15- Reconciliação

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Hailee

Domingo

Em meu novo esconderijo fiquei pensando sobre muitas coisas por um longo tempo. Me senti mal por não ter ido ver a Nath... pois eu sei que foi culpa minha. Mas seria arriscado demais. Depois do episódio do acidente Jay ficou em alerta e diversos agentes estão os vigiando de longe. Os celulares estão com rastreadores e se algum integrante da máfia aparecer eles estão permitidos a atirar uma cápsula com o vírus. Esse vírus é extremamente interessante pra mim. E ele pode deixar qualquer pessoa fraca ao extremo, tão fraca que essa pessoa não aguenta ficar em pé. Os braços ficam leves e a pessoa não tem noção de profundidade. Além de muitos outros sintomas. Claro que eles não morrem, pois se fosse pra matar eu atirava uma bala na cabeça de todos. E pronto. O intuito é apenas deixá-los fracos. Pois dessa forma meu plano B pode dar certo. O plano A é vago demais para ter 100% de certeza... mas se ele não funcionar estou contando com o outro. É a minha chance de acabar com tudo isso sem que alguém tenha que morrer.

Hoje dois integrantes da máfia me atacaram. Consegui deter os dois e aos desacordá-los injetei o vírus. Eles estão vindo aos poucos, e eu preciso me manter forte para não fraquejar.

Ao anoitecer recebo uma ligação de um número desconhecido.

Ligação on:

— Se acha muito esperta não é princesa?.- Pergunta alguma voz muito familiar.

— Jony?... o que você quer?.- Pergunto estranhando sua ligação.

— Você vai se arrepender por machucar minha família.- Diz ele com um tom de raiva.

— Sua família? Você era meu amigo. E sabe muito bem que eles querem me matar. Não só a mim, mas as pessoas ao meu redor também. Pessoas inocentes Jony.- Digo irritada.

— Eu vou te matar com as minhas próprias mãos sua vadia!.- Grita ele e desliga o telefone. Em menos de dez minutos Jony está na minha porta e com uma espada. Pego a arma mais próxima e coloco na minha calça na parte de trás. Corro para os fundos da casa e ele me alcança.

— Como me encontrou?.- Pergunto enquanto ele me olha com o pior olhar que Jony já me mostrou.

— Eu sei muito bem dos seus métodos irrastreáveis. Esqueceu que éramos parceiros?.- Pergunta enquanto ficamos nessa roda de quem ataca primeiro.

— Claro que não.- Digo friamente.

— Como você pode fazer aquilo com nossos parceiros? Eles são nossa família.- Diz ele decepcionado.

— Minha família? Uma família de verdade não iria querer me matar por seguir com a minha vida!- Grito de ódio.

— Você quebrou o juramento!.- Diz ele tentando me acertar com a espada.

— Você acha que eu não sei? Era o juramento ou minha morte. Eu nunca tive escolha.- Digo com raiva.

Jony vem para cima de mim e me ataca com a espada. Me desvio dos seus golpes e lhe dou um soco na cara. Enquanto ele se distrai com o soco, pego sua espada. Aponto-a para sua garganta.

— Como se sente princesa sabendo que sua liberdade custou caro demais?.- Diz ele gargalhando. Pego a espada e o machuco na perna.

— Cale a sua boca!.- Grito com lágrimas nos olhos.

Jay consegue pegar a espada de mim e machuca meu rosto. Não consigo me mover me lembrando de tudo.

— Pense pelo lado bom... se você morrer, seus amigos continuam vivos. Pois não valerá de nada matar pessoas sem importância.- Diz ele com a espada na minha cabeça enquanto estou ajoelhada no chão. Quando ele estava prestes a me matar lhe dou um chute no queixo e ele cai no chão. Pego minha arma e aponto pra ele.

EntrelaçadosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora