Jennifer
Eu já estava ficando desesperada com Meg ; a falta de reação... Olhei mais uma vez para a cama hospitalar ao meu lado onde ela estava imóvel e consumida , desidratada assim como eu . Até mesmo os cabelos aloirados estavam sem vida. Pelo soro descia uma esperança de vida.
Consegui ouvir trechos da conversa entre os dois Sabres e ,como eu suspeitava , a comida havia sido envenenada. Meg era mais gulosa que eu , pude constatar nesses dias , por isso deve tê-la abatido mais rápido. Ela não deve ter suspeitado e caiu de paraquedas nas confusões que arrumei. Isso só me ensinava a refletir sobre meus próximos passos.
Em quem posso confiar aqui nessa Caixa? Começo a rir nervosamente, pois a primeira imagem que me vem à cabeça é a de Cookie. Dou minha mão inteira para o fogo , se não tiver o dedo dela aí. E o daquele Capitão.
Mentalmente, refaço uma lista de pessoas confiáveis. Meg é a primeira e talvez única opção, visto que iria morrer por minha causa. Esse sentimento corrói meu interior e o que me consola é o desejo de um dia realizar a promessa que fiz ao meu pai. Quanto aos outros, tenho que analisar ainda.
Eithan e Max entram em meus pensamentos, porém não os conheço a muito tempo para decidir se são confiáveis. Eles disseram que eram amigos de Jeff e isso é um ponto a favor . Mas isso foi o que eles disseram. Cookie e capitão Yuri ,para mim são os dois principais suspeitos. Pensando bem, com certeza foi a Cookie. Ela declaradamente gostaria de me ver morta.
Enquanto pairo em meus julgamentos, Meg geme e se contorce, salvando-me do surto de perseguição onde estou entrando. Tenho que tomar cuidado pra não enlouquecer neste inferno.
- Água...
A coitada mal consegue falar ou abrir os olhos, até mesmo se mexer.
- Água...
Levanto-me ainda com tremor e agarro o copo na mesinha ao nosso lado . Ajudo-a , levantando sua cabeça, ao passo que ela tenta engolir a pequena quantidade de água que lhe é oferecida.
- Meg! Meg! - tomara que ela abra os olhos.
Meg começa a chorar , da mesma forma que fiz. É o momento em que a consciência chega e somos obrigadas a lembrar dos momentos de dor que passam enquanto lutávamos pela vida, antes do desmaio.
- Oh, Meg, estou aqui! - dou-lhe um abraço apertado, deixando seus soluços se esvairem- Calma amiga... Nós sobrevivemos , graças a Deus.
Passei um tempo a acariciar seus cabelos até que se acalmasse e por duas vezes o especialista responsável pela nossa guarda meteu sua cabeça pela porta espiando esta cena. Enquanto as lágrimas paravam, Meg começou a tomar consciência da nossa sorte; suas roupas, sujas de alguma coisa escura. E o cheiro? Terrível.
- Meg, você está se sentindo melhor? - levanto os olhos e vejo-o mais uma vez olhar pela fresta da porta - O que há, senhor? Por que está nos vigiando?
Que pergunta besta. O especialista Jhonson é um combatente da confiança de Max, atirador exímio de crush bucal. Seu porte alto já impõe medo, mas principalmente, permite lutar com um Cruel. Claro que isso é raro de acontecer, por causa do risco de contaminação, no entanto fica bem lembrado para mim que ele já teve muito contato com o inimigo. Falo, dos Cruéis. Mas o nome dele eu sei pelo crachá. E pela fama de conquistador.
Me veio na cabeça, que ele estava na captura do Cruel de Ouro, como o chamo agora , porque tá dando uma confusão danada.
- Não, IG Maloy. Estou só preocupado.
Desconfiado e gagejando. O que há com esse rapaz? Ele tem uma patente maior que a minha e treme como uma princesa. Eu e Meg cruzamos o olhar de indagação e ela completa.
- Entre, Jhonson. Essa é Jennifer , minha amiga.
Dessa vez fui eu que a olhei sem entender.
- Jenny , este é Jhonson, especialista do Refúgio 13. Ele tem me ajudado com os treinamentos de armas. Você sabe, eu não tenho muita estrutura para isso e precisava de alguém para me ensinar com paciência.
