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Lea Cardenas

   Durante o restante intervalo não aconteceu nada de muito importante. Eu e o Marc estivemos a conversar mais com o Mario do que propriamente um com o outro e por isso tudo se manteve igual. O alemão teve também a ideia de mentir ao Julian sobre o que tinha ocorrido no decorrer da primeira parte do jogo para ver a sua reação e tenho que admitir que me custou realmente fazer-lhe isso. O Weigl tinha desempenhado também um papel muito importante nesta Missão de Reconciliação e ele era uma ótima pessoa e, consequentemente, um ótimo amigo. 

   Deu-se início à segunda parte do jogo. Os adeptos do Bayern eram realmente barulhentos e embora isso não fosse uma coisa má, eu queria estar a conversar com os dois jogadores lesionados do Dortmund e não a ouvir cânticos numa língua quase totalmente desconhecida.

— Pronta para que a melhor equipa alemã vire o jogo?— Inquiriu Marc, assim que o Borussia apanhou a bola.— Tenho o pressentimento que é agora.

— Se tu acreditas nisso... 

  Ele até poderia ter razão em relação à sua equipa virar o jogo mas não seria naquele lance. Na verdade, o Bayern ainda teve outras oportunidades de golo antes do Aubameyang conseguir cabecear para o canto inferior esquerdo da baliza adversária, fazendo assim o 2:2

— Boa! Já só falta um! — Gritou o Mario, saltando alegremente no seu lugar.— Vai ser nossa...

— O próximo é do Dembélé, é só ele que falta. — O Marc afirmou, mostrando-se confiante em relação à vitória da sua equipa.— Mas mesmo que ganhemos agora, ainda falta a final...

— Mas tu já deves poder jogar quando for a final. — O alemão proferiu, esboçando um sorriso simpático.— E se tu estiveres em campo, não há bola que entre na nossa baliza!

— Espero mesmo que sim... Já tenho saudades de jogar.— Proferiu, continuando a seguir todos os movimentos da bola.— Olha, estamos a conseguir manter a posse... Talvez consigamos marcar agora!

— Isso... Sim, continuem... — Murmurou Mario, parecendo estar totalmente vidrado no jogo. 

   Eis que o Dembélé consegue colocar a bola na baliza do Bayern aos setenta e quatro minutos, fazendo assim o 2:3. A bancada onde se encontravam os adeptos do Borussia Dortmund festejava loucamente o golo que poderia dar-lhes a vitória e, consequentemente, a passagem à final da Taça da Alemanha.  

— Está ganho!— O Marc exclamou, rodeando o meu corpo com os seus braços.— Hoje, ganhei o dia por dois motivos: primeiro porque te tenho de volta e segundo porque a minha equipa vai para as finais. 

  — Ainda bem que eu estou em primeiro lugar. — Brinquei, deitando a minha cabeça sobre o seu peito.— Fico muito feliz por vocês, a sério. Mas já que ganharam à melhor equipa, têm que vencer as finais e provar o que realmente valem! Não é válido ganhar ao Bayern e perder contra..?

— Contra Frankfurt. — Respondeu o Mario, intrometendo-se na conversa. — Claro que vamos ganhar! Isso nem se coloca em causa. 

— Só vamos ganhar porque tu não estarás em campo.— Marc proferiu em tom de brincadeira, colocando a mão sobre o ombro do seu colega.— Na verdade, tu fazes imensa falta... Mas não tens que te apressar para regressares mais cedo. Leva o teu tempo, nós aguentamos. 

— Obrigado, Bartra.— Götze agradeceu, esboçando um pequeno sorriso.— Também espero que regresses rapidamente, mas sempre sem pressões. 

— Claro, a final é para ser ganha e eu vou lá estar!— Gargalhou.

  💫💫💫

  O jogo terminou algum tempo depois sem qualquer tipo de mudança nos resultados. O BVB estava nas finais da Taça da Alemanha com uma elevada probabilidade de levar o caneco para casa. 

  — Bom, vamos descer? — O Mario inquiriu, levantando-se da sua cadeira.— Ou preferem esperar que o Estádio fique mais vazio?

— Eu não sei quanto a vocês mas acho que já vou andando... Estou cansada e ainda tenho que conduzir até ao hotel. — Proferi, coçando os meus olhos com as costas das mãos. Levantei-me também e esperei para que o Marc também se levantasse.

— Não vás! Fica connosco mais um pouco.— Pediu, levantando-se também.— Se quiseres, eu levo-te até ao hotel e assim não tens que conduzir... Além disso, podes vir buscar o carro aqui amanhã. 

— O quê que eu ganho em troca?— Arqueei uma sobrancelha, fazendo um ar desafiador. O Marc gargalhou e esticou-me o seu braço para que eu lhe desse a mão.— Não! Só depois de me dizeres o que me dás em troca de perder tempo de sono. 

— Uau, ela é exigente, Marc.— O alemão decidiu intrometer-se na nossa conversa, piscando o olho ao jogador espanhol.— Cuidado, essas são as piores.

  — Eu continuo a acreditar que se eu te oferecer muitos beijinhos e miminhos... Tu aceitas.— Disse, fazendo um ar de convencido.— Tu nunca recusaste beijos meus.

— Não é por mal, Bartra, mas acho que isso não é uma boa forma de pagamento.

— Realmente, não é lá grandes coisas mas... É uma proposta considerável.— Brinquei, aceitando a mão do meu ex-namorado que ainda ma oferecia.— Contudo, só aceito porque não quero ter que conduzir. Eu odeio conduzir.

— E esta é a Lea a disfarçar o facto de querer mimos do Marc.— O alemão decidiu NOVAMENTE comentar, piscando-nos o olho.— Nunca duvidei... 

Worthless || Marc Bartra ✅Onde histórias criam vida. Descubra agora