Capítulo 28 - A procura

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Lis.

A chuva serviu para esconder algumas lágrimas. Eu separei o abraço e encarei ele.

— Então não podemos fazer nada?

Jorge olhou indiferente, como se quisesse falar algo.

—Se eu te falar uma coisa, você promete que não vai contar pra ninguém? — A cara dele já dizia que era alguma coisa importante. — Promete mesmo, guardar segredo?

— Claro. — Me abaixei ficando na altura dele. — Pode confiar em mim.

— O anel, ele era da mãe da ayia, ele tem muito poder, isso acaba deixando ela fora de si, nervosa. É como se houvesse um controle sobre ela. — Ele respirou fundo e continuou. — O anel mantém a nossa floresta morta, e com um controle de magia. Com a ayia parece que ficou mais forte, seu pai deixava ele protegido por conta disso.

Eu me levantei, juntando alguns pontos na minha cabeça.

— Quando ela fica com os olhos vermelhos, ela não fica normal, porque não é ela. — Ele continuou falando enquanto eu o encarava, prestando atenção em tudo. — Mas ela pode riviver tudo e voltar ao normal se ela destruir o anel.

Então o anel é importante por isso. Tudo por causa de um anel banal, se ela destruisse seria melhor para todo mundo.

— Eu vou atrás dela! — Eu estava nos meus desvaneios quando jorge disse isso.

— Eu vou com você. Vamos achar ela juntos Jorge.

— Tabom! — Ele abriu um sorriso largo. — Eu vou voando como ave, e você vê se acha alguma coisa pela floresta, ela deve ter ido longe.

— Então tá. — Ele seguiu voando como ave, e eu fui andando pela floresta.

XXXXXXXX

Já tinha passado um tempo, e nada da ayia. Jorge e eu resolvemos descansar um pouco, já começava a anoitecer.

— Já procuramos tanto e nada da ayia. — Ele suspirou me olhando.

— Calma, nós vamos achar ela. — Sorri fraco.

Jorge se levantou de repente, e me olhou entusiasmado.

— O que foi? — Encarei ele.

— A Ayia, eu sei onde ela está! — Ele começou a dar alguns pulos. — Ela foi para as montanhas, lá é sozinho e sem ninguém.

— Como eu não pensei nisso? — Jorge e eu voltamos a andar, as montanhas não estavam longe, então prosseguimos o caminho juntos.

Depois que chegamos nas montanhas, vimos uma casinha, bem distante e velha.

— Vai lá, eu vou te esperar aqui. — Jorge sentou em uma pedra.

Eu respirei fundo, atravassei a ponte e parei na porta.

Será que eu devo bater? Ou eu simplesmente entro?

Eu abri a porta, e vi ela sentada, lendo alguns livros.

— Ayia?








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