Capítulo VIII

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Ju: E você está namorando o Pablo e não em conta nada? – Disse pagando o taxista e subindo as escadarias. 
Mari: Não estamos namorando. A gente está saindo, diferente. 
Ju: Putaria, entendi. 
Mari: Também não é assim, amiga. Nós éramos amigos e agora estamos nos conhecendo. 
XXX: Olha só quem está ai. – Disse uma loira entre outras 3 ou 4 meninas. 
Elas fecharam nosso caminho, pondo-se na frente. 
XXX: A gente precisa conversar, morena. – Ela disse, aproximando-se de mim. 
Mari: Deixa ela Marcela. 
Ju: Ela é a Marcela? 
Marcela: Já ouviu falar de mim, então? Excelente. Marina, eu te aconselho a ir para sua casa e deixar que nós nos resolvêssemos, aqui. 
Mari: 5 contra 1 é injusto, Marcela. 
Marcela: Quem disse que será 5 contra 1. Não preciso delas pra me defender. Posso acabar com ela sozinha. 
Todas as 4 sumiram diante de nossos olhos. 
Ju: Pode ir Mari. Eu não tenho medo dela. 
Mari: Ju, escuta o Play, por favor, fica longe de encrenca.
Ju: Ela me chamou pra mão, achas mesmo que eu vou desistir? 
Mari, viu-se sem saída e como as outras, ela subiu as escadarias. 
Marcela: Ótimo, agora eu posso ensinar-lhe a não mexer com o homem dos outros.
Ju: Calma ai, você está falando do TC? – Eu ri de sua raiva. 
Ju: Qual é, acha mesmo que eu tive algo com ele? 
Marcela: Não nega, vadia. Eu te vi saindo com ele de moto. E eu vou ter um enorme prazer em cortar essas suas lindas madeixas pretas.
Ela passou a mão pelos meus cabelos e eu agarrei seu pulso, torcendo-o. 
Ju: Eu não vou brigar com você por causa de uma acusação sem fundamento. A culpa não é minha se você é chifruda e agora desconfia de tudo e de todos. Eu disse e repito, não tive e nem tenho intenção de ter algo com ele, entendeu? 
Saltei-a e ela recuou com olhos arregalados. Foi tempo o suficiente para ela sacar uma pistola e apontar para mim. 
Ju: Não se garante na mão e tem que apelar, não é? – Desafiei. 
Marcela: É claro que eu me garanto, querida, eu apenas não perderia meu tempo batendo em você, sendo que se eu te enfiar uma bala, eu teria você aos meus pés em 1 segundo. É mais eficaz. 
Ju: Vá em frente, atira. 
DiMenor: Que porra é essa Marcela? – Gritou o jovem homem descendo as escadarias a fim de impedir o que estava prestes a acontecer. 
Aproveitei o momento de distração dela, para avançar e tomar-lhe a arma. 
Joguei-a por cima das casas e ela caiu ao pé do morro. Ela nunca teria tempo o suficiente para ir buscá-la antes que eu pudesse debilitá-la. 
Marcela: Vadia. 
Ela, cega de ira, partiu para cima de mim, mas foi segurada por Menor. 
Marcela: ME SOLTA. – Ela gritou em protesto. 
Menor: Me solta é o caralho, tu vai comigo até a tua casa, vai tomar um copo de água e vai sossegar.

Do Morro Ao AsfaltoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora