Capítulo IV

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Acordei sentindo minha cabeça pesar. Deveria ser a ressaca. Levantei-me da cama e apoiei-me na janela, bocejando. A visão ali do alto era privilegiada. Era até que bonita se fosse analisada de um ponto de vista especifico. Fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Certo, eu estava quase pronta para mais um dia. Desci as escadas, procurando por Mari. 
Ju: Hey, você tem algum analgésico? 
Mari: O que aconteceu ontem? – Ela perguntou mal humorada. 
Ju: Eu cheguei em casa e fui dormir. Por que?
Mari: Pode me contar... O que você fez com o TC?
Ju: Nada... Porque está me perguntando isso?
Mari: Está todo mundo comentando Ju. Só que eu ainda não sei o que. Quero que minha melhor amiga me diga. 
Ju: Nada demais. Só que ele deu em cima de mim e eu entornei ballantines nele. E... devo ter arranhado um pouquinho também. 
Mari: O QUE? – Ela gritou. Em seu rosto formou-se uma mascara de horror. 
Mari: VOCÊ ESTÁ LOUCA MENINA?!
Ju: Ih, qual o problema? Eu deveria tê-lo deixado me estuprar?
Mari: Você ao menos sabe com quem se meteu? – Ela abaixou o tom de voz.
Ju: Com um maníaco? – Disso enquanto abria os armários do banheiro a procura de um Dorflex ou um Advil.
Mari: Com o chefe do trafico de drogas da região. Vulgo Dono do Morro.
Parei por um segundo para analisar o que havia feito. Eu machuquei o cara, joguei a bebida que ele me deu em sua cabeça e feri a moral do dono do morro perante a favela dele. Oh merda, eu estava toda e completamente fudida. Mirei Mari.
Ju: Ah, foi sem querer, eu juro. – Tentei explicar-me. – Mas eu sou assim, eu ago antes de pensar e depois...
Mari: Você vai comigo até a boca agora e vai pedir desculpas pra ele.
Ju: Eu prefiro levar um tiro na cabeça. – Murmurei.
Eu faria tudo, menos pedir desculpas praquele idiota.
Sai batendo ombro com ela. Fui até a sala e joguei me no sofá.
Ouvimos batidas na porta. Mari, correu até o portão e o abriu. Pude ver então, um dos homens que estavam na salinha ontem.

Do Morro Ao AsfaltoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora