Capítulo 13 - Colar irritante

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Ayia.

Eu ia dar um golpe nela, mas parei.

— Para você se defender de algum soco ou algo do tipo, é só fazer isso. — Eu peguei um dos braços dela é cobri seu rosto. — É só fazer isso, o soco irá atingir seu braço. É bem melhor do que seu nariz sangrar.

— Um soco é bem melhor no braço do que no nariz. — Ela repetia para ela mesma. — Mas quem daria um soco em uma princesa?

— Então vamos começar com defesas? — Ela abriu um sorriso convencido.— Eu acho que sei dar um soco!

— Você não quer aprender a se defender? Então. — Eu abri um sorriso largo. — Ótimo, então me dê um soco.

— Eu não treino faz um tempo, deixamos o soco para depois. — A mesma abriu um sorriso sem graça. — Defesa parece um bom começo.

— Sim, mas não ligo de você me dar um soco bobona, sempre levei socos.

— No meio da defesa iremos começar com alguns filtros. Posso ensinar a você aquele golpe que fiz naqueles guardas, e como me protegi. — Eu fiquei mais próxima dela.

— Mas seria deselegante socar alguém que está me ajudando. Parece bem difícil, mas acho que consigo.

— Certo, certo. — Eu segurei seu pulso com força. — Pega o meu agora, e gira ele.

Ela fez o que eu havia pedido, de um jeito desajeitado e quase sem força alguma.

— Assim?

— Por isso que você falou que não sabia nada. — Ela realmente era uma princesa. — Certo, essa foi a defesa. Agora vamos para o ataque!

— Agora você vai subir pelas minhas costas, me enforcar e por fim me jogar no chão.

— Isso vai ser engraçado!

Ela subiu pelas minhas costas, tentando me enforcar e depois tentou me jogar no chão.

Não foi tão ruim assim..

Eu tinha caído no chão. Mas ela também.

— Até que você pega as coisas rápido.

— Eu tento. Vamos fazer uma pausa agora?

— Tabom. Vá descansar um pouco.

Eu me sentei no chão e fiquei observando o céu. Ela se sentou na minha frente e começou a tagarelar.

Anjinha tagarela...

— Mas então o que você costuma fazer por aqui ? — Ela me olhou atentamente, parecendo de fato interessada.

— Absolutamente nada. A não ser treinar, e quebrar algumas árvores. —  Eu coloquei as mãos sobre meu rosto.

— Deveríamos mudar isso, não que eu faça lá grandes coisas. — Ela apoiou suas mãos para trás, e ficou observando o céu. —  Quem diria, uma princesa e uma bruxa treinando juntas. Apesar de que você está me ensinando né.

— Você tem sorte de não mandarem eu te matar ainda. — Eu comecei a coçar o meu pescoço, o colar já estava me incomodando.

— Ah qual é, somos uma "espécie" de amigas.

— Não somos amigas.

Ele parou de olhar o céu e começou a me observar.

— Porque não tira ele ?

— Eu gosto de ficar com ele.

— Deixa você com ar de malvada mesmo.

— Sinceramente fica um pouco em silêncio, fala mais que um papagaio.

Ficamos em um tempo em silêncio, apenas vendo o tempo passar.

— Eu tô com fome, o que tem pra comer aqui ?

— Eu não custumo comer. Os meus poderes me dão energia o suficiente. — Eu voltei a coçar meu pescoço.

— Esse colar está te incomodando e começou a me irritar também. Tira logo ele. — Ela começou a me olhar séria.

— Não vou tirar, ela não está me incomodando. — Eu percebi a expressão do seu rosto. — O que foi ?

— Tem certeza que não ? — Ela revirou os olhos, o que confesso me irritou. — Puuuf..

— Você consegue ser mais estranha que eu. Meu Deus.. — Eu me aproximei mais dela. — Jorge te disse alguma coisa ?

A princesa e a bruxaOnde histórias criam vida. Descubra agora