XXV - ♡ Bônus Ryan ♡

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Depois de um longo dia no trabalho, o que eu mais queria era a minha noiva.

Cheguei em casa e ela foi me receber do lado de fora. Como se soubesse que eu estava sentindo a falta dela.

- Oi amor. - ela me cumprimentou

- Oi anjo. Vou tomar um banho.

Fui rápido para o chuveiro para aproveitar depois cada segundo com ela e Heitor.

Quando sai, ela estava entrando no quarto e me chamou para conversar.

- Amor podemos conversar?

- Sim amor. Sobre o quê? - sentei ao seu lado na cama

Ela pegou alguns papeis na bolsa e me entregou.

- Rollings encontrou isso.

Olhei para o papel e li, atento. Era a certidão de óbito do pai da Regina. Só de ler o nome dele, algumas lembranças me invadiram.

Continuei lendo. Havia o dia, horário e o nome do médico que me acompanhava na residência.

Mas o que me chamou a atenção foi o laudo médico. Uma única palavra me deixou completamente sem ar.

Envenenamento.

- Não acredito nisso!

Li e reli aquela linha. Morte por envenenamento.

Minha cabeça rapidamente voltou àquele dia. Regina disse que eles estavam almoçando quando o pai passou mal.

Alguma coisa que ele comeu estava envenenada ou com alguma substância nociva a qual ele era alérgico.

- Amor? - Mya chama minha atenção

Eu apenas olho para ela, perplexo.

- Trouxe uma pessoa para te ver. - ela continuou

- Não estou com condições de ver ninguém agora. - insisti sentindo raiva e vontade de chorar ao mesmo tempo

- Você vai querer vê-lo amor.

Olhei-a sem entender nada. Ela se levantou e estendeu a mão para mim acompanhá-lá. Fomos até a sala e havia um homem conversando com Heitor.

- Doutor? - ela chamou e o homem se virou para nós

- Dr. Henri? - fiquei surpreso

- Ryan? - ele abriu um sorriso - Como você está?

Não respondi, mas aceitei o abraço.

- Acabei de contar para ele, doutor. - Myrella contou iniciando o assunto

- Ryan, eu não tinha ideia que você não sabia. Você estava casado com a filha daquele homem.

Eu não disse nada.

- Heitor, vai brincar no seu quarto, por favor. - Myrella pediu e ele obedeceu

Sentamos no sofá para continuar conversando. O médico sentou à minha frente e minha noiva, ao meu lado.

- Como o senhor descobriu? - perguntei

- Você foi embora com sua esposa. Acho que vocês dois estavam arrasados. Eu precisava fazer um laudo médico para o óbito antes de manda-lo ao necrotério. Vi que tinha algo errado na boca dele e quando eu olhei na garganta, ela estava com uma coloração diferente.

- "Pedi um exame de sangue e foi encontrado uma substância estranha no organismo dele. Depois o corpo foi encaminhado para o legista. Eu gostava muito de você, fiquei mal por você se culpar. Então eu pedi para acompanhar o laudo do legista também."

Dama de BrancoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora