- Como sim não foi? - pergunto confusa. - você tinha dito que não nos vimos antes.
- E eu não menti, você nunca me viu antes. - ele passa a mão pelo meu rosto tirando uma mecha de cabelo que insiste em cair. - Mas eu tinha te visto antes do meu primeiro dia.
-Pedro eu não estou te entendendo...
- Ju, quando eu fui fazer minha matrícula na unidade da Barra, eu estava parado no estacionamento esperando uma vaga e ai vi você conversando com o Alex, você tava de vestido preto e eu não conseguia te enxergar muito bem... Mas não conseguia tirar os olhos de você. - ele se aproxima e me dá um beijo na ponta do nariz. - e nesse mesmo dia, teve uma chopada de medicina e eu acompanhei o Alex, queria conhecer a galera do Rio e espairecer um pouco as ideias, mas o destino tava me aproximando de você por que quando eu fui andar um pouco pelo lugar, eu vi você dançando com a Bruna. Na época eu não sabia nem o seu nome, mas fiquei paralisado te admirando dançar. - ele passa a mão pela minha bochecha - Meu coração se entregou para você naquele exato momento.
Eu o observo por alguns minutos e ele não tira o olhar de mim. Quando não resisto mais, lhe dou um beijo sem pressa. Sinto o seu gosto e isso me faz tão bem que meu corpo se acalma e se enche de um sentimento que eu ainda não estou preparada para dar nome.
- Ju, se você não me mandar parar agora...- ele me dá um selinho a cada palavra - Não... Vamos... A jantar... Nenhum.
Eu me levanto rindo e vou em direção ao quarto, coloco uma calça que estava no na bolsa da academia e pego uma blusa xadrez do Pedro, dou uma amarrada nela na minha cintura, passo uma maquiagem rápida e volto para a sala, onde Pedro continua na mesma posição de antes.
-Ei vai logo trocar de roupa preguiçoso. Eu já tô pronta.
- Você deveria largar publicidade e fazer moda. - diz rindo do jeito que dei em sua blusa. Eu ergo os braços e dou uma voltinha lenta para que ele possa me observar.
- Sou perfeita seu besta. - digo saindo de perto dele para pegar um copo de água na geladeira.
Depois de cinco minutos ele está lindo, cheiroso e delicioso... Oh Jesus!
Depois de cinco minutos ele ta arrumado e saimos para encontrar minha baby linda. No carro Pedro coloca uma música para tocar e beija minha testa, a música cheia de significado e sentimentos diz tudo o que estamos passando no momento.
Ele sai pelo caminho de pedras e passamos pelos portões imensos novamente, fico tentada a perguntar.
- Pedro, de quem é essa casa? - ele não me olha, mas sua cara diz quase tudo.
- Meu pai é dono desse casarão... Eu quase não venho aqui mas tenho alguns pertences que ele trouxe de São Paulo e minha madrinha arrumou tudo para mim. - ele solta uma mão do volante e coloca no meu colo. - Meu pai voltou pra São Paulo hoje.
- Mas você não disse que ele morava em São Paulo e que você morava em um apartamento? - pergunto confusa
- Eu não tenho uma relação boa com ele, mas um dia depois de eu me mudar para o Rio, ele comprou esse casarão mas eu não sabia, eu descobri naquele dia que conversamos. - Ele coloca a mão de novo no volante e o aperta com força. - Ele apareceu no meu apartamento e tentou me obrigar a morar lá com ele. Por isso tenho as chaves... Não te levei pro meu apartamento por que a Isabela ta lá hoje e não iamos ter privacidade.
- Isabela, a loira? - pergunto tentando disfarçar meu ciúme.
- Ju? Ei? Ela é minha prima, quase irmã. - ele diz tentando olhar nos meus olhos sem deixar de olhar para a estrada. - Ela é filha da minha madrinha e não tem maldade nenhuma nisso.
- Eu não disse que de tinha, só perguntei se era ela. Ué, nada demais.
- Vou fingir que você me convenceu. Chegamos.
Ele estaciona o carro e saimos de mãos dadas até o restaurante. Bruna e o Babyprof já estão sentados numa mesa e pelo visto cheios de amor para dar.
- Pode parando com esse agarramento com a minha mulher, Babyprof! - digo quando estou quase na mesa deles.
- Ah para de bobeirinha chaveirinho. - ele diz se levantando para me abraçar. - você sabe que ela te largou pra ficar comigo. - finjo que fico ofendida e coloco a mão no peito insinuando uma facada.
- Essa doeu!
- Ei vocês dois, eu estou aqui tá, posso escutar!
- Ai amiga credo... Pedro esse é o Babyprof vulgo Tulio, namorado da Bruna. Graças a mim. - digo imitando uma reverência de agradecimento.
- Prazer cara, eu sou o quase namorado dela. - Diz Pedro beijando minha testa.
Vejo Bruna soltar um suspiro e colocar as mãos sobre o peito.
- Vamos pedir? - digo para fugir do assunto.
Ficamos conversando por horas, Tulio e Pedro parecem amigos de infância e isso é tão legal por que eu nunca tive isso com o Maurício, nenhum dos meus amigos gostavam dele. Então ou eu ficava com a galera dele ou nada.
Quando dá meia noite e meia, o Tulio chama a Bruna para ir com a desculpa de dar aula amanhã, mas sei muito bem o que eles querem fazer. Dou um beijo na minha amiga, prometendo contar tudo para ela amanhã, porque depois de muita insistência, eu irei dormir com ele essa noite.
Ligo para minha tia e invento uma desculpa para dormir fora, antes de chegarmos ao casarão, Pedro para em uma pracinha.
- Vêm, vamos andar um pouco... - ele me puxa pela mão e abraça minha cintura.
- Tá tão fresquinho. - eu digo fechando os olhos para sentir o vento. - Obrigado por hoje Pedro.
- Pelo que exatamente?
- Por topar ir comigo, por tratar bem o Tulio... Ah sei lá, por tudo!
- Ei o Tulio é muito gente boa a Bruna também. Então não tem do que agradecer, eu me diverti muito. - ele senta num banco e me puxa para o seu colo.
Ficamos nos beijando por muito tempo, meu coração parece estar ensaiando o o samba enredo desse ano. Pedro para de me beijar, olha no fundo dos meus olhos, se levanta e me carrega no colo até seu carro e vamos embora.
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E agora, destino?
RomanceDestino é o nome que damos para os acontecimentos que não temos controle em nossas vidas. Mas para Julia, destino é um cara que está sentado atrás de uma mesa olhando para o painel de sua vida e fazendo com que ela mude totalmente os seus planos. A...
