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A pessoa com quem trombei era mais alta que eu, meu rosto estava no seu pescoço então pude ver um colar que era muito familiar. Levanto minha cabeça e sorrio de alivio

-David, que susto.-Lhe dou um abraço apertado
-Você esta cada dia mais louca, sabia Abby? Você não devia ficar andando por essa viela sozinha.
-Então vamos sair logo daqui.-Digo olhando para os lados. -Esse lugar me causa arrepios.

Fomos em direção a casa de Aisha. Tínhamos muito assunto para colocar em dia e a melhor parte foi que ele não comentou nada sobre a morte da minha mãe, isso tornou o dialogo melhor.
David, Aisha e eu eramos amigos inseparáveis, ainda somos, mas talvez não tanto quanto na época de escola. Decidimos fazer cursos diferentes na escola e isso complica de nos vermos a maioria das vezes.
David sempre foi o cara bonitão da turma, todas as meninas davam em cima dele e havia vários boatos de que nós duas, Aisha e eu, namorávamos ele secretamente.
Aisha, a menina popular da escola. Se estivéssemos no E.U.A ela seria a líder de torcida, com certeza. Sempre simpática com todo mundo, mas as vezes seus comentários podem soar bem maldosos.
Enfim chegamos na casa de Aisha e fomos recebidos com o mesmo carinho de sempre.

-Eu não acredito que vocês fugiram do celeiro, uma vaca e um boi.
-Aisha, Aisha, cada dia com mais linhas de expressões não é mesmo?!
-O QUE?

David toca no ponto fraco dela, fazendo com que ela corra para o espelho mais próximo e comece a analisar seu rosto. Entramos rindo, esse será um longo dia.

Horas depois

Decidimos voltar para casa, David me acompanha. A casa dele é um pouco depois da minha, sempre fazíamos esse caminho para voltar da escola.
O clima ficou estranho entre nos dois, não estávamos conversando como antes. Talvez por falta de assunto, falamos demais por horas, mas ele estava com uma cara de quem queria dizer algo.
Finalmente chegamos em casa. Eu olho para ele revirando os olhos.

-Pode falar, David.
-Não queria tocar no assunto e estragar seu dia, mas você sabe, eu gostava muito da sua mãe.
-Eu te entendo. De qualquer forma, não podemos ficar sofrendo por ela. Como dizem, "ela esta em um lugar melhor agora." - Talvez ele esteja sofrendo tanto quanto eu, minha mãe cuidou dele muitas vezes quando era criança. David era quase um membro oficial da familia Carter.
-Eu sei. De qualquer forma, gostaria de dizer que você pode contar comigo para o que for. Você não esta sozinha.
-Obrigada, David.

Me despeço com um abraço e entro em minha casa. Acho que já esta na hora de seguir minha vida, não é mesmo?!
Subo para meu quarto e decido arrumar as coisas por lá. Hoje o resto do meu dia vai ser para arrumar a casa.

23:45

Finalmente terminei tudo o que precisava fazer e me deitei na cama. Pego meu celular e vejo que tem novas mensagens.

Aisha.

David.

Grupo da faculdade.

Numero desconhecido.

Começo a ler as mensagem em sua respectiva ordem ate chegar em mensagem do numero desconhecido.

Xxx: Finalmente terminou de arrumar a casa :)

Me: Quem é?

Xxx: Que graça teria se eu me identificasse?

Me: Hahaha, muito engraçado
Me:Se você me conhece sabe que não gosto desse tipo de brincadeira.

Xxx:Mas Abby, não estou brincando.
Xxx: Só gostaria de te avisar que a janela da cozinha esta aberta.
Xxx:E a porta da frente esta destrancada, Abby.
Xxx: Pessoas má intencionadas podem entrar ai :)

Xxx Offline.

Meu coração acelera de um modo inexplicável. Com o celular na mão vou descendo as escadas tentando não fazer barulho. Vejo a porta da frente aberta...
-Te... Tem alguém aqui?
Pergunto mesmo sabendo que se tiver alguem aqui não irá responder.
Acendo a luz da sala e vou em direção a porta. Pego a chave que estava pendurada na parede e tranco o mais rápido que consigo, viro para trás e confiro que não tem ninguém.

Blim Blim

Me assusto com a merda do celular avisando que chegou mensagem. Ainda no mesmo lugar, só que de costa para a porta, desbloqueio a tela e vejo a mensagem.

Xxx: Janela da cozinha ainda esta aberta.
Xxx: :)

Saio correndo de modo desesperado ate a cozinha, vejo a janela aberta, vou em direção dela fechando o mais rápido que posso. Sem olhar para os lados, corro para o meu quarto fechando e trancando a porta. Deito na cama e tento controlar minha respiração.

Blim Blim

Meu celular avisa ter nova mensagem mais uma vez, com receio desbloqueio a tela.

Xxx: Não se preocupe, Abby.
Xxx: Só estamos nos dois aqui dentro agora.
Xxx: :)

A429 [Concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora