Capítulo XV

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Assim que descemos fomos recebidos por Thais e Kayle. 
Thais: Amiga. – Gritou ela, agarrando a mim e a Mari. 
Kayle: Falem ai gatinhas. – Agora, foi a vez de Kay. 
Thais: A festa vai ser maaaaravilhosa. 
Ju: Deve estar mesmo. Bruno deve ter transbordado esse lugar de putas. 
Mari: O salão está bonito. Alias cadê os meninos?
Thay: Espera até ver os efeitos de iluminação e o DJ. 
Kay: Lá dentro, vamos entrar, galera. 
Nós adentramos o salão, lotado. Em questão de segundos, eu estava completamente sozinha entre todo o resto. Tanto Mari e Pablo quanto TC tinham sumido. Nem mesmo Thais e Kayle tinham sumido.
Fui até o banheiro e retirei o saco. Organizei em carreirinhas e cheirei. Agora sim, eu estava no clima, pena que era pouquinho, mas pelo menos dessa maneira eu não perdia o controle sobre mim. Voltei para a pista animadíssima. Procurei por meus amigos entre a multidão e o que eu encontrei não me agradou nem um pouco. TC estava agarrado aos amassos com um menina na porta dos banheiros. Escondi-me para que ninguém pudesse ver-me e observei atentamente a cada passo que eles davam.
Pude notar que ele a tocava por baixo da saia.
Suas mãos ágeis moviam-se rapidamente e em círculos. A menina fechava os olhos
e gemia como uma cadela enquanto ele beijava seu pescoço. Por
um momento, eu quis estar em seu lugar. Ele parecia tão certo, tão confiante de
si. Se eu dissesse que não tinha ficado extremamente excitada com a cena, eu
estaria mentindo. Balancei a cabeça negativamente. Eu não acredito que estava
pensando nisso. Dois podem jogar esse jogo. Levantei-me e voltei para a pista. O efeito da cocaína começava a surgir em meu
corpo. Eu já não ligava mais para nada. 
Antes que eu pudesse ao menos começar a dançar, senti alguém puxar-me pelo cotovelo.
XXX: Olá novamente. 
Assim que parei para olhar seu rosto, eu o reconheci automaticamente. Louis. 
Ju: Hey. Quanto tempo... – Beijei-lhe o rosto. – Por onde esteve?
Lou: Fui terminar o ensino médio na Suíça. 
Ju: E o que faz aqui?
Lou: Voltei para cursar a faculdade e pro um acaso, eu lhe encontro aqui. 
Louis foi um dos meus primeiros namorados. Ele era tão gentil e cordial. Seus cortejos encantavam qualquer mulher.
Notei o quanto ele havia mudado, já não parecia mais um menino, agora era um homem. E ele estava... bêbado? Dançamos por muito tempo juntos e ficamos com meus amigos o resto da noite. Procurei ignorar o mole que Thay dava para ele. Estavamos todos sentados em um circulo. Olhei para o relógio do meu celular. 02:55.
Ju: Galera, acho que vou pra casa. Está tarde. – Queixei-me. 
Bru: Qual é Ju, vai dar 3 horas ainda...
Thay: É. Sempre ficou até as 6 da manhã com a gente. Porque isso agora?
Ju: Sabem como é né?! Estou com sono. 
Matt: Tu cheirou a noite toda, como assim está com sono?
Ju: Estando, ué?! Estou indo. Beijo e até semana que vem. 
Kay: Ah Ju, qual é?!
Ju: Também amo vocês – Disse levantando-me. 
Caminhei apressadamente até Marina e Pablo que estavam agarrando-se atrás do palco. 
Ju: Estou indo pra casa. Me empresta sua chave. – Pedi.
Mari: Você vai sozinha? Está de madrugada, é perigoso. 
Ju: É só eu pegar um Táxi. 
Mari: Quase não têm táxi aqui a essa hora da noite. 
Ju: Vou de ônibus. 
Mari: Ônibus agora só 5h da manhã. 
Ju: Eu me viro. – Rebati e ela, sem escolha, entregou-me a chave. 
Pablo, levantou-se e fez um sinal e TC surgiu atrás de mim. 
TC: Tranquilo. 
Ju: Não, valeu. – Empurrei-o e sai batendo os pés. 
Ah qual é né?! O cara me convida para uma festa para sumir e passar a noite toda comendo outras mulheres? Vacilo. 
Antes que eu saísse do salão, ouvi Louis chamando-me. 
Lou: Ei, quer que eu te leve em casa? – Perguntei-me. 
Ju: Faria-me esse favor? 
Lou: É claro que sim, depois eu posso voltar se quiser.
Fomos até o estacionamento e entramos em seu carro. Era obvio que ele não estava sóbrio, mas quem liga?! Eu também não estava. 
Lou: Para onde estamos indo? – Ele perguntou, pegando a avenida. 
Ju: Rocinha. 
Ele fraziu a testa como se não entendesse. 
Ju: Longa história. 
Lou: Problemas em casa? 
Ju: Isso. – Sussurrei. 
Os longos 20 minutos que seguiram-se foi do mais absoluto silêncio. Assim que ele começou a subir de carro a rua que dava na casa de Mari, ele foi parado pelo mesmo jovem que impediu que eu levasse um tiro. Ele pegou seu fuzil e enquanto fumava, aproximou-se do carro. 
DiMenor: Quem é tu, irmão?! 
Ju: Está comigo. – Disse em meu acento.
Ele olhou para dentro do carro e reconheceu-me. 
DM: Tu sabe onde está o TC? 
Ju: Ele já deve estar vindo. – Disse e DiMenor liberou nossa passagem. 
Ele estacionou em frente a casa de Mari e ambos descemos do carro. 
Ju: Obrigada. – Sorri-lhe. 
Lou: Não vai me convidar para entrar? Pra eu poder ficar um pouquinho pra você? – Ele aproximou-se de mim suspeitamente eu esquivei-me, eu tive a impressão que ele me beijaria. 
Ju: Depende de suas intenções. 
Lou: Você sabe quais são. – Ele olhou-me maliciosamente. 
Ju: Então não. Sai da festa porque estou cansada e eu acabei de reencontrar-lhe. 
Lou: Está brincando, não é?!
Ju: Claro que não, Lou. Vá para casa e descanse. Você está bêbado demais pra qualquer coisa hoje. 
Lou: Sabe Juliana, uma coisa que a vida me ensinou nesses últimos tempos é que, se você faz algo para uma pessoa, você tem o direito de cobrar. 
Ju: O que está dizendo? Está louco? 
Lou: Estou cobrando-lhe o favor.
Ele pôs-me contra a parede e forçou-se entre minhas pernas. Eu tentei sair, mas ele era mais forte e a cada vez que eu o empurrava ele apertava mais forte meu braço. 
Ju: Está me machucando. Me solta. – Gritei, debatendo-me e ele desferiu um golpe contra meu rosto. Ele tinha me dado um tapa?! Eu simplesmente não podia acreditar.
Ele segurou-me pelo pescoço e pôs sua língua em minha boca. Já estava praticamente desesperada. Eu não tinha o que fazer, estava imobilizada

Do Morro Ao AsfaltoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora