Capítulo 2

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Se você quiser imaginar Hugo como a imagem á cima fique a vontade, se não quiser deixe sua imaginação te guiar! Boa leitura!

Se você quiser imaginar Hugo como a imagem á cima fique a vontade, se não quiser deixe sua imaginação te guiar! Boa leitura!

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 Ellie: Não me sinto familiarizada com essa palavra.

Hugo: Ah, Ellie. Você sabe que é linda, é a imagem e semelhança de Deus.

Ellie: Eu sei o que vejo no espelho!

Hugo: Eu acho você linda!

Ellie: Mais que a Ingrid?

Fiquei apreensiva com a reposta. Como soou infantil essa pergunta. Hugo digitava e parava de digitar, assim foi por alguns segundos e enquanto isso meu coração acelerou gradativamente. Arrependi-me de ter lhe ter questionado.

Hugo: Muito mais que ela, Ingrid é só beleza física, você é linda por dentro e por fora. O Espirito Santo te deixa com um brilho intenso e ofuscante.

Ellie: H, será que um dia serei o céu mais azul de alguém?

Hugo: É claro que sim, Ellie! O cara será o mais sortudo deste mundo!

O céu mais azul de alguém, ― para Hugo e eu ― era a pessoa perfeita, aquela em que Deus já imaginou e projetou para cada um nós, independente da idade. Todos nós temos um céu mais azul.

Solto um sorriso tímido. Talvez eu devesse me dar uma chance, fazer um corte de cabelo diferente, uma roupa nova também cairia bem ou até mesmo sorrir e abraçar mais.

Conversei um pouco com Jesus e dormi com o coração cheio de paz, pois saberia que o meu Deus me cuidaria durante a noite e trataria o meu coração ferido com a autoestima.

[...]

― Bom dia, Jesus. ― acordo com minha juba encaracolada mais volumosa do que já estivera um dia e um grande mau hálito.

Logo após me aprontar, aguardo H na sacada da minha casa que estava ficando cada dia mais enfeitada com as flores que vovó plantara há um mês.

Posso vê-lo atravessando seu quintal. Hugo finge estar em câmera lenta e caminha até mim para abraçar-me como de costume.

Ah se ele soubesse como amo o seu abraço, seu cheirinho de creme dental de menta e suas palavras matinais, ou como meu coração se porta quando está perto dele e minhas mãos suam...

― Bom dia, Ellie. ― cumprimenta-me animado com um sorriso contagiante.

― Por que está tão animado? Viu passarinho verde? ― Passo a mão em seu cabelo petrificado. ― E você está usando gel no cabelo, H?

― Sim, você não lembra que dia é depois de amanhã?

Meu cérebro tentou resgatar memórias, porém pareço estar com início de sérios problemas mentais.

― Não consigo lembrar. ― pronuncio, caminhando ligeiro para não chegarmos atrasados novamente. ― Tem prova? Ah não, temos que entregar o trabalho que eu fiz sozinha?

Hugo me olha de esguelha.

― Não! É a nossa formatura Ellie! O trabalho teremos de entregar ainda hoje e eu fiz a minha parte, caso você não saiba. ― á medida que Hugo pronunciava suas palavras ácidas, as maçãs do seu rosto ficaram vermelhas.

― Ah claro... E o que tem?

― Temos que convidar alguém para o baile... ― diz empolgado, mudando completamente seu estado de espírito. Garotos!

― Claro. ― suspiro sem emoção.

[...]

Logo após o terceiro período terminar, fomos para o intervalo comer. Hugo e eu tínhamos a mesma matéria pela manhã toda, o que facilitou para almoçarmos juntos.

Enquanto H comprava nossos lanches, eu checava as mensagens do meu celular sentada á cadeira desconfortável do refeitório.

― Com licença. ― uma voz grave pigarreia atrás de mim.

Ergo meus olhos e encontro um rapaz louro e alto que está parado em meu lado. Eu sempre fico nervosa quando algum garoto vem falar comigo, nem que seja para pedir um lápis emprestado.

Com certeza eu devo estar no seu lugar de almoço.

― Ah, desculpe! Eu já estou saindo do seu lugar... ― justifico-me levantando e apanhando meu celular e a bíblia.

― Não, não. Fique Ellie. ― ele tinha um sorriso lindo e gentil. E ele sabia meu nome? ― Tenho te admirado de longe e gostaria de saber se você quer ir ao baile de formatura comigo?

Pigarreio e me afogo com minha saliva. Começo a tossir descontrolada e sinto meu rosto numa temperatura muito a cima do normal.

― Você está bem, Ellie? ― argumenta ele se aproximando.

― Sim, desculpe. ― recuo um passo, o olho e vejo que ele usa a camisa do time de basquetebol da escola.

― Então... ― ele encolhe os ombros em um ato nervoso.

Jesus, alguém está nervoso por minha causa?

― Ah... É... ― Na verdade eu vou com Hugo, ou pelo menos esse era o combinado. ― Eu já tenho companhia, me desculpe.

― Ah, claro. Sim, como não pensei nisto... ― ele sorriu fraco.

― Me desculpe, não sei seu nome... ― pergunto-lhe, ficando com as bochechas ruborizadas. Eu já havia visto este garoto na escola, faz alguns meses que ele e sua família vieram morar em Seasons City.

― Marshall. Charles Marshall ― diz estendendo a mão. Observo seu braço esticado esperando por um cumprimento e eu hesito.

― Ellie Lord! ― aperto sua mão e a esperança de que ele não notasse minha mão suada vai embora quando Charles passa seus dedos na camisa.

― Eu sei seu... Nome. ― Charles é lindo, e o quê mesmo esse garoto está fazendo na minha frente? Talvez estivesse apostado com algum amigo ou foi desafiado a convidar alguém não tão popular e bonita assim para o famigerado baile de formatura.

― É, obrigada pelo convite. ― pigarreio um tanto envergonhada. Flertar não é minha praia, realmente.

― Que nada, eu que agradeço. ― sibila ele, então vai embora. Fico observando ele sair e antes de dobrar para o corredor, Charles me lança um olhar por cima do ombro.

― Que convite? ― Hugo aparece com nossos lanches e uma feição nada amigável estampa seu rosto.

Meu Céu Mais AzulOnde histórias criam vida. Descubra agora