A Drop In The Ocean

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Hey,

Sobre a demora: vocês devem, especialmente hoje, brigar comigo: Humphrey.

Estou sendo a namô chata e super protetora sim. Desculpem. Mas, -C. está meio fraquinha, e precisa ficar de repouso para não aumentar o nível das dores que está sentindo. Porémmm, não se preocupem, pergunto a frequência dessas dores a cada 5 minutos, a mantenho deitada, e a obrigo a se hidratar bastante, ela vai ficar bem logo, responder todos os comentários, e atualizar mais rápido.

Ela fez a parte inicial do capítulo antes de começar a sentir essas dores, e me passou o que precisava ser abordado nele, então fiz o meu melhor. Eu não sou genial como a autora fav de vocês, mas me esforcei para que desse certo. Vocês merecem o melhor e foi com certeza escrito com esse pensamento, dou minha palavra.

Notas finais, gente, dá uma olhada lá. Obrigada pela paciência, e por se disporem a ler, isso é lindo, vocês são lindas, ela diz isso o tempo todo:
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Abril, 2013.

CAMILA POV

"Eu estou animada." Ela disse alegre.

Sorri diante do espelho a observando atentamente; apenas por minha visão alcançar sua localidade, sentia o impulso de sorrir mais ardente do que qualquer sol de verão no período de 3 horas da tarde.

Mas observá-la, fazia para mim, o mundo ainda mais complexo.

Porque mundo está muito complexo.

Aposto que você também notou: viver está complicado. É muita informação, muito ódio, muita opção, muita novidade, muito problema que parece ser insolúvel. Por quê? E tem cura?

Tenho quase certeza de que você sabe do que eu estou falando. Uma certa angústia, uma sensação de que tudo está escorregando do controle. E também uma pitada de desânimo com a ordem geral do mundo, como se não adiantasse fazer nada, porque qualquer esforço vai se perder numa série de consequências inesperadas, e pode até acabar tendo efeito contrário ao pretendido. Caceta, de onde vem isso?

A vida está complicada demais. É muita senha para decorar, muita lei para seguir, muita conta para pagar. É muito trânsito. Muito carro na rua, disputando espaço com caminhão de lixo, e é também muito lixo na calçada à espera de alguém que o recolha. É muito risco, muito crime, muita insegurança.

É muito partido político, e nenhum deles parece minimamente interessado nas coisas que são importantes para você. É muita opção de trabalho, mais do que em qualquer momento da história, e ao mesmo tempo é muito difícil encontrar um trabalho que faça sentido. É muita doença estranha de que eu nunca antes tinha ouvido falar, e muita gente morrendo disso. É muita indústria tradicional, de ares eternos, desmoronando de um segundo para o outro. É muita gente saindo da escola sem saber ler nem fazer conta. É muito problema, e cada um parece impossível de resolver. Estou surtando? Só eu estou sentindo isso?

É complexo, mano.

Por outro lado, o mundo está cheio de possibilidades, inclusive a de acessar informação ao toque de um dedo. Dei um google, encontrei um texto chamado Complexity Rising ("O aumento da complexidade"), do físico americano Yaneer Bar-Yam, fundador do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra.

Arrá, está lá: o mundo está mesmo ficando mais complexo, não é paranoia minha. O texto explica o que é complexidade: é o número de coisas conectadas umas às outras. Quanto mais partes um sistema tem, e quanto mais ligações existem entre essas partes, mais complexo ele é. Um exemplo de coisa complexa é o recheio do seu crânio: 86 bilhões de neurônios, cada um deles conectado a vários outros, um emaranhado quase infinito de possíveis caminhos a percorrer.

A Amada Do MonstroOnde histórias criam vida. Descubra agora