Por Lea Cardenas
A entrada encontrava-se completamente às escuras mas a divisão era iluminada por um grande caminho de velas acesas que delimitavam uma espécie de passeio (seria algo como uma "calçada"). Aliadas às pequenas chamas encontravam-se algumas pétalas de rosas — que com certeza dariam trabalho para retirar depois.
Um aroma floral invadiu as minhas narinas e eu fechei os olhos para o sentir melhor. Estava tudo fantástico. Era uma recepção maravilhosa.
Encostei ambas as malas à parede e fechei a grande porta de entrada — não sem antes retirar as chaves da fechadura, logicamente. Comecei a percorrer o pequeno caminho que passava por três divisões da casa antes de chegar até à sala de estar.
Assustei-me quando o ecrã da televisão se iluminou mas logo me recompus quando compreendi que alguém a tinha ligado. No início, surgiu uma mensagem a pedir para que eu me sentasse no sofá para ficar mais acomodada. Eu obedeci — nunca se sabe se a pessoa que fez aquele vídeo não possuía uma arma ou algo do género!
Uma vez sentada confortavelmente, fitei o grande televisor com o coração a bater de modo descompassado e rápido.
Não sabia se estava surpresa, assustada ou feliz. Contudo, uma vontade de chorar surgiu assim que surgiu a primeira imagem do vídeo. Tratava-se da primeira foto que eu e o Marc tínhamos tirado juntos.
Enquanto fotos e vídeos dos nossos melhores momentos juntos iam passando, pequenas lágrimas começaram a deslizar pelo meu rosto. Não sei porquê, não me perguntem!
Mas todas aquelas memórias deixaram-me emocionalmente frágil.
O vídeo terminou numa questão de minutos. Depois, a figura do Marc apareceu à minha frente. Ele estava de joelhos e observava-me com um amplo sorriso no rosto. Pude garantir que também tinha deixado algumas lágrimas escorrerem — vá, ele diria que estava a "lacrimejar"— assim que, com um comando, ligou a luz da divisão mas configurou-a apenas para que nos pudéssemos observar com mais clareza.
— Lea... Eu imaginei este discurso tantas vezes na minha cabeça durante esta semana mas a verdade é que nem sei por onde começar... Cheguei a escrever algumas linhas numa folha para garantir que não me escapava nada mas não preciso de dizer que desisti da ideia depois de ter amassado cerca de cinco folhas por não ter conseguido fazer algo suficientemente bom para ti.— Confessou, fitando os meus olhos com uma expressão bastante séria.— De qualquer das maneiras, eu acho que seria impossível dizer-te tudo o que sinto. Há coisas para as quais não há uma explicação ou não existem palavras capazes de as definir.
Assenti silenciosamente.
— Eu queria que tu soubesses o quanto gosto de ti e o quanto te agradeço por me dares uma segunda oportunidade depois de tudo o que eu fiz de errado. Acredito que amadureci neste último ano e, ainda que continue a ser bastante ciumento e ainda que não te queira partilhar com ninguém... Eu prometo que não vou cometer o mesmo erro contigo. Ou qualquer outro similar. Eu não te quero magoar mais, nunca mais.— Sussurrou as últimas palavras, segurando na minha mão. Beijou o dorso da mesma e sorriu.— Mas eu tenho a certeza que tu sabes de tudo isso. Então... Posso passar para a pergunta? Não gosto de estar assim, nesta posição.
Soltei uma gargalhada e voltei a assentir com a cabeça, continuando a observá-lo com muita atenção.
— Eu quero que tu sejas minha namorada, Lea. Namorada, noiva, esposa, mãe dos meus filhos, tudo. Quero que tu sejas tudo isso! Só me falta saber se tu também o queres. Aceitas ser minha namorada? Mesmo depois de eu ter feito todos os erros e mais alguns contigo? Ou, melhor, aceitas ter-me como namorado?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Worthless || Marc Bartra ✅
Teen FictionOnde Lea publica comentários de ódio em todas as publicações de Marc Bartra, jogador do Borussia Dortmund. O que será que originou todo esse ódio? #435 em ficção adolescente a 03/06 #331 em ficção adolescente a 04/06 #285 em ficção adolescente a...
