Bônus - Ariela - Mudando de Lado - Part. 1

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Oie, gente! Tiveram um bom natal? Espero que sim, porque o meu infelizmente não foi tão bom.

Pus a foto do Gavin aí em cima porque eu tava devendo, mas ele não tem nada haver com esse bônus, certo?

Decidi escrevê-lo porque quero mudar um pouco da concepção de vadia que vocês tem dela. A Ari não é tão má assim (mas ainda é uma vadia).

Enfim! Eu deveria ter escrito algo novo para postar aqui na quinta, mas um novo projeto (uma distopia) tem me deixado ocupada, fora minhas outras histórias e bem, descobri umas coisas que me deixaram bem pra baixo.

Sabe quando você pensa que alguém é de um jeito aí uma pessoa aparece e só dizendo umas verdades consegue destruir o que você pensava sobre aquela primeira pessoa?

Foi mais ou menos isso.

Descobrir mentiras não é bom, principalmente quando elas mexem com o seu futuro, mesmo que não causem dano algum no momento, a não ser, claro, no seu mental e emocional.

Bem, é melhor eu parar o desabafo por aqui.

Bj!

☆☆☆

-- Qual é o seu pedido dessa vez? -- indagou Leandro, prestando atenção em qualquer lugar, menos em mim.

Era bonitinho o modo como ele sempre desviava o olhar quando eu estava por perto. O nervosismo dele era até sexy. Mas um pouquinho irritante.

Perscrutei cada cantinho do rosto dele; os olhos amendoados, a pele morena, o nariz aristocrático, os lábios extremamente beijáveis, onde pairava um sorriso tímido, simpático e a barba rala.

Oh, Deus. Eu poderia passar horas beijando esse cara. Será que ele beija bem? O quanto ele será bom em... outras coisas?

-- Um refrigerante está bom. -- eu disse me debruçando um pouco em cima do balcão. Ele voltou seu olhar para mim e logo abri um sorriso. -- Diet. -- completei.

Eu tenho quase cem por cento de certeza de que ele me deu uma checada; passando o olhar do meu rosto apoiado em uma das mãos, ao meu decote e um pouco mais abaixo. Era tudo que ele podia ver, considerando que estávamos em lados opostos do balcão do bar que fazia parte so salão de refeições. Foi muito rápido e não ter certeza me fez franzir os lábios em desagrado. O olhar dele parou em minha boca, então ele pigarreou e me passou o refrigerante com um canudo.

-- Obrigada. -- voltei a sorrir e tomei um pouco do refrigerante.

Ele desviou o olhar de novo e começou a organizar as coisas sobre o balcão, apenas como se estivesse querendo se distrair, mas aparentemente percebeu que já estava tudo arrumado, então pegou um notebook que presumi ser dele, sentou-se numa banqueta que havia ali para ele e começou a digitar, dessa vez conseguindo me ignorar com cem por cento de sucesso.

Sério, eu vinha tentando fazer esse cara me notar a um bom tempo, agora que isso havia acontecido, parecia ainda mais difícil aplicar meus metódos para que ele me chamasse para sair.

O quê? Eu deveria tentar ser menos direta?

Ele gosta de santinhas?

Ele é gay e não sabe como me dizer que gosta da fruta?

Ou ele simplesmente não percebe nada? O quão tapado um homem pode ser?

-- Você não tem jeito mesmo. -- alguém disse, próximo a mim e me virei na banqueta sorrindo.

Coloquei um dedo de frente aos lábios, num gesto de silêncio.

-- Não, não tenho. -- pisquei para ela. -- Agora sente aqui e me diga como você está.

-- Você me pergunta isso todo dia. -- ela disse, mas, mesmo assim, sentou.

-- Mikaelle, você ficou um caco assim que descobriu a traição daquele babaca, é normal que eu me preocupe com a minha irmãzinha.

-- Seria bom que você se preocupasse com outras pessoas além de mim também, talvez eles percebessem que você é uma garota legal e não uma...

-- Vadia? Qual é, Mika. Ninguém se importa com o que eu sinto e eu não me importo com o que eles pensem de mim. Se eu puder me divertir e proteger você, o mundo é um lugar ótimo para se viver, se alguém quiser me julgar por causa disso, fodam-se eles. -- levantei meu refrigerante, como se estivesse oferecendo um brinde silencioso.

-- Você tem uma personalidade horrível. -- Mika disse, como se estivesse brava e pegou o refrigerante da minha mão. -- Lidar com você é impossível. -- ela tomou um gole e pela sua cara vi que teve vontade de cuspi-lo. -- Essa droga é diet?

Dei de ombros e o tomei de volta.

Loucamente Apaixonada [Completo]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora