16 A explosão

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Hello meu queridos leitores! Obrigada por acompanharem a Jenny, que precisa muito da ajuda de vcs. Acho que ela viveu tanto tempo trancada que não sabe como é lidar com o sentimento das pessoas. É pelo visto ela tem encontrado muitos. Kkkkkk.

Agradeço a vcs e boa leitura!

Jennifer

Ao lado de uma grande maple tree , sinto o acolhimento dos ventos, a brisa suave, o cheiro marítimo. Quase posso sentir o cheiro de peixe dos navios-pesqueiros que teimam em funcionar, mesmo como piratas. Acho impressionante como as coisas funcionam.

Muitos arriscam a vida para fornecer alimentos ainda à escassa população. Alguns dizem ser por causa do dinheiro. Mas de que vale dinheiro  nesse mundo? Outros acham que quem controla a comida, controla a vida, o que não deixa de ser verdade. Porém, controlar a vida arriscando a própria vida? Outro dia ouvi um dos tutores, Jack, explicando que eles têm proteção especial quando chegam em terra. Além disso é  quase como um objetivo, um motivo para respirar. Nós todos precisamos saber para que vivemos e ter sonhos e objetivos,não necessariamente na mesma ordem; isso faz com que o subconsciente trabalhe duro para nos manter vivos.

- Jenniffer!

Escuto um grito longe de Meg que não me deixa em paz. Faz uma semana do episódio da prisão o qual sobrevivemos e tornamo-nos como irmãs e já quase desejo envenená-la novamente.  Há  três dias que trabalhamos na cozinha. Ou punição ou descanso, dou graças a Deus que me deixaram em paz. Acho todo esse povo louco demais e por enquanto não  tenho saúde emocional para lidar com Cookies, Eithans etc.

Me levanto e corro ao encontro dela; o momento de descanso acabou.

- O Sabre está na cozinha aguardando você – parece que minha sorte acabou.

Ela sempre se referia assim a Max pela quedinha... Nada! Ela tinha era uma encapotada por ele; eu fingia não  perceber porque ela insistia em dizer que Max sentia algo mais por mim. Eu realmente acho isso impossível.  Mesmo assim fiquei curiosa de saber a que se devia tão ilustre presença na cozinha.

- Eu? E o que ele quer comigo?

- Hum. Jenny, pelo amor de Deus. Um dia ele briga , outro ele beija ... Quem sabe o que ele quer.

- Verdade. Beija? Ele te beijou?

-Lógico... Que não. Já joguei tanto charme pra ele e , ainda assim, parece que sou uma parede na frente dele.

- Ah, Meg, que exagero. Quem não te nota? Você sabe, ele é um grosso mesmo. E louco!– tento a todo custo despistar essa desconfiança besta.

Falamos enquanto caminhávamos e à porta da cozinha ela segreda.

- Dizem que ele nunca ficou com ninguém ?

- Será? Um homão daqueles? Nossa! Senti até  calor agora – respondi da mesma forma  .

Sorri  mais imaginando outras coisas que as palavras podem guardar e Meg me acompanha lendo esses mesmos pensamentos. Nós  já  começamos a nos comunicar mentalmente e essa sintonia era muito legal.

Logo à frente paramos  ao escutar o  limpar da garganta em sinal de impaciência  , e ao erguer o rosto, esbarro em seus olhos frios que, pra variar, continuam com uma carranca dos infernos.

Então  prestamos continência ainda cheias de susto. Ele teria ouvido nossos comentários? Claro que não perguntou e nem demonstrou absolutamente nada . Apenas olhou de uma para a outra e falou para mim.

- Me acompanhe, srta Maloy .

Passou entre nós sem dar nenhuma pista , quase me levando junto apenas pelo esbarro e deixando uma Meg muito sorridente, zombando da minha desgraça.

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