Capítulo 4 - Um sorriso torto

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Três dias após o ocorrido.

Lis.

 — Mas meu pai, as bruxas não podem aparecer no vilarejo sempre e quando quiserem, e fazerem o que bem entenderem. — Eu tentava convencer o meu pai, de que precisávamos tomar alguma providência, pelo ocorrido na festa da uva.

Mas como sempre, o cabeça dura não queria tomar uma atitude.

 — Minha filha, eu conheço bem a bruxinha que fez isso, ela sempre faz esse tipo de travessuras. Mas eu não posso arriscar mais nenhum guarda por conta disso. — Sua voz saia cada vez mais fraca, e quase nula. É como se ele pudesse partir dali a qualquer momento.

Eu apenas assenti com a cabeça, e deixei ele sozinho no seu quarto, para  descansar um pouco.

Teimosia era algo presente na família por gerações.

Eu desci as escadas indo para o andar de baixo do castelo. Mas meus olhos se prenderam nos inúmeros quadros que ali se encontravam, muito bem preservados. O maior de todos era uma pintura dos meus pais, enquanto ainda eram jovens.

Minha mãe era bela, seus longos cabelos cor de areia e seus olhos azuis realçava todo sua beleza. Um sorriso de tamanha graciosidade, e uma postura de uma grande rainha.

Ela era realmente linda.

Eu fui para o jardim do castelo, fiquei lá por um bom tempo, pensando em tudo que ia mudar em minha vida. Em todas as responsabilidades, obrigações que teria como rainha, e por fim pensei naquela bruxinha irritante.

Um sorriso meio torto surgiu em meus lábios. Ela sabia como fazer uma entrada triunfal.

Bruxinha irritante..

                               

A princesa e a bruxaOnde histórias criam vida. Descubra agora