Capítulo 11

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Sai do local e abri o guarda-chuva Larissa agarrou na minha cintura juntamente com suas sacolas emboladas em suas mãos.

– Você está louca? – Perguntei rudemente.

– Como assim? – Ela levantou seu olhar para mim.

– Eu mal conheço aquele homem e você já me faz sair com ele. – Ela sorri maliciosamente.

– Vai me dizer que não o achou bonito? – Lhe olho intricadamente.

– Viu... – Engulo em seco.

– Não é só porque o achei bonito que irei sair com ele. – Ela me olha zangada.

– E por que não?

– Desde seu último relacionamento você não sai com ninguém e isso já faz meses. – Dou de ombros e ponho a mão na testa.

– Você sabe que é complicado! – Ela segurou meu braço e me olhou docemente.

– Eu sei, mas você não pode ficar presa a seu passado. – Lhe dou um sorriso.

– E outro aquele cara era um babaca, ele te usou e te machucou se eu ver ele na rua lhe dou um soco. – Ela fechou os punhos logo a cima do rosto e imitou uma luta.

– Você é incrível! – Falava enquanto ria.

Os pingos de chuva caiam lentamente sobre o guarda-chuva quando chegamos em frente à casa de Larissa, um pequeno apartamento no quarto andar, a porta de entrada era branca com um tapete de veludo preto no chão, o lugar era dividido em quatro partes, o primeiro era a sala, um grande sofá cinza com várias almofadas colorias era a primeira coisa que se via, logo acima quadros diversificados, alguns dela e outros de artistas iniciantes, as paredes eram pretas e o chão de madeira, do outro lado uma lareira com uma televisão media apoiada acima dela. O segundo era a cozinha suas paredes cinzas deixavam os balcões de madeira e os utensílios prata mais brilhantes e luxuosos, uma mesa de madeira ao canto perto da geladeira e um pequeno lustre no teto que iluminava todo o local. O terceiro era o banheiro, inteiro branco com uma grande banheira lustrada. E por último o quarto, paredes pretas e chão de madeira, várias coisas penduradas desde quadros à Pôsteres, uma bancada branca frente a uma grande janela de vidro, onde ficavam seu computador, cadernos e livros, a cama era incrivelmente grande com um lençol branco gelo, o guarda roupa ficava ao fundo e parecia não ter fim, ao seu lado havia vários cavaletes e telas com tintas espalhadas em uma pequena mesa.

– Não se esqueça de tirar os sapatos ao entrar. – Ela falava enquanto deixava as sacolas sobre o sofá.

– Claro, você me bateu na última vez por eu ter esquecido. – Ela sorri.

– Mas é claro. – Eu tiro meu tênis e o ponho ao lado da porta, olho para ela que sorri com seu gato no colo.

– Como ele cresceu. – Me aproximo e passo a mão delicadamente em sua cabeça.

Seu pelo era cinza e branco, seus olhos âmbar, suas orelhas eram pontudas e suas patas gordinhas e redondas.

– Tenho que te mostrar uma coisa! – Ela me entrega o gato e vai para o quarto.

– Veja isso. – Ela sorri com pequena bolinha preta peluda em sua mão.

Meus olhos arregalaram era tão pequeno, e fofinho.

– Não acredito. – Não estava me contendo de tanta fofura.

– Não é uma gracinha? – Ela se aproxima.

– Sim... porém o que é isso? – Ela me olha com deboche.

– Um gato. – Eu dou uma risada nervosa.

– É claro. – Respondo.

Era muito pequeno ele estava enrolado em si mesmo deixando seu rosto afundado em sua barriga, não consegui entender o que era até ela me falar.

– Eu peguei ele da rua essa semana, estava com muita fome, acho que foi abandonado. – Ela o olha com tristeza.

– Ainda bem que existem pessoas como você! – Eu lhe dou um grande sorriso.

– Bem vamos começar essa festa! – Ela sorriu e correu para o quarto.

AcasoOnde histórias criam vida. Descubra agora