Capítulo 42 - Arco e flecha

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Ayia.

— Você é bem pegajosa. — Eu continuei passando a mão pelo seus cabelos. — E tem um cheiro doce, extremamente gostoso.

Ela sorriu ainda com a cabeça sobre o meu peito.

Depois daquele beijo as coisas esquentaram, e cá estamos nós, ambas deitadas e nuas.

— Eu preciso ir. — Ela se levantou e se enrolou no meu lençol. — Eu prometo que vou ser menos pegajosa.

Ela começou a se vestir, eu olhava para cada centímetro do seu corpo, ela era linda.

— Vou te fazer uma visita amanhã.

— Ah, claro, apareça por lá e os guardas não vão ser amigáveis. — Ela sorriu e me olhou quando estava vestida.

— Vou ser cautelosa princesinha. — Eu me levantei e dei um beijo na mesma. — Se cuida.

— Pode deixar. — Ela foi embora logo depois.

Eu continuei deitada até escurecer, nem vi o tempo passar.

— Ayia!?.. Ayia!? — Ouvi a voz do Jorge. — Ele parecia eufórico.

— O que foi pirralho? — Eu gritei, já que a porta estava fechada. — Pode entrar.

— Ayia!? — Ele abriu a porta e veio todo sorridente na minha direção.
— Eu beijei a Rosa!

Eu sorri, toda aquela felicidade é porque ele finalmente ficou com a rosa.

— Uau, que coisa incrível. — Revirei os olhos.

— Eu to apaixonado. — Ele sentou no chão se apoiando contra a cama.

— Então você está ferrado. — Dei dois tapas fracos no seu ombro.

XXXXXXX

O dia passou rápido, eu não tinha feito muita coisa. Já estava de tarde, então resovi fazer a visita para Lis.

Eu fui pela floresta, pra chegar por trás do castelo, assim tinha noção pra me telesportar pra onde ela estivesse. Eu ouvi algumas risadas quando estava me aproximando. Eu fiquei atrás das árvores para nenhum guarda me ver.

Foi quando eu vi ela com um cara, ele estava atrás dela, ajudando ela segurar o arco de flecha, uma mão dele estava na sua cintura, a outra em cima do seu braço que segurava o arco.

Meu coração acelerou. Não tinha muitos guardas perto deles, mas ainda assim eles rondavam os dois e não tiravam os olhos deles.

Eu engoli seco, meu estomâgo embrulhou, minhas mãos suavam um pouco.

— Eu consegui! — Ela sorriu e abraçou ele.

Eu permaneci de longe vendo tudo, como ele retribuia, como a olhava.

— Droga, Droga.. — Eu dei um murro fraco na árvore. — Eu respirei fundo, e me teleportei para o quarto dela.

Ela demorou mais do que eu esperava, mas finalmente apareceu.

— Você já está aqui. — Ela entrou e fechou a porta atrás dela.

— Quem é ele? — Eu a encarei.



A princesa e a bruxaOnde histórias criam vida. Descubra agora