Capitulo 15.

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Pov. - Melissa.

- O que você quer de mim ? - Eu perguntei enquanto o cara ainda com capacete na cabeça amarrava minhas mãos.

- Você vai ligar pro seu namoradinho e pedir pra ele vir aqui. E só isso, é muito pra putinha burra?

- Vai tomar no seu cú. - Me arrependi de ter pestanejado assim que a mão dele foi de encontro com meu rosto.

- Kolé a senha? - Ele tirou meu celular do meu bolso.

- Ganja. - Ele deu risada.

- Maconheira do caralho. - Ele começou a deslizar o dedo no meu celular, enquanto eu pensava em um plano, até que lembrei de uma coisa.

Remember on.

- Mas como é ser sub dono do morro ?

- Tem seu lado bom e seu lado ruim, como tudo na vida. A parte ruim é que todos que vivem perto de mim correm perigo. Tu nem devia ficar perto de mim. - Ele tinha a cabeça baixa, bolava o baseado em silêncio. Estavamos sozinhos no novo pico, a escada havia sido descoberta pela diretora da escola, então fomos pra de baixo da ponte do viaduto.

- Sua amizade vale mais pra mim do que minha segurança.

Ele me olhou e sorriu. Esticou a mão pra mim.

- Vem...- Ele disse. Agarrei sua mão e ele me puxou pra um abraço. Eu inalava com prazer o cheiro de cannabis e sabão em pó que exalava dele. - Se algum dia acontecer alguma coisa com tu, eu juro que o desgraçado vai ta muito fodido.

- A gente deveria ter um código.

- Como assim?

- Não sei, algo que eu possa te falar sem a pessoa saber, algo que diga que alguem do tráfico esteja fazendo mal pra mim.

- É uma boa ideia. Teu código vai ser vermelho.

- Vermelho? Por que vermelho?

- Porque teu olho fica mais bonito quando ta vermelho, tipo agora.

Eu dei risada. Continuei em seus braços, enquanto apreciavamos um bom Purple Blunt.

Remember off.

- Zézinho. - Ele disse em tom de deboche enquanto dava risada. - Toma, manda ele vir te buscar na frente do teatro, e se tu falar qualquer coisa, eu estouro teus miolo tudinho, entendeu?

Eu fiz que sim com a cabeça. Ele ligou pra Zézinho e colocou no viva voz.

Liação on:

- De koé Melissa.- Eu podia ouvir desprezo em sua voz.

- Zézinho...Desculpa, JV. É... Eu perdi o ônibus, to sem dinheiro pra taxi, eu to aqui na zona norte, e eu precisava de um lugar pra passar a noite...

O cara balançava a cabeça como se gostasse do que eu falava.

- Ta. Vou avisar os vapores pra te deixar subir, peço pra alguém ir te buscar. Pensando bem, deixa que eu vou te buscar, onde tu ta ?

Ao som do Rap Onde histórias criam vida. Descubra agora