Capitulo 56

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POV EMILLY

Diego me beijava e me segurava com tanta força, que eu quase não consegui sair dali, estava com tanto nojo daquilo, tirei forças de algum lugar e o empurrei para o mais longe que eu pude. Senti presenças ali e quando olhei pro lado era a mana e o Marcos, ambos me olhavam boquiabertos e o desespero tomou conta do meu corpo.

- Mana o que é isso ? - Mayla dizia chorando, ela tremia e olhava fixamente para o Diego, chocada com o que viu.

- Não é nada do que vocês estão pensando, eu juro. Mana ele me agarrou, veio aqui e se declarou pra mim, me beijou a força- eu segurava os braços Dela forçando ela a me olhar- eu juro, acredita em mim- eu chorava em desespero.

- É claro que eu acredito, tu acha que eu duvidaria de você algum dia Emilly ? - ela fazia um carinho em meu rosto- Meu assunto é com ele- seu tom era sombrio.

Pulei para os braços do Marcos e o abracei pela cintura, eu chorava muito e ele continuou parado, como uma estátua.

- Eu nunca te trairia, tu sabe disso né meu bem? - eu o olhei e ele continuava parado sem me responder nada- Marcos fala alguma coisa- eu gritei

- Tá tudo bem nenê, eu acredito em você- ele saiu do transe e beijou o alto da minha cabeça- meu assunto é com ele- disse exatamente como a Mayla.

Nós ouvimos muita gritaria vindo do quarto da mana, eu olhava para o Marcos apavorada, me sentia muito culpada, embora não tivesse feito nada para ele agir assim, nunca dei moral pra ele, nunca. Quando ouvimos barulhos de objetos quebrando, achamos melhor intervir.
Entramos e vimos o Diego segurando os braços da mana, estava machucando ela com os apertões, Marcos não pensou duas vezes e lhe deu um soco no nariz. Ele segurou o Diego pelo colarinho da blusa e lhe deu um aviso.

- Tu nunca mais vai se aproximar de nenhuma das duas, tu entendeu? - Marcos estava extremamente nervoso e eu tremia, chorava e abraçava a mana.- Nunca mais chegue perto da Emilly, nunca mais encoste essa boca imunda nela, tu não me conhece, não sabe o que eu sou capaz de fazer- ele o ameaçava ou melhor, o alertava.

- Isso é o que nós vamos ver, tiozão- ele saiu do quarto limpando o nariz e escutamos a porta de entrada bater com força.

Marcos veio até nós e nos abraçamos com carinho. Deitamos os três na cama, Marcos me abraçava e eu estava no meio, abraçada na mana, ninando-a como um bebê.

- Eu sinto muito mana, muito mesmo- eu dizia com tristeza, não gosto de ver minha metade sofrer.

- Tu não tem culpa dele ser um idiota, foi bom isso acontecer, antes que eu casasse com um cara que é obcecado por você- ela se aninhava mais a mim e eu a apertava fazendo cafuné em seus cabelos.

Notei sua respiração, chocando contra o meu pescoço, ela tinha dormido, o Marcos também, dormia enroscado em mim. Acordei ele para irmos para o meu quarto, cobri a mana e lhe dei um beijo na cabeça. Segui com o Marcos para o meu quarto e ele se jogou na minha cama, sentei de frente pra ele o olhando nos olhos.

- Tu acreditou em mim de primeira né meu bem? - eu o olhava desconfiada - tu não precisou pensar né ? Tu tava com uma cara, que me fez ter a impressão que tu desconfiou.

- Claro que não- ele se inclinou e depositou um selinho em meus lábios- Eu sei que tu nunca seria capaz de me trair,eu sei disso- ele segurou minhas mãos e disse- Eu fiquei daquele jeito porque foi um choque, nós passamos um fim de semana legal com ele em Angra, mas eu percebi os olhares dele pra você. Mas ver o que ele foi capaz de fazer com você e com a sua irmã, me deu um choque. Ver outra pessoa beijando sua boca, mesmo que a força, me matou por dentro, eu fiquei sem chão- ele dizia com sinceridade- pra quem chega e vê aquela cena, não saberia em quem acreditar, mas eu sim, eu confio em ti de olhos fechados, eu nunca mais vou desconfiar de você, em qualquer aspecto Emilly, tu pode ter certeza- sorri aliviada, não suportaria desconfianças dele de novo.

- Obrigada pela confiança meu bem, só tu vai beijar essa boca, pro resto da vida- eu beijei seus lábios com ternura- Eu te amo demais.- ele sorriu com as covinhas a mostra e se levantou.

Ele tirou a camisa, a calça e se deitou comigo só de cueca, como nos velhos tempos. Beijei seu peito nu e ele me apertou em seus braços, deitei minha cabeça ali e acabei adormecendo nos braços do meu cachorro velho, meu homem, meu bem.

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