As trilhas eram feitas de pedras cinzas, com pequenas folhas que caiam das grandes árvores ao redor, do lado esquerdo havia um labirinto feito com flores de lírios brancos, e do direito várias espécies de flores plantadas juntas no chão, com alguns bancos em volta para se sentar, o jardim não era tão grande, porém sua beleza era gigantesca fazendo com que minha visão deslizasse suavemente por todo ambiente.
Larissa se sentou em um banco embaixo de uma grande árvore e eu logo a segui, passando por meio de todos os tipos de flores possíveis desde rosas até girassóis. O sol estava quase se pondo sua luz alaranjada batia em meu rosto respirei fundo e fechei os olhos fazendo renovar minhas forças.
– O céu hoje está lindo. – Murmurou Larissa.
– O tom alaranjado predomina, mas consigo ver o pouco de rosa. – A olhei de canto de olho e em seu rosto havia um grande sorriso.
Não comentei nada apenas sorri, o vento batia em nossos cabelos e nas folhas das árvores fazendo com que várias caíssem sobre nós, abri meus olhos e olhei o céu o que antes era claro e alaranjado agora estava acinzentado e com grandes nuvens carregadas.
– Vamos indo? – Falei levantando.
– Sim, minha casa é um pouco longe, não quero pegar essa chuva. – Ela começou a andar rapidamente.
– Não é tão longe assim, e outra sua casa é para o leste e a chuva está vindo do oeste. – Ela começou a me encarar.
– Essa chuva não vai chegar antes de quinze minutos, se andarmos em ritmo normal, chegaremos antes dela.
– É mesmo esqueci que você é meteorologista. – Começamos a rir.
– Sou formada nisso mas você sabe que não consegui emprego. – Ela parou de rir e olhou para o chão.
– Agora sou uma garçonete idiota. – Coloquei as mãos no rosto e bufei.
– Não fica assim, sei que é difícil. – Ela parou de falar.
– Porém? – Perguntei.
– Porém nada minha querida é difícil e pronto. – Comecei a rir.
– Você sabe que não sou boa em incentivar. – Ela sorriu.
– Sim eu sei.
Continuamos a andar e a conversar durante alguns minutos, até que os primeiros pingos de chuva começaram a cair, corremos desesperadas para o primeiro local que oferecesse algum abrigo.
– Ali tem uma loja aberta! – Larissa entrou com tudo na loja com todas as sacolas nas mãos.
– Me desculpe madame, mas já estamos fechando! – O balconista disse a ela.
– Madame? – Perguntei para mim mesma enquanto olhava à placa da loja.
Estávamos em uma butique.
– Você não teria nenhum guarda-chuva? – Ela perguntou.
– Tenho alguns! – Ele apontou para um cesto no canto esquerdo da loja.
Aproximamo-nos do cesto e olhamos o preço.
– Cento e vinte e cinco reais? – Eu olhei assustada.
– Não tenho como pagar por isso! – Ela murmurou.
– Que droga minhas comprar irão molhar, eu estou ferrada! – Começamos a andar para a saída.
– Madames? – O balconista disse.
Virei-me rapidamente para ele que estava com um grande guarda-chuva preto na mão.
– Eu lhes empresto o meu se quiserem. – Ele sorriu.
Seus dentes eram perfeitamente alinhados e brancos, seus olhos verdes escuros e cabelo castanho escuro elevado perfeitamente como se fosse o balançar do vento.
– Você é muito gentil. – Peguei-o de sua mão e sorri.
– Se não for lhe incomodar posso lhe fazer uma pergunta? – Ele disse.
– Claro. – Respondi.
– Você gostaria de sair comigo algum dia desses? – Suas bochechas coraram.
– Hm... Acho que sim sem problemas! – Ele respirou fundo.
– Que ótimo, me desculpe à inconveniência. – Eu sorri.
– Meu nome é Thomas.
– Carol. – Ele sorriu.
– Ei, eu me chamo Larissa tá, prazer. – Ela falava com os braços cruzados.
– Me desculpe, o prazer é todo meu. – Ele falava com um sorriso no rosto, tão encantador.
– Sabe amanhã estamos pretendendo sair à noite, se você quiser. – Me virei rapidamente para ela.
– Ah é mesmo, acho que seria legal, onde irão? – Eu ficava olhando de um lado para o outro quase em pânico.
– Acho que em alguma balada. – Ele me encarou.
– Não sou muito habituado a esse tipo de festa, mas posso tentar. – Larissa sorriu.
– Então combinado. – Ela falou animadamente.
– Carol, esse é meu número. – Ele me entregou um pequeno papel branco.
– Ah ok, irei lhe mandar mensagem assim que chegar em casa. – Sorri gentilmente
– Tudo bem.
– Amanhã eu lhe devolvo. – Levantei o guarda-chuva.
– Ok, não se preocupe.
– Então até mais. – Falei andando até a porta.
– Bye bye. – Larissa fechou a porta logo atrás de mim.
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Acaso
RomanceMe vi perdidamente confusa após nosso primeiro encontro, fiz coisas que jamais imaginei, pensei em coisas que sempre condenei. Você me tira o folego, controla minha mente e faz meu coração acelerar apenas com um olhar. Tudo foi tão por acaso. Carol.
