Capítulo 11 - Porque não?

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Dois dias depois.

Ayia.

Jorge já havia voltado da sua "viagem", o que era bom porque nem sempre eu tinha companhia. As vezes eu achava bem chato ficar sozinha, não ter ninguém.

Eu não para de pensar no último encontro que tive com aquela princesinha irritante.

— Maldita. — Eu andava pela floresta tentando achar Jorge, já que ele adorava se esconder. — Odeio ficar pensando naquela garota, saí da minha cabeça!

— Talvez não precisasse ser assim. — Eu continuei falando comigo mesma. — Mas eu sou assim, sou uma bruxa vazia e sem sentimentos.

Eu continuei andando, procurando Jorge por aquela floresta totalmente morta, e sem vida.

— JORGE, APARECE LOGO.

Ele finalmente apareceu voando. Jorge era um garoto normal, a não ser pelo fato que virava corvo quando queria e saia voando por ai. Eu havia lhe dado aquele dom de presente, e obviamente ela adorou.

Ele voltou a ser garoto, e apareceu em minha frente.

— Oi Ayia.

— Preciso que me faça um favor, vá no castelo e chame aquela princesa. — Eu me sentei em baixo de uma árvore qualquer. — Agora!

— Sim Ayia, está tudo bem comigo. — Ele resmungou mais algumas coisas, antes de virar ave novamente e ir atrás dela, mas eu nem ouvi.

Crianças..

Eu estava disposta a aceitar a proposta de Lis, desde que ela deixasse eu circular pelo reino com passagem totalmente livre (Não que eu não fizesse isso, tecnicamente falando), mas sem que guardas aparecessem e quisessem me prender.

Talvez até fosse uma boa idéia, assim não ficaria totalmente entediada sem ter nada para fazer, na maioria do tempo.

A princesa e a bruxaOnde histórias criam vida. Descubra agora