Hey,
A Humphrey de novo. Mas, não voltarei mais, a -C já tá melhorzinha e vai poder retornar com a AADM.
Desculpe a demora, eu estava tendo problemas em casa, e acabei não podendo escrever, mas é um capitulo leve, e tem o que vocês tanto queremmmm, obrigada pelos comentários de incentivo, de verdade, vocês foram ótimas.
Aproveitem:
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12 de Maio
POV LAUREN
Sobrevivemos até este ponto.
Transpassando despedidas e devastações, estamos felizes por sentimentos que você sinceramente sabe que não sentirá mais por ninguém, encontramos teorias sobre beleza e profundidade até mesmo nas curvas discretas que suas sobrancelhas fazem enquanto alega empolgadamente sobre algo, estamos em pânico, transitando na galáxia nebulosa que é ansiar por ela.
Ela não precisava se esforçar para nada, eu estava ali, a vendo deslizar por cada pequeno espaço do estúdio ecoando sua voz suave, e mesmo quando ela não está, eu a sinto, eu a vejo, - até mesmo quando não quero vê-la - seus passos inexistentes transitam pelo ambiente sugando de mim toda confiança, e vontade para ela, porque nem mesmo em minha divagação mais doentia eu deixo de pertencê-la.
E nós sabemos disso.
Tudo eu via embaçadamente, cada movimento era disperso, todo som era ausente, cada cheiro se ocultava para que meu corpo pudesse aproveitar os poucos minutos que era completo, tudo se oprimia, quando ela estava ao alcance dos meus olhos, aquele sorriso fortalecendo cada função celular minha, a alegria em sua voz puxando delicadamente os meus lábios para um sorriso.
"Oh, Meu Deus, ele sabe, ele sabe, ele sabe!" Como ela poderia ser melodiosa mesmo falando?
"Sim, Camz, ele sabe." Ally confirmou concentrada enquanto movimentava o pedestal para ficar em sua altura, ninguém nunca acertava a altura do microfone, ela era uma pequenina. Seu olhar encontrou o meu e ela se corrigiu "Sim, Mila, ele sabe."
Camila virou em minha direção, um meio sorriso vergonhoso. Eu só estava achando engraçado o fato de Ally ser pequenina, mas as vezes é impossível controlar a força do meu olhar. Eu também não posso reclamar, odeio arduamente quando alguém chama Camila pela forma que eu me refiro a ela.
Eu queria beija-la, eu queria, queria sempre que ela sorria daquela forma para mim, sempre que tentava ultrapassar a minha armadura invisível, sempre que pairava de costas para mim, seus cabelos caindo em uma cascata castanha de cachos quase alcançando as volumosas nadegas que confessavam sua origem latina, queria beija-la por me fazer me perder assim nela, sem preocupação de tempo e espaço, apenas a singela emoção de imagina-la sendo beijada por mim.
"Meninas, vai ser When I Was Your Man, primeiro." a voz de Dinah ao longe, eu sabia que tinha que olha-la e me concentrar no que aquilo significava, mas não queria desviar da certeza da felicidade do meu dia: o sorriso de Camila. "Laur, você ainda não aqueceu, e When I Was Your Man é a primeira."
Virei para ela ainda atordoada com a beleza antes em minha frente - mente, sonho, desejo - sorri fraco me sentando em um dos bancos, para iniciar o aquecimento.
"DINAH, O ED SHEERAN SABE QUEM SOMOS."
"Calma, Mila, respira."
"ELE SABE."
Os olhos castanhos em tom de chocolate no momento arregalados na direção da sua melhor amiga, ela estava tão feliz que não havia um só ser que não sorria naquele lugar. Ela me deixava tonta, eu perdia o equilíbrio, mas não me importava se ela sempre me permitisse cair em seus braços.
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A Amada Do Monstro
FanfictionEntre as linhas de pensamentos de Camila Cabello sempre existia a ingenuidade de pensar em si mesma como personagens diferentes daquilo que é. E foi nisso que gerou a grande polêmica no lançamento de seu livro "A Amada Do Monstro" que conta com uma...
