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- Ela já foi. - Alexia suspirou. - Veio apenas conversar.

A Deusa simplesmente havia sumido. Eu fechei os olhos quando percebi que ela tomaria sua verdadeira forma. É mortal para nós.

- Ela disse algo importante? - Perguntei.

- O mesmo que Hermes, não tenha ódio de sua família e blá blá blá. - Ela rolou os olhos.

- Hum... Devemos continuar? - Perguntou Dennis.

- É claro, vamos andando.

**

Eram por volta das 15:00 da tarde. As cidades ali eram todas ligadas por uma única rodovia. Ela tinha pouco movimento, os poucos carros que passavam por ali, voltavam para a cidade a qual acabavamos de sair.

- Meu Zeus, estou morta. - Alexia reclamou.

- Vamos parar. - Apontei para uma árvore ali próxima.

Caminhamos até ela, e nos sentamos em sua sombra. Dennis tirou de sua mochila três barras de cereais.

- Tenho só mais dez dessas. - Ele fez uma careta.

- Eu não trouxe comida. - Bufei.

- Depois a gente resolve isso. - Alexia se deitou na terra. - Isso é tão fresco.

Eu imediatamente me lembrei das histórias que eram contadas no acampamento. Sobre Gaia e a luta contra os titãs.

- Hum... Terra fresca mesmo. - Dennis também se deitou.

Eu também me deitei. A terra estava fresca, molhada talvez.

- Bom... Eu acho que estamos perto. - Falei olhando pro céu extremamente azul acima de nós.

- Como sabe? - Perguntou Alexia.

- Eu não sei, eu... Sinto. - Falei. - É como se um cabo invisível me ligasse ao arco, eu sinto que estamos perto.

- É um bom sinal. - Dennis resmungou.

- Sim, devemos encontrar a cabana do meu sonho, o arco está lá. - Falei.

- Ótimo. Agora eu só quero descansar um pouco. - Alexia resmungou.

Nós ficamos ali por mais uns dez minutos, depois voltamos a caminhar. Eu estava entediado, então comecei a cantarolar uma música que minha mãe ouvia muito. Eu não sabia seu nome ou quem cantava, mas eu a decorei a alguns anos atrás.

- Faz um tempo desde que voce cantou essa musica pela primeira vez. - Alexia sorriu.

- Sim, foi apenas para lhes ajudar com a Empousa.

- Aquela parte da viagem foi a melhor! Vocês derrotaram o monstro sozinhos! - Dennis estava animado, dando socos no ar.

- Nisso eu tenho que concordar. - Alexia gargalhou.

Nós três rimos com essa lembrança. Do meu lado esquerdo, ouvi um galho se quebrando. Eu me virei tarde de mais, um cão infernal pulo sobre mim. Eu tentei pegar a espada, mas ela voou para longe.

- Merda! - Ouvi Dennis gritar.

Ele e Alexia tentavam me ajudar. O cão me olhava com os dentes amostra, eu não sabia o que fazer. Alexia soltou um grito, e o monstro virou pó sobre mim.

- Ele... Ele... Parecia não querer me matar. - Falei atordoado.

- Não sei. Ele pulou sobre você! - Alexia resmungou.

- É melhor continuarmos. - Dennis olhou ao redor cautelosamente.

**

Eram por volta das 21:00 da noite. Nós ainda não tínhamos chegado à cidade, então decidimos acampar próximo a rodovia.

- Eu vou procurar por galhos. - Falei.

- Nós vamos arrumando aqui, tome cuidado. - Alexia sorriu.

Eu andei pela pequena floresta a procura de galhos. Ela não tinha muitas árvores, mas ainda sim era uma floresta. Eu peguei alguns gravetos, e voltei para o nosso acampamento. Dennis e Alexia tinham arrumado tudo, faltava apenas a fogueira.

- Eu faço o fogo. - Alexia disse.

Ela se posicionou no centro, e começou a arrumar os galhos.

- Então... Estamos perto? - Perguntou Dennis.

- Se eu estiver certo, sim. - Falei pensativo.

Depois de acendermos a fogueira, ficamos observando o fogo queimar.

- Ótimo, eu fico com a primeira vigia. - Dennis disse.

- Tem certeza? - Perguntei.

- Tenho, podem dormir. - Ele sorriu.

- Me acorde para a próxima vigia. - Pedi.

- Sem problemas. - Ele piscou.

Alexia já tinha se deitado em seu saco de dormir, eu segui o seu exemplo. Logo eu dormi, e dessa vez sem sonhos.

Filho de Apolo: A Arma Perdida.Onde histórias criam vida. Descubra agora