Tanjirou já estava sem esperanças quando passou por um corredor e deu a sorte de encontrar quem estava procurando.
O Kamado não pôde deixar de parar por um minuto para admirar o belo rostinho de seu namorado enquanto ele escrevia alguma coisa em um pedaço de papel (provavelmente mais uma mudança de última hora no script), parecendo concentrado e em um de seus raros momentos em que parecia relaxado. Tanjirou amava muito seu namorado, mas a peça e a remoção quase total de açúcar forçado em sua vida tinham o deixado estressado esses últimos dias.
Para sua sorte porém, ele carregava consigo algo que tinha certeza que melhoraria aquele mal-humor naquele momento.
Pensou em surpreender seu namorado, mas nada escapava dos ouvidos sensíveis de Zenitsu, que levantou a cabeça para cumprimentá-lo.
—Oi Tanzinho!— Parecia que naquele momento ele não estava de mal-humor, um bom sinal.
—Oi meu bem— Tanjirou cumprimentou com um sorriso e só então o Agatsuma viu que ele carregava em suas mãos duas coisas que conhecia muito bem.
—Hm? Você já trouxe o almoço?— Perguntou surpreso vendo as duas caixas de bento nas mãos de seu amado— mas você não era pra tar gravando as falas à essa hora?
—Ah, quanto a isso...— Um sorriso nervoso surgiu em seus lábios enquanto ele se sentava ao lado de seu namorado— Obanai-sensei me expulsou do auditório até te trazer comigo...
—Ein? Por que?
—Ele disse que minhas falas tão totalmente robóticas... Aí eu disse que eu não conseguia evitar por que eu não conseguia mentir... Aí ele disse pra eu te chamar.
—Ein? Por que eu?— Tanjirou deu de ombros.
—Quem sabe se eu tiver gravando com você na minha frente as falas saem mais verdadeiras— Zenitsu não pôde evitar de rir. Não foi por maldade, a situação foi tão fofa que ele não pode evitar, mas a risada acabou arrancando um olhar tristonho do Kamado que olhou para seu namorado com uma carinha de um cachorrinho que acabou de ser chutado.
—Ow Tanzinho, não me olha assim, isso é adorável— Corrigiu imediatamente o problema puxando o namorado para um beijo apertado, que claramente melhorou o seu humor imediatamente— É claro que eu vou, mas pelo visto a gente vai ter que almoçar primeiro, não é?
—É, ele disse que ia gravar as falas dos outros antes e ia demorar um pouquinho, então eu já trouxe logo o almoço primeiro— Quando o almoço lhe foi passado, Zenitsu percebeu um certo som de ansiedade em Tanjirou não de uma forma ruim, mas como se ele tivesse animado para algo que estaria por vir.
—Hmmm, eu tô ouvindo o que você tá sentindo, abre o jogo, o que tá rolando, ein?— Perguntou colocando as mãos na cintura e olhando para o namorado com um olhar travesso.
—Tá, tá, você me pegou...— Uma risasinha escapou junto com a confissão— Eu decidi aproveitar o clima da peça pra explorar minha criatividade com essa, eu tava doido pra ver a sua reação...
—Hmm, agora quem tá curioso sou eu— Anunciou antes de tirar a tampa sem mais delongas.
Dentro da caixinha de bento estavam lhe esperando no topo de sua comida duas flores que fora “esculpidas” em tomate, Zenitsu poderia não ter o melhor relacionamento com tomates, mas quando se falava de flores a história era outra e era óbvio que a inspiração para aquelas “esculturas” tinha sido a rosa que o Romeu tinha que entregar para a Julieta na peça... Exceto que aquele Romeu talvez fosse um pouco mais “gastronômico”.
—Owwww!— O Agatsuma teve que conter a vontade de pegar a rosa de tomate e apreciá-la em suas mãos, esta era uma das desvantagens das obras de arte culinárias de Tanjirou: Você nem sempre poderia admirá-las do jeito que queria por que geralmente não é muito educado segurar sua comida com as mãos— Que lindas... Eu adorei!
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Padaria Kamado
FanfictionA vida De Zenitsu começa a mudar quando ele passa a frequentar a padaria dos Kamado.
