XXII

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você vive fugindo do amor por medo do fim. pula fora do barco antes mesmo de saber se ele vai afundar ou não.

mas tu não consegue entender que esse é o sentido da vida. os fins.
percebe?

você se protege de qualquer sentimento real que alguém possa cultivar por você, por medo. e age como se isso fosse bom, mascarando a sua solidão com a maquiagem da geração do desapego.

mas isso é triste.

você migra entre várias relações rasas na esperança de se manter preenchido com as migalhas de cada pessoa que você toca sem realmente cativar.
você aproveita os começos e foge dos meios antes que eles cheguem ao fim.

mas isso não faz sentido, meu bem.
porque a vida é feita de meios. as decepções são apenas uma parte do todo.
não se permita viver pela metade.

Meu (des)amorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora