Entre Sombras e Entrega

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A manhã chegou lenta, preguiçosa, filtrando a luz pelas cortinas e iluminando o quarto de forma quase cruel. Eu estava deitado, sentindo o peso da gravidez em meu corpo, cada movimento um lembrete constante da vida crescendo dentro de mim. O bebê chutava suavemente, e meu corpo reagia a cada toque com sensações que eu não podia negar.

Day estava ao meu lado, acordado antes de mim, observando cada mínimo detalhe. Eu podia sentir sua presença mesmo com os olhos fechados: o calor, o cheiro, o peso de seu corpo que parecia ocupar todo o espaço sem oprimir. Ele era a parede que me sustentava, mas também o fogo que me consumia por dentro.

— Dormiu bem? — murmurou, a voz baixa, carregada de cuidado.

Eu tentei responder, mas apenas soltei um suspiro, sentindo minhas mãos tremerem levemente. Ele se aproximou devagar, posicionando-se de forma que pudesse me apoiar, cada gesto um equilíbrio entre força e suavidade. Quando sua mão pousou na minha cintura, meu corpo reagiu sem que eu pudesse controlar. O toque dele, firme e delicado ao mesmo tempo, enviou ondas de calor por mim, e meu bebê se mexeu novamente, quase como reconhecendo o pai.

Ele me ajudou a sentar, cuidadosamente ajustando meu corpo para que eu não sentisse dor. Cada movimento era uma coreografia silenciosa de cuidado e desejo. Eu não podia negar que a proximidade de Day me fazia perder o controle, mas ainda assim, havia medo. Medo de me entregar completamente, medo de que o passado voltasse a me machucar.

Quando finalmente ficamos de frente um para o outro, ele segurou meu rosto entre as mãos, a expressão carregada de intensidade. Seus olhos penetravam nos meus, buscando algo, pedindo permissão sem precisar falar. Meu corpo respondeu antes da minha mente, e quando nossos lábios se tocaram, tudo explodiu.

O beijo começou devagar, hesitante, mas logo se tornou profundo, intenso, carregado de anos de tensão acumulada. Cada toque de seus lábios despertava uma mistura de prazer e medo, lembranças de dor e promessa de entrega. Eu arqueava na direção dele, incapaz de resistir, sentindo minhas mãos percorrerem seu peito, explorando a força contida ali.

O bebê se mexeu com mais intensidade, e eu gemi baixinho, surpresa e desejo misturados. Day percebeu imediatamente, ajustando seu corpo para me apoiar, ao mesmo tempo em que suas mãos exploravam meu ventre, meus braços, meu pescoço, cada toque suave e intenso. Meu corpo tremia contra o dele, cada nervo vivo respondendo à presença do alfa.

— Eu quero você, Itt — murmurou ele, cada palavra impregnada de desejo e cuidado. — Confia em mim.

As palavras foram como fogo sobre meu corpo. Eu não resisti. Me entreguei ao toque dele, aos beijos que queimavam, às mãos que sabiam exatamente onde pressionar, como tocar, como guiar meu corpo sem me machucar. Cada gesto de Day me enlouquecia, me fazia arfar, tremendo de prazer e medo, incapaz de distinguir onde terminava o desejo e começava a necessidade de ser cuidado.

Quando finalmente nos deitamos juntos, o corpo colado, senti uma onda de calor percorrer cada centímetro meu. O toque dele era simultaneamente suave e firme, explorando meu corpo com precisão, despertando sensações que eu não sabia que podia sentir. Cada beijo profundo, cada carícia delicada, me levava mais fundo na entrega, e o bebê reagia, chutando e se mexendo com força, como se também estivesse participando daquele momento de intimidade.

— Day… — sussurrei, sem fôlego, os olhos fechados. — Eu…

Ele respondeu com mais um beijo, intenso, carregado de necessidade e ternura, e deslizou suas mãos pelo meu corpo, explorando cada curva, cada reação, cada estremecimento. Eu arqueava na direção dele, gemendo, tremendo, incapaz de controlar o que sentia. O prazer e a entrega se misturavam, formando uma explosão de sensações que me deixava sem ar.

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