Novamente uma escuridão tomou conta da minha mente, eu estava tão desiludida e machucada, meu coração doía eu queria chorar, aquele sonho me fez perceber o que eu deveria fazer.
Levantei lentamente, meu corpo estava pesado e dolorido, meus olhos inchados por conta das lágrimas e minha cabeça ardia, não comentei nada com Larissa apenas tomei o café da manhã e sai. A rua estava ensolarada e brilhante, tentava ir pelas sombras das árvores, decidi passar pela casa de Matheus antes que me esquecesse do que sonhei, meu coração começou a acelerar quando entrei em seu bairro, comecei a andar lentamente o medo de vê-lo tomou conta de meu corpo, virei a esquina de sua casa com um sorriso no rosto, mãos suadas e pernas tremendo, ele estava parado na porta junto com a garota de olhos verdes a qual eu empurrei.
– Não acredito. – Meu sorriso se desmanchou.
Estava o olhando fixamente quando percebi que seus olhos iriam se cruzar com os meus e acabei me jogando no chão atrás de algumas latas de lixo.
– Droga, e se ele tiver me visto? – Respirei fundo.
Fiquei esperando por alguns segundos para ter coragem de olhar e quando o fiz eles não estavam mais lá, comecei a chorar enquanto me levantava, meu coração acabara de ser destruído assim como todas minhas expectativas.
Cheguei em casa com a cabeça baixa totalmente abatida, tão desanimada que só queria deitar.
– Filha venha aqui um pouco. –Minha mãe chamou da cozinha.
– Fale. – Disse desanimadamente.
– Como foi, alguma novidade? – Ela parecia animada.
– Não, só estou cansada. – Me virei para ir ao meu quarto.
– Você não vai acreditar no que seu pai fez. – Me virei rapidamente. – Nesses últimos meses que ele esteve ausente não estava fazendo nada de errado, só trabalhou mais para que pudéssemos viajar, tirar um tempo para nós dois.
– Mãe isso é incrível e tão romântico. – Por um breve momento me alegrei.
– Iremos ficar fora esse final de semana você ficará bem sozinha? – A olhei com deboche por conta da pergunta.
– Mas é claro, não se preocupe. – Ela sorriu com a resposta.
Fui para meu quarto com um sorriso no rosto que desapareceu assim que a porta se fechou, me joguei na cama e abracei o travesseiro, segurei as lágrimas com toda força que tinha, meu coração doía tanto que sentia que iria desmaiar, fechei meus olhos e logo meu celular começou a vibrar.
"Preciso da minha jaqueta, irei pegar essa semana".
Uma raiva tomou conta do meu corpo, não queria falar com ele nunca mais, bloqueei seu número na hora.
Ao longo da semana eu me sentia mais vazia do que nunca, não sorria e nem chorava, a lembrança daquele sonho sempre vinha a minha mente.
– Como eu queria que aquilo fosse real. – Falei abaixada atrás do balcão do serviço. – Mas não é. – Soquei a xícara que estava segurando no chão, fazendo-a se despedaçar em milhares de pedaços.
Um pequeno corte abriu em minha mão esquerda, havia sido fundo e o sangue começou a se espalhar rapidamente, peguei um pano que estava em cima do balcão e segurei-o com força contra o ferimento, enfaixei a mão com uma gaze que encontrei no fundo de uma das gavetas do balcão e voltei a trabalhar.
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Acaso
RomanceMe vi perdidamente confusa após nosso primeiro encontro, fiz coisas que jamais imaginei, pensei em coisas que sempre condenei. Você me tira o folego, controla minha mente e faz meu coração acelerar apenas com um olhar. Tudo foi tão por acaso. Carol.
