Esse é um livro lésbico que trás a segunda temporada da história: Clara e Duda.
Deixo meus grandes agradecimentos a Jullia Athayde, pois me presenteou com idéias incríveis para esse romance.
Eu nem acredito que um mês já se passou desde a primeira noite que Laura e eu passamos juntas. É inacreditável a forma como ela conseguiu quebrar as barreiras que criei em meu coração contra sentimentos. Encontro-me agora neste quarto, sozinha, enquanto conto cada minuto deste relógio ansiando sua chegada. Todas as vezes que ela se despede para ir trabalhar, a saudade volta a me incomodar. Algumas pessoas entram em nossas vidas para abrir as portas para chegada de outras, sinto que comigo e Eduarda foi exatamente assim. Agora consigo olhar para o passado sem magoas e sem dor, e só consigo perceber que tudo aconteceu exatamente como deveria. Cheguei a culpar o destino e o acaso por não ter conseguido despertar o amor de Duda, mas hoje descobri ao lado de Laura o quanto a reciprocidade é gostosa quando desfrutada na mesma medida. Sinto-me cada dia mais apaixonada e toda essa felicidade é a sensação mais maravilhosa que já provei em toda minha vida.
♪ ♫ Ringtone do celular soando ♪ ♫
— Oi mô! — atendi com um sorriso apaixonado após conferir de quem se tratava.
— Amor, tenho uma surpresa para ti... — ela disse prontamente com um timbre animado assim que atendi.
— Surpresa? Para mim? — repeti sem muito entender. — Como assim? Onde você está? — interroguei euforicamente.
— Estou na redação do jornal, mas já estou saindo... Vou ao parque da cidade... Estou te esperando lá! Mandarei meu motorista ir te pegar. — falou desligando antes que eu a metralhasse com minhas curiosidades.
Céus, o que a Laura está aprontando?
Melhor eu ir de uma vez até lá e saciar minha curiosidade.
Tomei um rápido banho e apressadamente me vesti. Peguei minha bolsa e desci até a parte terreá do meu condomínio. Inesperadamente cruzei com um senhor muito bem vestido vindo em minha direção.
— Senhorita Lívia? — falou o senhor que vestia um belo smoking.
— Sou eu. Pois não? — falei sem entender como ele me conhecia.
— Por favor, queira me acompanhar? Estou aqui em nome da senhorita Laura Bertinazzi Spinelly. A Limousine se encontra logo ali a frente pronta para lhe levar ao seu destino.
— Como assim Limousine? Quem é você?
— Senhorita, não me importaria em responder todas as suas perguntas, mas precisamos ir ou do contrario chegaremos com atraso. No entanto, para saciar um pouco de sua curiosidade, quero dizer que sou Stive Gortte, o motorista do Sr. Bertinazzi, pai de Laura.
— Então essa Limousine é do pai de Laura? — gritei — Céus, nunca imaginei que eles fossem tão ricos. — falei enquanto o acompanhava pelo trajeto. Ele permanecia em silêncio e evitava ao máximo saciar minhas curiosidades.
Se aquela máquina me parecia grande por fora, por dentro então me parecia um sonho. Eu não sei ao certo se aquela Limousine era alugada ou se era realmente da família de Laura, mas eu podia imaginar que ambas as opções resultaria em uma pequena fortuna gasta.
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