Capitulo 8.

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Eu abri os olhos e demorei alguns segundos até me lembrar onde estava. Vi Zézinho respirando devagar enquanto dormia e sua face era serena e inocente. Sorri ao lembrar do ocorrido. Percebi meu celular vibrando loucamente com algumas pausas, sai da cama sem roupa mesmo, com cuidado pra não acordar o menino. Me sentei no chão ao lado da escrivaninha e peguei meu celular. Havian 16 mensagens. Todas de Lucas.

Prê ❤: Desculpa
Eu não queria ter feito aquilo
Eu só estava meio abalado
Não tô acostumado com isso
Mel, responde por favor.
Eu não consigo passar mais um dia sem falar com vc
Isso é louco demais.
Essa conexão
Quando a gente se beijou
Foi o melhor beijo do mundo
Mel, pf
Perdoe esse coraçao vagabundo, ó minha paixão
Brinks, credo.
Mel, é sério
Eu to muito mal
Quando vc saiu com ele ontem
Eu acho q to apaixonado.

Me peguei sorrindo. Mas logo me lembrei da humilhação.

Você: Eu me senti tão humilhada.
Você não faz idéia.
Eu não devia nem responder tua mensagem.
Vc é louco? Bipolar?
Tava tão bom, ai do nada tu faz aquilo.
Qual o teu problema ?

Prê ❤: Fazia tempo que eu não sentia por alguém o que eu sinto por vc
Eu ainda não sei o que é.
Vc podia me ajudar a descobrir.
Entenda meu lado pf.

Eu soltei o celular nas minhas pernas e fintei a parede colorida por alguns segundos. Forcei meu cérebro pra tentar entende-lo. Usei de toda minha vivência pra isso. Eu nunca tinha me apaixonado por ninguém. Sentia algo forte por ele e por Zé, mas paixão nunca aconteceu comigo, por tanto, não sei como reagiria. Eu o entendia.

Você: Eu te entendo.
Talvez até te perdoe.
Mas e agora ? Você já foi, já era.

Prê ❤: Fui nada.
Eu tenho um ap aq em londrina.
Vem pra cá as 18.

Você: Vou ver...

Escutei uma respiração forte e um bocejo, rapidamente coloquei meu celular na escrivaninha e engatinhei até o outro lado da cama sem que ele percebesse. Me deitei de seu lado devagar e me cobri com a coberta. Ele ainda não havia aberto os olhos. Ele me procurava com a mão pela cama, quando alcançou meu quadril, um sorriso se formou em seu rosto.

- Bom dia! - Ele disse sorrindo ainda com os olhos fechados.

- Bom dia. - Eu retribui o abraço que recebia.

Logo ele me soltou do abraço e se espreguiçou. O ato era fofo, me fez sorrir. Eu comecei a me preocupar com a meneira com que Zé me veria depois daquela noite. Eu gostava muito dele, porém eu não sabia ao certo o que queria da vida. Quando percebi, ele me olhava como se tentasse ler meus pensamentos.

- Que bom que você está aqui. - Ele disse enquanto acariciava meus cabelos. Eu sorri e me levantei, avistei minha calcinha jogada no chão, apanhei e a vesti. Podia sentir seus olhos lascivos em mim. Em seguida peguei a mesma blusa que me dera na noite passada e a deslisei pelo corpo.

- Quer tomar café? - Ele me perguntou.

- Claro que eu quero. - Nunca dispensaria uma 'boquinha' livre.

- Ta. - Ele ria da minha provavel expressão de esfomeada, se levantou e caminhou até o banheiro. Aproveitei pra pegar meu celular.

Prê ❤: Vem pf.
Vou avisar o porteiro e pedir pizza quando vc chegar.
Preciso muito te ver.

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