Capítulo dezesseis: Onde está a mamãe?

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{Scarlet}

Acordei no mesmo horário de sempre, seguindo minha rotina matinal habitual. Dirigi-me ao banheiro, fiz minha higiene pessoal e tomei um banho revigorante. Ao sair do banheiro, vesti uma blusa de manga longa branca, um casaco e uma calça jeans para me proteger do frio daquela manhã. Completei o visual com um par de tênis e uma touca. Ao descer para a cozinha, notei que minha mãe não estava lá, encontrando apenas Regan.

— Cadê a mamãe? — perguntei, sentindo falta da presença dela.

— Não faço ideia. Fiquei aqui esperando alguém aparecer — respondeu Regan.

— Estranho... Espero que esteja tudo bem com ela — comentei, preocupada.

— Tirando a situação com o nosso pai, está tudo tranquilo — disse Regan, referindo-se ao falecimento recente de nosso pai.

— Não era bem isso que eu queria dizer... Mas enfim — murmurei.

— Parece que alguém acordou estressada hoje. Está parecendo o Tyler — brincou Regan.

— O que tem eu? — interveio Tyler, surgindo na cozinha.

— Nada, só a Scarlet um pouco estressada — respondeu Regan, divertindo-se com a situação.

— Não estou estressada — protestei, mesmo que minhas ações indicassem o contrário.

— Estou morrendo de fome, Scarlet. Faz alguma coisa aí — pediu Tyler.

— Você tem duas mãos, sabe? Se vire — retruquei, dando-lhe uma resposta afiada.

— E eu? Não posso fazer meu próprio café da manhã? — questionou Regan.

— De você eu cuido — assegurei.

— Ok, e quanto a mamãe? Vou falar com ela enquanto você prepara o café — propôs Tyler.

— Você e suas ideias... Está bem, vá — concedi, resignada.

Enquanto Tyler subia para falar com nossa mãe, eu cuidava de preparar o café da manhã para todos nós.

[...]

Tyler subiu as escadas em direção ao quarto da minha mãe, encontrando-a deitada.

— Mãe? — chamou.

— Oi, filho — respondeu ela, cansada.

— Tudo bem? — perguntou Tyler, preocupado com o estado dela.

— Sim, só estou um pouco cansada — respondeu ela, com voz fraca.

— Tudo bem, estamos indo para a escola. Descanse um pouco mais — disse Tyler, despedindo-se.

Ao sair do quarto, Tyler percebeu uma estranha nuvem de fumaça preta que se formava, evocando a imagem de uma pessoa. Ele ignorou a visão perturbadora e desceu para se juntar a nós na cozinha.

— Já está tudo pronto aí? — perguntou, ao entrar na cozinha.

— Sim, podem comer. Há alguns biscoitos e suco ali — respondeu Regan.

— Isso é o que temos por hoje — acrescentei, num tom prático.

— Que pobreza... — murmurou Tyler, demonstrando sua insatisfação.

— Se quer algo diferente, faça você mesmo — retruquei, um tanto irritada.

— Cuidado com o estresse, Scarlet — brincou Regan, tentando amenizar a tensão.

Após o café da manhã, seguimos para a escola. Encontramos nossos amigos habituais, Logan, Agatha e Madison, antes que o sinal anunciasse o início das aulas.

— Vocês viram mais alguma coisa estranha? — indagou Logan, preocupado.

— No quarto da minha mãe, vi uma espécie de fumaça preta se transformando no Jason. Tenho certeza de que era ele — relatei, compartilhando minhas preocupações.

— Isso não é nada bom... E a Scarlet? Ela viu algo também? — questionou Logan.

— Ela disse ter visto o Jason no cemitério. Parece que estamos sendo perseguidos por ele — respondi, preocupada com a segurança de nossa família.

— Isso complica ainda mais as coisas... — refletiu Logan, antes que o professor entrasse na sala, dando início à aula do dia.

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