TC narrando
Abri a porta de casa apressadamente. Ainda bem que nada havia acontecido em minha falta. Eu não posso continuar dando esses moles, principalmente sob a ameaça do Vidigal.
Marcela: Qual foi a vadia que você passo a noite? - Ela indagou, parada a minha frente.
TC: Não começa Marcela, caralho.
Marcela: Como assim não começa?! Você me trai e fica por isso mesmo?!
TC: Te trair? Primeiro a gente precisava ter um relacionamento.
Marcela: Mas a gente tem, docinho. Todo mundo sabe disso, só falta você fazer o pedido oficial, né?!
TC: Tu é minha amante, só isso. Já ouviu falar em relacionamento aberto?
Marcela: Isso é coisa de corno, entendeu? Eu não vou ser chifruda.
TC: Quantas vezes eu vou ter que te falar que eu não tenho nada contigo? Não me importo de você ir atrás de todas as mulheres que eu ouso pensar em comer, só não enche a porra do meu saco.
Fui até meu quarto, tomei um bom banho e troquei de roupa. Minha cabeça estava a mil. Eu sinceramente esperava que a mercadoria estivesse a caminho. Se chegasse hoje, eu estaria pronto pra fuder com o viado do Paraiba e assumir o Vidigal. Estava prestes a sair quando Marcela me agarrou pelo braço. Empurrei ela na parede e saquei minha pistola, colocando me seu rosto.
TC: Já falei pra me deixar, porra. Não to com bom humor pras tuas gracinhas, escutou?
Larguei ela no chão e parti para a boca.
Menor: Ai patrão, olha que maravilha. - Ele disse apontando para uma dúzia de caixas enormes empilhadas dentro da sala da boca.
Play abriu uma das caixas e elas estavam abarrotadas de armas. AK105, AK74, AR15, UZI, HK416 e 417, G36, M16, uma outra infinidade de armas incrivelmente potentes. Inclusive meu favorito de 762, AK47.
Play: Aqui tem a maioria. Chegará mais 8 caixas até amanhã.
TC: Maravilha.
Peguei meu AK da caixa.
TC: Porra, vou fazer um puta estrago com essa porra.
Play: Vou ficar com o M16.
Menor: AR-15.
TC: Depois tu chama os de confiança e manda eles escolherem, mas não deixa levarem as armas ainda. Não quero nem que saibam que chegou essas coisas aqui. Sejam discretos.
Play: Tranquilo.
Saímos da sala e passamos o cadeado.
TC: Deixa avisado que não é pra ninguém entrar aqui.
Sentamos-nos ao final da boca e meu rádio vibrou.
TC: Oi?
XXX: Patrão, tá subindo uma mulher, aparenta ter uns 40 e poucos anos, disse que precisa falar com uma moradora.
TC: Fica de olho nela. Sabe com quem ela quer falar?
XXX: Juliana. Aquela amiga da mina do Playboy.
Franzi a testa. Era alguma parente dela? Tia, prima... mãe?
TC: Acompanha ela atéa casa da Marina e fica de guarda. Qualquer coisa me passa um rádio.
XXX: Tranquilo, patrão.
Desliguei o rádio e o pus novamente em minha cintura.
TC: Pablo, tu sabe quem tá indo lá na casa da tua namorada?
PB: Não é minha namorada e não, não sei quem é.
TC: Então descobre pra mim.
PB: Ué, por que cara?!
TC: Quero ter certeza de que não é gente do Paraiba.
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Do Morro Ao Asfalto
NezařaditelnéDois mundos completamente diferentes, dois caminhos que se cruzam. De um lado, Juliana Arezzo, filha de um poderoso e impiedoso empresário. Do outro, Thiago da Costa, conhecido como TC, dono da maior favela da América Latina, a Rocinha. July, como é...
