Dormi no outro sofá, era mais confortável que a minha cama. Jin não acordou nenhuma vez, pelo menos eu não estava acordada pra ver. O sol estava nascendo e ele ainda dormia, parecia melhor, não tremia mais, sua boca voltou a cor normal, mas ficarei aqui até que ele acorde para confirmar. Minha sorte é que carrego minha escova de dentes por onde quer que eu vá. Hálito de leão, ai vou eu!!
Assim que termino de escovar os dentes noto que o Jin está em pé na porta me encarando com uma expressão de confusão.
Yn.: Hey, como está se sentindo? Sua febre baixou? ~Quando me aproximo pra ver a sua temperatura ele se afasta com repulsa. Fico parada, confusa.
J.: O que você está fazendo na minha casa? Não me lembro de te convidar para entrar, muito menos dizer que poderia voltar aqui. ~Ele não parecia com raiva, só tentando se proteger de algo que não sei decifrar.
Yn.: Você faltou as aulas e eu estava preocupada então... ~ Fui interrompida.
J.: Desde quando eu preciso que as pessoas se preocupem comigo? Aprenda a se colocar no seu lugar! ~ Ele pegou em meu pulso com tanta força e me puxou para fora do banheiro. ~ Você vai sair daqui agora! Não acha que já está passando dos limites?
Ele me puxou até a sala pegou minha bolsa e estava indo em direção a porta. Estava cansada de ser mandada por ele, cansada de ele me segurar pelo pulso e achar que pode me controlar. Puxei minha mão enquanto ele me encarava sem reação.
Yn.: Normalmente o que se fala pra quem te ajudou é obrigado. E quero deixar claro que só saio daqui quando tiver certeza que está se sentindo melhor e depois que começar a me explicar as coisas ~talvez agora ele tenha ficado irritado pois começou a me puxar pelo pulso com mais força em direção a porta.
Consegui me soltar novamente, mas dessa vez me afastei e fiquei de costas pra ele. Olhar pra ele me deixava mais nervosa e parecia que nada fazia ele me escutar. Fiquei em pé, de frente para a parede de vidro, aquela vista realmente era linda.
Yn.: Você não entende? Não adianta o quanto eu tente parar de pensar em você, eu não consigo! Tudo bem que no começo eu pensava que você era só aquele menino mimada e marrento que chegou na escola querendo colocar ordem em tudo e todos, mas depois daquele dia no beco eu te vi vulnerável, percebi que estava errada! Não vou te deixar sozinho agora, não quando vejo que precisa de alguém. Não quero te deixar...~minhas palavras iam ficando cada vez mais fracas, então fechei os olhos e esperei a resposta dele.
J.: Eu entendo, não consigo parar de pensar em você. Mas você precisa me escutar e ir embora daqui, entendeu?
Yn.: Nunca fui muito de te obedecer, agora não vai ser a hora que farei isso. Não até você me explicar tudo isso. ~Me virei para poder olhar em seus olhos e me deparei com dor. Mas porque?
E ficamos ali nos encarando por um tempo, meu coração com medo do que poderia vir agora. Então ele se aproxima, seus braços me envolvem inesperadamente. Seu calor agora é nosso calor.
J.: Eu também gosto de você, Yona! Mas é muito perigoso você ficar perto de mim, eu juro que se pudesse te contaria, mas isso vai muito alem de mim... ~ Senti umas gotas caindo em meu ombro. ~ Não posso arriscar te perder, não agora quando sei que você sente o mesmo por mim.
Me afastei de seus braços para poder olhar em seus olhos. Jamais iria acreditar se alguém me contasse que aquele Jin marrento iria estar aqui em meus braços, vulnerável, chorando por alguém como eu. Eu tinha tantas perguntas, o que poderia ser tão ruim ao ponto de não podermos ao menos sentir nada um pelo outro?
Yn.: E se a gente esquecesse tudo isso só por hoje? Deixa eu ficar, prometo que não farei nenhuma pergunta. Só me deixa ficar.
Ele se aproximou mais uma vez, nossos narizes estavam colados, sua respiração era quente, devagar nossos lábios foram se tocando, seus movimentos lentos me deixavam querendo ele mais perto de mim. Seus lábios se afastaram mas não o suficiente para que eu parasse de sentir sua respiração.
J.: Estou com fome, que tal prepararmos alguma coisa para comer?
Ele me levou até a cozinha, então quer dizer que ele era um garoto com coisas para se comer. Fiquei com a tarefa mais fácil pois avisei que eu era um desastre na cozinha, preparar o suco. Já ele estava decidido que ia preparar um famoso pão especial, só espero que esteja bom pois a minha barriga está pedindo. Tentei ajudar ele em algumas partes, mas não deu muito certo. A única coisa que fiz bem foi colocar o pão no forno enquanto Jin estava me olhando. Aquele sorriso aquece meu coração.
Ele se aproxima e beija meus lábios, suas mãos na minha cintura. O beijo ficava mais rápido, mais intenso. Suas mão pegaram em minhas coxas, colocando-às em volta de sua cintura, enquanto ele me leva pra cima da mesa de jantar.
Tentei tirar a sua camisa, mas consegui me atrapalhar. Ele ri e a tira pra mim, então vai para o próximo objetivo, tirar a minha. Meu corpo enrijece, minhas mãos ficam geladas, eu o afasto no automático e começo a tremer. Eu sei que ele não sabe, nem poderia...Mas eu não posso, eu não consigo. Vejo seu olhar confuso, sinto que devo desculpas.
Yn.: Desculpa eu não posso... Não posso continuar. Sei que você já deve ter feito isso diversas vezes, mas eu não posso! Desculpa, eu... ~ Uma de suas mãos tocou meu rosto, minhas lagrimas caem.
J.: Yona, olha aqui pra mim. Eu fiz algo errado? Você está se sentindo bem? Foi muito rápido? ~Seus olhos procuravam os meus mas eu não conseguia olhá-lo.
Ele se ajoelha e me olha procurando alguma resposta, mas eu não a dou. Não mostrei isso a ninguém além do meu irmão e minha tia, não consigo! Ele não merecia me ver assim, não merecia ver o monstro que sou...
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Danger- Jin
De TodoEnquanto minha tia viaja para Los Angeles minha vida vira de ponta cabeça e meus pais, então falecidos, entram na minha história da forma mais estranha que poderia ser.
