Capítulo 24 - Eu não gosto de você!

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Lis.

Eu cheguei no castelo, e subi direto para o meu quarto. Deitei na minha cama e deixei as lágrimas rolarem.

Eu estava mal, e não tinha vergonha de admitir isso, de dizer que me apeguei e gostei muito de alguém, e não sabia o que fazer, nem se quer por onde começar.

Já começava a escurecer, eu permanecia na minha cama, olhos vermelhos e inchados, cara de poucos amigos e com um sentimento que nem consigo descrever.

— Eu sou uma idiota mesmo, me deixar enganar por uma bruxa sem sentimentos. — Limpei o meu rosto com um lenço.

Eu tomei um banho longo, e coloquei uma roupa pra dormir. Eu adormeci pouco tempo depois de deitar.

XXXXX

Eu acordei com um fuzoe no castelo, um barulho infernal.

— O que ta acontecendo? — Disse para mim mesma levantando.

Eu abri a porta do meu quarto, e haviam guardas andando de um lado para o outro, alguns empregados chorando. Eu não tava entendendo nada, até que Ruth veio até mim.

— Ainda bem que você está bem. —Ela me pegou pela mão e me puxou para dentro do quarto novamente fechando a porta. — Fique aqui, as bruxas estão atacando o reino.

— O que? Mas assim do nada? — Eu suspirei pesado naquele momento.

— Fique aqui, não saia por nada. —Ela simplesmente saiu do quarto me trancando lá.

— Ruth, abre essa porta!!

— Eu volto logo, aqui você vai estar segura.

— RUTH, ABRE ISSO!! — Eu dei socos na porta, mas foi em vão.

Eu fui até a janela para tentar ver o que estava acontecendo, eu ouvia alguns gritos, e muito fogo pelo reino.

— Droga, eu odeio não poder fazer nada! — Eu olhava pela janela e imaginava se Ayia teria alguma coisa haver com isso.

XXXX

Depois de um tempo, eu começei a ouvir alguns barulhos altos.

— Ruth?— Eu me levantei e fui até a porta.

Assim que me aproximei vi a maçaneta girando.

— Ruth, porque me trancou aqui? — Dei alguns tapas na porta.

Eu me afastei da porta, quando não tive uma resposta de imediato, e logo depois a porta foi derrubada, fazendo um barulho alto. E foi quando eu a vi, seus olhos vermelhos e sua expressão me assustaram.

— A-Ayia? — Conforme ela vinha na minha direção, eu fui me afastando, até que eu enconstei na parede. — O que aconteceu pra você estar desse jeito?

Minha voz quase saiu nula, e meu coração estava acelerado.

— Eu vim fazer meu trabalho. E esse trabalho, vai doer tanto em você. — Dito isso, ela tirou uma faca da cintura. — E não me chame de Ayia.

— A-Ayia.. O-Oque aconteceu? Nós somos amigas..

"Essa não parece minha Ayia, aliás não é ela.."

— Não somos amigas. — Ela agarrou meu braço e me olhou, erguendo a faca para mim. — E nunca iremos ser.

Eu não sabia o que fazer, ela tava diferente, como se tivesse algo controlando e aumentando o ódio dela.

— Você vai me matar e depois o que? - Eu senti as lágrimas escorrendo. — Eu sei pelo o que você passou, mas as coisas não se resolvem asssim. Você faz sua própria história ayia, suas escolhas. Eu sinto muito por tudo que você passou, sinto mesmo.

— Eu gosto tanto de você, é patético mas eu gosto. — Terminei de falar sentindo um alívio.

— Depois você será esquecida princesinha. — Os olhos dela ficaram pretos, mas logo voltaram ao vermelho. — Não importa pelo que eu passei, ninguém nunca se importou, nem eu mesmo me importo.

Ela abriu um sorriso sárcastico.

— Você não achou mesmo que seria patética história da " Ayia boa que fica aos beijos com sua antiga inimiga" e bla, bla, bla. — Princesinha tola, eu não gosto de você.












A princesa e a bruxaOnde histórias criam vida. Descubra agora