelo menos, filhos bonitos a gente sabe fazer, amor!
Bárbara - Bobo! - respondeu, rindo.
A enfermeira entrou com as bebês chorando nos braços.
Enfermeira - Com licença, mãezinha... hora de amamentá-las novamente.
O choro suave das gêmeas encheu o quarto, eduardo se levantou para ajudar, Bárbara as recebeu nos braços, com o olhar emocionado, No quarto do hospital, Bárbara estava deitada, exausta, mas com um brilho diferente no olhar ao segurar uma das meninas nos braços a outra dormia no bercinho ao lado, eduardo permanecia ao seu lado, encantado com a imagem das filhas e da mulher, a enfermeira entrou com um sorriso gentil, trazendo nas mãos uma manta fina.
Enfermeira - Hora da mamada, mamãe - disse com voz calma. - Posso te ajudar?
Bárbara - Meu Deus...(diz apreensiva)!
Bárbara assentiu com um aceno tímido a enfermeira se aproximou, posicionando a bebê com cuidado.
Bárbara - Eu não sei como faz pra amamentar!
Lurdes - Fica tranquila filha, você irá conseguir!
Enfermeira - Apoie o braço assim... isso, agora mantenha a cabecinha na altura do seio, ela vai procurar o bico sozinha veja...
A pequena, guiada pelo toque suave da mãe, buscou instintivamente o seio e começou a mamar bárbara olhou surpresa e emocionada.
Enfermeira - Ela conseguiu...
Bárbara - Conseguiu sim. É natural, mas às vezes precisa de prática. Agora, depois de um tempo, trocamos com a irmã.
Eduardo observava tudo com atenção, cada gesto, cada explicação não tirava os olhos das filhas e da forma delicada com que Bárbara lidava com elas. Ele se aproximou um pouco mais, como se quisesse gravar tudo na memória.
Enfermeira - Quer tentar com a outra agora? - perguntou a enfermeira, já pegando a segunda bebê.
Bárbara - Quero, sim - respondeu Bárbara, ainda encantada. - Mas acho que ela está dormindo feito um anjinho,
Eduardo sorriu, tocando de leve a mão de Bárbara.
Eduardo - Você está indo muito bem... Estou tão orgulhoso de você.
Bárbara - Obrigado meu bem!
A enfermeira completou, com ternura:
Enfermeira - E você, papai, está fazendo um ótimo trabalho só de estar aqui, tão presente.
Eduardo retribuiu com um sorriso discreto, o coração cheio. Aquele momento simples, mas profundo, era a confirmação de que tudo estava mudando - e para melhor....
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AMOR INESPERADO
Fanfiction{CONCLUIDA} Lucero sempre acreditou no amor, mas sua fé foi abalada quando foi abandonada grávida por Victor. Sozinha, ela lutou por cinco anos para criar sua filha, Luíza. Decidida a recomeçar, muda-se para a capital com sua irmã, Lorena. Fernando...
