VIIII - Capítulo

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Cheguei na casa da minha avó e encontrei a minha mãe assistindo televisão na sala. Contei pra ela a minha ida ao clube e ela deu risada. E ainda disse,que queria ter ido pra filmar a minha cara de desespero. Só a minha mãe mesmo...
Comi um pedaço de lasanha e tomei um copo de coca. Tomei um banho gelado e deitei pra dormir. Me enrolei e caí num sono profundo.

On...

As estrelas iluminavam davam brilho ao céu escuro. A areia fina tocava os meus pés descalços e eu estava sentada em um banco de cor branca. E meu namorado me abraçava, oferecendo conforto. As pessoas passeavam despreocupadas,ouvindo música,correndo. Cada um em seu mundo particular.
Ele segurou a minha mão bem forte,e entrelaçou nosso dedos. Percebi uma gota cair nas nossas mãos e olhei para o céu. Não havia sinais de chuva. Logo me dei conta de que aquela gota não era de chuva nenhuma,aquela gota,era uma lágrima.
Levantei seu rosto e vi que haviam várias dessas mesmas lágrimas escorrendo. Sequei com a minha mão livre. E observei.
Ele me abraçou apertado como se fosse a última vez,me deu um beijo apaixonado e outro beijo na minha testa " Tchau meu amor. Eu te amo."
Soltou minha mão e se levantou.
Meus olhos já lacrimejavam,mas eu não me levantei. Vi ele indo embora e não disse nada pra impedir. Porque sabia,que não iria adiantar nada.

Off...

Acordei assustada,nunca havia sonhado com aquilo. Parecia um aviso,de eu tinha medo. Espantei aquela negatividade,e me levantei. Coloquei um shorts e uma regata,arrumei meus cabelos e fiz minha higiene.
Tomei meu café com os meus avós,pais e irmã. Tentei me desligar do meu sonho por um momento. Mas não conseguia. Era difícil.

- O que foi minha neta ?! - Minha avó perguntou curiosa,ela fazia um bordado e meu avô descansava olhando a paisagem. Meus pais estavam sentados um do lado do outro,com as mãos entrelaçadas sorriam como se existissem só eles ali. Era incrível a sintonia que existia entre eles,mesmo depois,de vinte anos de casados. Minha irmã,ouvia música num canto isolada.

- Nada vó ! Não é nada. - Não queria envolver a minha avó,ela tinha tanta coisa pra se preocupar. Eu era o de menos.

- Fala minha menina. O que aflige o seu coraçãozinho ? Foi aquele seu namoradinho? Porque se foi,eu falo pro seu avô pegar a espingarda dele e...

- Não vó. Quer dizer...sim e não.

- Agora você me deixou caduca ! Me explica direito.

- Acontece,que eu sonhei com o meu namorado. Nos estávamos sentados em um banco e abraçados na praia...

- E isso não é bom ?

- Sim. Mas é que ele dizia que me amava e logo em seguida,me dizia "tchau". E ía embora.- Tentei explicar. Vi minha mãe se mexer na cadeira e cochichar com o meu pai,que arregalou o olho. Meu avô tossiu e voltou a olhar a vista. Minha irmã tirou o fone e me encarou. Já a minha avó,engoliu em seco e voltou ao seu trabalho.

- O que está acontecendo aqui ? - Havia algo errado,eu sabia. Eles estavam agindo estranho demais.

- Nada meu bebê. Fica calma ! - Da última vez que o meu pai me disse pra ficar calma,eu ganhei uma irmã de presente.

- Pai,me fala logo. Eu sei que vocês estão me escondendo algo,e eu preciso saber o que é ! - Meus olhos se encheram de água derrepente.

- Minha filha,se acalma ! - Minha mãe chegou perto.

- Mãe fala logo,não fica me enrolando ! - Ela ficou calada. - Vovó me conta,por favor ! - Me ajoelhei na sua frente.

- Me desculpa meu amor,mas eu não a pessoa mais adequada pra te contar isso. Queria tanto poder te falar,mas eu não posso... - Ela chorava

- Porque ?

- Quando chegar a hora você vai entender. Não tenha pressa e aproveite o momento. - Chorei abraçada a minha avó. O real motivo pela minha tristeza,eu não fazia ideia do que era. Mas tinha certeza,que não demoraria muito pra saber.

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Durante a semana eu não consegui me concentrar em nada. Minha cabeça martelava de curiosidade sobre o assunto,e eu,já estava desistindo.
Resolvi esquecer um pouco esse assunto,porque o meu namorado,é tão bom falar isso " O MEU NAMORADO". Me chamou pra sair para um parque.
Aceitei de bom grado. Coloquei um shorts jeans e uma blusa soltinha com a frase " NÃO SOU OBRIGADA". Calcei a minha bota de cano baixo e fiz um coque no cabelo. Passei um lápis de olho e um batom. Coloquei um óculos e saí pra encontrar ele.

Marcamos de nos encontrar no banquinho da praia. Onde eu desabafei com a minha prima,e também,onde eu perdoei o Diego pelo ciúmes excessivo.

A vista era algo de se tirar o fôlego,o pôr-do-sol era lindo. Não havia nada igual.

Fechei os olhos e respirei bem devagar. Senti alguém tampar ambos,e sorri,já sabendo quem era.

- Eu acho que é... a Luísa. - Brinquei.

-Não ! - Negou. Fazendo uma voz grossa.

- O...Arthur ? - Disfarcei.

- Não ! - Negou novamente.

- Então eu não sei...A única pessoa que falta é o meu namorado chamado Diego,um menino super chato... - Antes de terminar de falar ele soltou os meus olhos e sentou do meu lado.

- Chato ? Você me acha chato ? - Me colocou sentada em seu colo.

- Um pouquinho ! - Brinquei entrelaçando os meus braços em seu pescoço.

- Que pena ! Porque esse chato,não está nem ligando pra sua opinião ! - Passou a mão nos meus cabelos e segurou a minha cintura. Me beijou devagar,explorando a minha boca.
Passei a mão em seus cabelos e em seu rosto,sua barba fazia cócegas na palma da minha mão. Mordi seu lábio inferior e soltei devagar.

- Como você está ? - Perguntei sem desgrudar dele.

- Bem,e você ? - Tínhamos prometido falar somente a verdade um pro outro.Mas eu não queria falar sobre o meu sonho pra ele. E acabar preocupando ele com uma coisa sem importância. Eu só queria ficar abraçada com ele,e esquecer,quer dizer tentar esquecer os problemas.

- Bem também ! - Olhei em seus olhos e admirei aquelas pedras azuis.

- Vamos pro parque ? - Se levantou e me colocou no chão.

- Sim ! - Segurei sua mão e sorri.

- Aliás,você está linda ! Sem contar que eu adorei a blusa. - Gargalhei,e adicionei mentalmente aquela blusa a minha coleção de favoritas,a partir de agora.

- Fico feliz que tenha gostado !

- Teria ficado melhor sem ela...Mas como não pode... - Corei.

- Seu bobo ! - Dei um tapa em seu braço. Que foi a mesma coisa que nada,porque ele era forte demais.

- Também te amo ! - Me beijou e voltamos a andar sorridentes igual a duas crianças.




Me diga - ( EM ANDAMENTO) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora