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Por Marc Bartra

    O domingo tinha passado a correr e num abrir e fechar de olhos eu estava a despedir-me da Lea no aeroporto. Não queria encarar aquilo como uma despedida porque só ficaríamos separados durante uma semana e, sejamos sinceros, para quem esperou quatro anos... Uma semana não é nada. 

    Mas ia ser uma semana horrível. Ia ser uma semana sem fazer amor com a Lea, sem ouvir a sua voz angelical, sem acordar com ela do meu lado a fazer-me carinho com os seus dedos entre os fios do meu cabelo. Ia ser uma semana que demoraria a passar. Mas poderia ser muito pior, por isso, não estou em posição de reclamar. 

   — Bom, já entreguei a mala do porão...— A Lea proferiu, caminhando na minha direção. 

    Ela tinha ido até ao balcão da companhia aérea para fazer o check in e entregar a sua bagagem enquanto eu decidia se voltaria para Dortmund de avião ou se ia, definitivamente, de carro. O meu carro não era um problema porque eu conseguia facilmente arranjar forma de o levar de volta para casa. A questão era se eu queria viajar todas aquelas horas sentado e ficar com o rabo quadrado ou apanhar um avião e, em menos de uma hora e dez, estar em casa. 

  — Vou ter saudades tuas.— Confessei, colocando uma das minhas mãos no seu rosto e a outra nas suas costas. 

— Eu também mas é  por uma semana.— Reconfortou-me, exibindo um sorriso encantador. Assenti e puxei-a contra o meu corpo, fazendo com que se abrigasse no meu peito.— Vai passar num instante, vais ver! E, depois, eu vou estar contigo durante muito tempo. Vamos ficar juntos por tanto tempo que tu vais pedir-me para voltar para Barcelona! 

— Acho que tu é que vais, secretamente, comprar uma passagem para Barcelona para te veres livre de mim.— Proferi, em tom de brincadeira.— Esqueces-te é que eu sou um homem persistente e sou capaz de ir atrás de ti. Não te vou deixar escapar, Lea. 

 — Te amo, corazón.— Sussurrou, erguendo o seu olhar para poder fitar o meu rosto. Passei a minha mão para o seu cabelo, descendo-a até às suas costas.

Te amo, cariño.— Murmurei.

    Aproximei o meu rosto do seu, tocando nos seus lábios suaves. Era o nosso último beijo tendo em conta os próximos sete dias.

    As mãos da jovem dirigiram-se para o meu pescoço e peito, conseguindo, assim, uma maior proximidade. De olhos fechados, aproveitava cada pequeno toque proveniente dos seus dedos, do seu corpo. Eu tinha saudades da sensação calorosa. Era um sentimento que eu associava especificamente à Lea. Ela e os seus olhos escuros hipnotizantes que me tinham cativado de uma maneira inexplicável. Ela e o seu corpo composto por curvas perfeitas. Ela e o seu sorriso apaixonante. Ela

    Movíamos os nossos lábios em sintonia num beijo calmo, afinal, era um beijo que deveria ser aproveitado da melhor forma para além de estarmos num lugar público e extremamente movimentado. Ainda que, como já referi, estivéssemos no aeroporto, desci as minhas mãos até ao seu rabo (ou bunda, vá), despedindo-me dele (ou dela) com um apalpão firme. 

    A Lea abriu um sorriso— na verdade, ela queria rir-se ao mesmo tempo que me batia com a sua mala por estar a fazer aquilo naquele momento— e abandonou a minha boca. 

  — Tu és um descarado sem vergonha, é isso que tu és, Marc Bartra Aregall! — Resmungou, cruzando os braços. 

— Desculpa... Para a próxima tento parecer ainda mais confiante e faço-o a modos.— Provoquei, piscando-lhe o olho.— Sabes que tenho que me despedir de cada pedacinho teu... Vou sentir a tua falta durante a próxima semana. 

  — Se fosses pensar dessa forma, acabaríamos os dois na rua ou até mesmo na cadeia.— Constatou. Baixou o olhar para o alarme no ecrã do seu telemóvel (que tinha ativado para saber a que horas tinha que subir para o piso do embarque) e suspirou, voltando a fitar-me.— Está na hora... 

  — Boa viagem, amor.— Desejei, acariciando o seu rosto.— Manda-me mensagem assim que chegares, está bem? Eu vou ficar à espera.

  — Combinado. E tu manda-me mensagem quando chegares a casa.— Pediu. 

    Assenti silenciosamente e afastei-me, permitindo que ela começasse a caminhar em direção às escadas rolantes. Era uma curta despedida. Estaríamos juntos em breve.

   Mas... Ainda que isso fosse verdade... 

    Dei largos passos até ela, abraçando-a por detrás. As minhas mãos pararam sobre a sua barriga e a jovem virou-se, fitando-me assustada. Quando se apercebeu que era eu, soltou uma gargalhada aguda, mostrando-se muito mais recetiva. 

— Eu não te posso deixar ir embora sem um último beijo.— Expliquei o motivo de não a ter deixado ir novamente

 — Pensei que aquele beijo tinha sido o último beijo.— Observou. 

— E, teoricamente, era mas... Eu acho que devemos repito-lo.

    Ela voltou a gargalhar. Fechou os seus olhos e colocou a sua mão no meu queixo, puxando-me com firmeza e juntando os nossos lábios. A minha língua explorava a sua boca como de costume enquanto a minha mão segurava na sua nuca cuidadosamente. Saboreava os seus lábios com alguma calma, aproveitando os poucos minutos que nos separavam de horas e quilómetros de distância.

  — Eu tenho mesmo que ir. Te amo.— Sussurrou, voltando a depositar um beijo sobre os meus lábios ainda antes de correr em direção às escadas rolantes com uma pequena mala de mão.

Te amo más!— Proferi um pouco mais alto para que ela me conseguisse ouvir.

    Acenámos um para o outro enquanto ela ia subindo até ao andar superior e até que desaparecesse no interior do espaço.

Eram só sete dias.

💫💫💫

Olá, olá, bonecas!!! Tudo bem?

Então, eu sei que já não escrevia aqui há algum tempo mas tinha uns 15 capítulos adiantados.
Eu queria informar-vos que, como hoje faço anos (19/07, anotem, pode ser útil 😂) e como fico especialmente simpática neste dia (que mentira 😂), hoje vou lançar o primeiro capítulo da fic do Bernardo Silva — a pedido de muitas famílias, acreditem.
Essa fic só será atualizada assim que concluir esta mas podem contentar-se com um primeiro capítulo consideravelmente de tamanho mediano.
Será lançada assim que atualizar as minhas atuais histórias 😌.
(Se não me seguirem, podem ir ao meu perfil)

Obrigada pela atenção

Um beijo,
🌊 iana


Worthless || Marc Bartra ✅Onde histórias criam vida. Descubra agora