Capitulo 37

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POV MARCOS

Tomamos um banho juntos, eu sabia que não seria nada rápido, impossível tomar um banho rápido com a Emilly, só queria agarra-la o tempo todo. Já tínhamos feito de tudo naquele chuveiro, menos ter tomado realmente um banho.

- Marcos deixa eu me enxaguar direito tchê- ela falava gargalhando, eu entrava debaixo da água impedindo que ela se molhasse.

- Tá bom meu pinscher - cheguei bem pertinho dela e fui fazer uma arte, fiz xixi bem ali, ela ia ficar louca.

- Marcos tu enlouqueceu tchê? Olha... tava bem quietinho fazendo xixi aqui -ela disse bagunçando meus cabelos com o condicionador.

- Tava marcando território, todos têm que saber que você é minha- nós gargalhamos e eu a agarrei tomando sua boca de novo.

Terminamos o banho depois de um tempo, Emilly olhou desesperada no relógio avisando que já passava das 14h, não queria fazer feio com o seu Volnei, eles estavam nos esperando para comer. Enquanto a Emilly colocava seu vestido, eu já tinha me trocado bem rápido, coloquei uma bermuda preta, uma camisa branca e um chinelo. Fiz uma mochila com roupas de Praia, peguei meus ítens para a higiene e mais algumas coisas pra Angra.

Emilly reclamava em meus ouvidos de dor nos pés, dei um par de meias para ela não ter que voltar de salto ou descalça pra casa. Pegamos todas as coisas e descemos. Fomos para o estacionamento, tinha alugado um carro pra usar aqui no Rio quando necessário, então seguimos para a casa do Seu Volnei. Não estava mais preocupado ou assustado, nós tínhamos nos dado muito bem, de um jeito que eu não imaginava. O caminho foi curto, Emilly cantava Amor Covarde-Jorge e Mateus, pra mim e eu segurava sua mão enquanto dirigia. Quanto tempo não desejei isso, pegar a estrada, eu, ela, uma mão no volante e a outra em sua perna. Estou vivendo a mais linda história de amor, não imaginava que ainda fosse possível eu me sentir assim, com quinze anos de novo.

Chegamos na casa do Seu Volnei, Emilly correu direto para o quarto pra tirar o vestido de ontem, eu subi para falar com o seu Volnei, Mayla, Diofe, Diego e a Duda, que estavam lá na área da piscina.

- Até que enfim Marcos - ele me deu um abraço com tapinhas nas costas- demoraram muito, cadê minha filha ? - ele perguntou intrigado.

- Foi trocar de roupa, já está subindo, senti o cheirinho de picanha e resolvi subir.

- Vem me ajudar aqui, sei que tu é um churrasqueiro de mão cheia, essas gurias não sabem nem cortar carne - ele disse provocando as meninas.

Coloquei o avental e fui ajudar o seu Volnei cortando as carnes enquanto ele assava, o namorado da Mayla não saia do celular, percebia que o seu Volnei não dava muito assunto, tentei puxar um pouco de conversa com ele e ele se sentiu mais a vontade depois disso.

POV EMILLY

Chegamos e já fui direto para o quarto, sei que meu pai não é bobo sabe que eu tenho a vida sexual ativa, mas não queria aparecer lá em cima sem calcinha e com a roupa de ontem. Como já tinha tomado banho, coloquei uma calcinha e um sutiã branco, um cropped branco rendado, um short-saia preto e uma rasteirinha. Sequei meus cabelos com o secador e coloquei meus óculos. Subi para a cozinha e o Marcos e o meu pai estavam em uma papo animado, Marcos quase babou quando me viu e arrancou risos de todas as meninas ali.
Deixei os dois ali cuidando do churrasco e fui fofocar com as meninas. Conversamos sobre todos os acontecidos de ontem e elas suspiravam por termos nos assumido. Mayla revirava os olhos mostrando a língua, mas eu sabia que ela estava feliz por mim. Vi o Marcos sozinho cortando a picanha enquanto meu pai foi ao banheiro e resolvi ir até ele.

- Você tá tão sexy com esse avental- disse baixinho em seu ouvido, enquanto o agarrava por trás.

- Tu para de me provocar aqui Emilly- ele tentava se concentrar nos cortes perfeitos que estava fazendo na carne.

- Não tô fazendo nada meu bem, tô só te dando carinho, tô muito feliz por você estar aqui- enfiei minhas mãos por baixo de sua blusa, arranhando de leve suas costas.

Mayla interrompeu nosso momento quando veio falar bem empolgada sobre Angra.

- Resolveram se vão ou não ? - ela perguntava bem curiosa.

- Sim nós vamos mana, depois me ajuda a fazer a malinha -ela deu gritinhos animados concordando.

O almoço ficou pronto e o clima era maravilhoso, conversamos, riamos, nos provocávamos, eu não podia estar mais feliz em ter o Marcos ali conosco.

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