Hailee
No dia em que Chloe acordou cedo para correr, foi um alerta pra mim. Pois se a máfia está observando meus amigos, eles se aproveitarão de qualquer deslize para matar friamente. E por um impulso mandei a mensagem pra ela... por outro número. Talvez não tenha sido a minha melhor escolha, mas é extremamente perigoso andar pelas ruas quando não há ninguém para ser testemunha, típico jogo da máfia "testemunhas devem ser eliminadas". Mandei a mensagem e ela voltou pra casa. Uma observação muito importante é de que coloquei minicâmeras na casa das meninas por alguns cômodos e também na entrada do prédio. Isso por que elas são o alvo número 2, consequentemente os garotos são os alvos número 3.
A mensagem enviada pro Ian foi uma forma de lhe dizer: Estou bem, com saudade de todos e de você também. Para que eles fiquem menos preocupados comigo. Por outro lado foi uma forma de manter contato com ele... pois Ian é como eu. De poucas palavras. Diferente dos outros. Eu sinto falta dele de uma forma enigmática. Sinto falta da sua voz, das suas implicâncias comigo, dos seus olhos claros... Mas eu sou uma pessoa receosa. Não sei exatamente quais são meus sentimentos por ele, pois a semanas atrás eu o odiava demais. Parece que o mundo virou de ponta cabeça. Pois eu não o odeio, eu estou envolvida com a máfia de novo(o que jurei nem mesmo mencionar), fui embora pra ficar longe das meninas e perdi a minha oportunidade na Authentic Innovation. Completamente está tudo uma merda.
Quarta
Ao anoitecer dirijo para a cidade vizinha na esperança de encontrar ajuda. Chego nu lugar de encontro e fico o esperando embaixo da ponte do centro. Esse lugar é muito escuro, deserto e sem iluminação... exatamente o lugar ideal. Fico vinte minutos andando de um lado para o outro observando a cidade de longe. Trinta minutos passam e fico muito furiosa por ele não ter vindo. Quando me viro alguém toca em mim e eu o viro jogando no chão.
— Hey Hey! Sou eu.- Diz ele e eu o solto.
— Caramba! Você demorou... poderia ser qualquer um.- Digo irritada. Ele se levanta com seu típico sorriso sínico no rosto.
— Percebi que não perdeu as habilidades.- Diz ele rindo. O abraço forte e ele continua sorrindo. Desfazemos o abraço e ficamos nos encarando.
— Então Hailee. Me conte as novidades.- Diz ele me olhando fixamente.
— A única novidade que tenho é de que a máfia quer me matar.- Digo dando uma risada sem humor e ele fica surpreso.
— Como isso?... você não saiu da máfia a uns anos?.- Pergunta ele curioso.
— Sim, eu sai. Mas eles queriam que eu realizasse um serviço que me mandaram fazer uma vez e recusei. Como não atendi aos alertas eles estão dizendo que eu não deveria ter saído e que quebrei o juramento. Apenas estão usando o trabalho não realizado como desculpa. Falei com o Matias e ele falou que não vai se opor a eles, assim ele poderia perder sua autoridade. Resumindo, eles querem me matar e querem matar as pessoas mais próximas a mim. -Digo e ele analisa minhas palavras.
— Vamos conversar na minha base de operações.- Diz ele e eu concordo.
Jay dirige em sua moto e eu o sigo. Ao atravessar muitos quarteirões chegamos a um prédio abandonado. Saio do meu carro e sigo Jay até a base. Ele passa pelo prédio e do outro lado havia a base. A.S.L.A. Entro e vejo diversos agentes andando de um lado para o outro em seus trajes mega apertados( pelo menos na minha visão ). Jay caminha até uma sala que presumo ser sua. Entramos e ele se senta na sua mesa.
— Como é ser presidente? Na época da nossa aliança você era um agente de campo.- Digo e ele pensa.
— É bem diferente. Mas meu tio Ben me ajudou muito nessa questão. Ele ficou surpreso que Charllote abriu mão da presidência para ser uma agente de campo e a vice. Pois na visão de todos e como previsto, isso ia acontecer comigo.
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Entrelaçados
Mystery / ThrillerOs segredos trazem consequências absurdas, envolve pessoas, destrói almas, mata fisicamente e psicologicamente alguém. Não parece nada quando dizem "guardar segredos é essencial, as pessoas não precisam saber de tudo." Sim, certamente. No entanto, i...
