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Lea Cardenas

  O Mario tinha decidido que seria uma boa ideia sentar-se ao lado do Marc, fazendo assim com que o meu ex-namorado ficasse mais próximo de mim. Não que eu me importasse, estava a habituar-me à presença de Marc e cada vez mais tinha a certeza de que ainda nutria um sentimento por ele e isso incomodava-me realmente. Não fazia muito sentido para mim até porque estive sem trocar uma única palavra com ele durante pouco mais de um ano

  O jogo já tinha começado mas eu estava demasiado ocupada a observar Marc atentamente. Os meus olhos seguiam cada movimento que ele fazia inclusive quando ele reparou que eu o estava a analisar cuidadosamente e se virou para me poder encarar.

  — Estás a olhar assim para mim porquê? Tenho alguma coisa na cara? — Questionou, aparentando estar preocupado com isso. 

Uhum. Tens dois olhos, uma boca, um nariz, ... — Constatei, arrancando-lhe uma gargalhada.— Estás te a rir do quê? É verdade, Marc. 

— Sempre muito engraçadinha a menina Lea Cardenas.— Foi a sua vez de elaborar uma tentativa de piada. Franzi o cenho, fingindo estar ofendida com o que ele tinha dito e levei uma das minhas mãos até ao meu peito. 

— Eu? Engraçada? Credo, que ultraje! — Exclamei com uma voz dramática digna de um Óscar.— Sinto-me magoada pelas tuas palavras, Marc. Esperava mais de ti.

— Peço desculpa por ferir os teus sentimentos, Lea. Não era essa a minha intenção! — Exclamou também, utilizando um tom extremamente preocupado. 

  No final, ambos começámos a rir pela nossa performance digna de um contrato para um filme dramático.

 tinha saudades de fazer este tipo de brincadeira contigo, Lea.— Confessou, afastando uma madeixa do meu cabelo e prendendo-a atrás da minha orelha. — Aliás ê---

  Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, a bancada de adeptos à nossa frente — adeptos do BVB — levantou-se e todos começaram a gritar devido ao golo marcado. Pelos vistos, o Marco Reus tinha aproveitado uma falha na defesa do Bayern para colocar a bola ao fundo das redes aos... dezoito minutos. O Marc e o Mario levantaram-se para festejar, sempre sob os olhares da maioria das pessoas na Tribuna que estavam a torcer pela equipa de Munique. 

— Um a zero para a melhor equipa do mundo. — O Marc provocou-me, piscando-me o olho assim que se sentou novamente. 

— A melhor equipa do mundo nem está a jogar aqui.— Constatei, referindo-me à minha equipa espanhola predileta.

— Está pois! São os de amarelo e preto, a festejar ali!— Afirmou, apontando para a zona onde os jogadores da sua equipa se tinham reunido para celebrar o primeiro golo da partida.

— Está bem, está bem. — Revirei-lhe os olhos, cruzando os braços. Em seguida, fiz uma expressão triste e proferi. — Já não estou a gostar deste jogo.

— Não fiques assim, Lea... — O jogador espanhol sussurrou, fitando os meus olhos. — Já serão pentacampeões neste fim de semana! Nós também temos o direito de ganhar alguma coisa. 

Oh, coitadinho do Marc.— Foi a minha vez de o provocar, com uma voz de bebé, apertando o seu nariz.— Tenho tanta pena...

— Tens? — Arqueou uma sobrancelha, reproduzindo um ar desafiador.

Uhum

  O seu rosto ia-se aproximando gradualmente do meu e, novamente, os gritos dos adeptos interromperam o nosso momento. 

  Eu queria que o Bayern empatasse o jogo mas não agora. Não agora que o Marc estava tão próximo e eu tinha a oportunidade de voltar a sentir os seus lábios nos meus. Não agora que nós estávamos novamente juntos. Não agora que eu estava disposta a perdoá-lo e a confiar nele gradualmente de novo. Não agora. 

  De qualquer das maneiras, o momento já tinha sido estragado. Comecei a saltitar com o golo do Javi Martínez apenas para chatear o Marc que se encontrava agora de braços cruzados pela sua equipa ter sofrido um golo. 

  — Ainda vão sofrer mais, prepara-te.— Disse em tom de brincadeira, colocando a mão sobre o seu ombro.  

   

Worthless || Marc Bartra ✅Onde histórias criam vida. Descubra agora