32- "Meu problema tem nome e sobrenome; Hailee Stevens"

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Hailee

Alguns dias depois...

Ao sair de mais um dia de treinamento da máfia, dirijo até meu apartamento temporário. Guardo o carro na garagem e caminho até o apartamento. Porém, enquanto me aproximo percebo a porta entreaberta e tenho certeza que a fechei perfeitamente. Pego um pedaço de madeira do depósito ao lado e caminho em posição de ataque. Ao entrar acerto a primeira pessoa que vejo. Ao cair no chão dou um mini grito.

— Hailee, calma.- Diz ele sorrindo cinicamente enquanto se levanta.

— Matias o que você quer?.- Pergunto revirando os olhos. Caminho para a cozinha brincando com a madeira em minhas mãos.

— Quero te levar em um lugar elegante.- Diz e franzo o cenho.

— Por que?.- Pergunto bebendo uma garrafa de água.

— Por que sim. Se arrume. Vou te esperar no carro lá embaixo quando der a hora.

— Que horas?.- Pergunto.

— Às 20hrs.- Diz e afirmo com a cabeça.

Ele vai embora e nessa hora taco a madeira na televisão com toda minha força.

— Grrr, saco!.- Digo irritada vendo o estrago que fiz.

Vou para o quarto e tomo um banho rápido. Coloco um vestido vermelho colado do início ao fim. Coloco um porta facas em baixo do vestido e coloco três facas amarradas na perna. Coloco um salto preto e uma maquiagem "estilo noite" com direito a olhar marcado e batom vermelho. Deixo as sardas a mostra para dar um ar sexy. Pego uma bolsa de mão e coloco nela apenas meu celular e dinheiro. Saio do meu apartamento por volta das 19:58.
Dou um longo suspiro e me aproximo do Matias.

— Estou pronta, podemos ir.- Digo sorrindo fraco.

Ele me analisa de cima a baixo. Morde o lábio ao perceber o decote do meu vestido. E quando seu olhar se encontra com os meus sinto algo estranho. Torço para esse momento bizarro acabar e ele se pronuncia.

— Você vai gostar.- Diz e dou um meio sorriso.

Entro dentro do carro do lado do passageiro e ele entra. Vejo dois seguranças no banco de trás e reviro os olhos.

Eles sempre estão por perto.

Matias dirige por uma hora e estaciona em frente de um cassino luxuoso. Ele sai do carro e saio logo em seguida. Claro, com os seguranças na cola.

— O que fazemos aqui?.- Pergunto olhando em volta. Um imenso salão com enormes colunas delicadas e bem refinadas, num estilo barroco. Detalhes em vermelho e preto por toda parte. Garçonetes loiras e morenas bem vestidas, com bandejas nas mãos. E pessoas ricas apostando em jogos e bebendo em meio a risadas falsas.

— Conhecendo mais sobre meu mundo. Por ser minha filha precisa estar incluída nos negócios.- Diz e sorrio afirmando, por dentro, meus olhos se reviraram de tal forma que se fosse real não voltariam ao normal.

Caminhamos entre as pessoas e seguimos para um corredor do fundo. Entramos e subimos uma escada e em seguida ele abre uma cortina vermelha. Vejo uma enorme mesa de poker com homens que consigo facilmente identificar. Adam Smith, controla todo o tráfico de drogas da região, Susan Amerigo, controla tudo que entra e sai da cidade. Lucrando com cada coisa passada por lá. E por último, Alan Veroni, Detetive da polícia corrupto e chefe no tráfico de armas. Conseguia ver facilmente um quarteto de mafiosos ali, e de certa forma, me sentia no meu habitat natural.

— Olá senhores, e senhora. Esta é minha filha adotiva Hailee Stevens.- Diz e cumprimento a todos.

— A filha que abandonou o legado?.- Diz sarcástico, Adam Smith em seu terno caríssimo.

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