Jhonson, que já havia entrado, estava com a cara fechada, sem nenhuma simpatia. A preocupação mesmo só aparecia quando seu olhar se dirigia a Meg.
- Olá, Jennifer. Espero que, de agora em diante , pense bem no que vai fazer.
Olha só a reprimenda! Fiquei surpresa com seu comentário muito grosseiro , diga-se de passagem, e aproveitei para mostrar que não estava mais morrendo.
- E quem pediu a você para esperar? Por acaso isso é uma ameaça? Você está me ameaçando, Jhonson?
Essas palavras saíram tão rápidas que me arrependi logo após falar. Contudo a cara dele foi impagável. Franziu o cenho, acumulando toda a ira na testa e quando soltou o primeiro fonema meu salvador chegou.
- O...
- O que você faz aqui, especialista?
- Sabre Priester ordenou montar guarda na porta da enfermaria.
Cookie alçou as sobrancelhas , colocou as mãos na cintura e apontou para a porta. Não precisou de absolutamente nenhuma palavra. E eu... Não sei se fui exatamente salva. Com o olhar de Cookie dirigido para nós, comecei a pensar se não seria melhor Jhonson ficar.
- Calma, bonequinha. Max mandou colher seu sangue para fazer testes se você já está apta aos treinamentos. - olhou para Meg que balançava a cabeça negando e abriu um imenso sorriso- E você também pequena coruja.
Coruja? Meg pedia socorro com os olhos. Não há nada mal em fazer exames de rotina. Mas feitos por ela, parecia um filme de horror. Ela tirou uma seringa do bolso, rompeu o lacre, acoplou a agulha , testou o êmbolo. Pegou tubos para colocar o sangue e pôs um reagente. Fez tudo com cuidado e vagareza, aterrorizando meu juízo. Quando virou para mim, um sorriso cínico despontou em seu rosto e eu descobri que seria a primeira cobaia.
De jeito nenhum eu gritaria ou sairia correndo. Reuni as forças que restaram e permaneci impassível, a fim de que ela não pensasse que eu me sentia no filme "sexta feira treze".
Com destreza , Cookie fez o garrote e enfiou a agulha na minha veia, colhendo uma grande amostra de sangue, o qual despejou em dois tubinhos, sacudindo-os.
Fez a mesma coisa com nova agulha em Meg, porém com mais dificuldade, devido ao estado de desidratação dela. E voltou-se para as amostras, voltando a agitá-las.
Foi aí que realmente começou o terror. Ela sacudiu as amostras de Meg , as quais imediatamente aglutinaram. Mas ao olhar as minhas novamente... Nada acontecia! Ela olhava para uma e outra amostra, e nada!
- Não pode ser! - bateu com tudo na mesa onde estava às amostras armazenadas.
Do barulho inesperado, tomei um grande susto, pulando da cama. Meg apavorada, soltou um pequeno grito. Cookie começou a guardar muito ligeiro todo o material utilizado, contudo foi flagrada por Max e Eithan que entraram invadindo a sala.
- Cookie?! - Max questionou.
Eithan vendo os objetos, a caixa, a seringa e nossos braços, olhou de mim para ela sacando algo que eu não adivinhei o que era.
- Deu quanto, Cookie?
Ela, mesmo com cara de derrota, respondeu:
- 400.
O pior de tudo: vejo Eithan abraçá-la perplexa e Max jogar a cabeça para traz soltando um palavrão. A mesma atitude de Jhonson. Cookie está disfarçadamente inconsolável amparada por Eithan.
" Que porra é essa?"
*****""
Oi príncipes e princesas. Agora vamos pra frente. Não tenho dias certos de postagem, pois meu tempo é muito corrido. Mas vcs sempre estão em meus pensamentos, palavras e ações. O importante é que.ja vamos. Bjs.
Obs: deixem minha estrelinha e comentem.
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CONTENÇÃO
FantascienzaEm um mundo devastado por um vírus poderoso, jovens são selecionados a cada 5 anos e treinados na Caixa para se tornarem soldados em busca de sobreviventes. Jennifer Maloy viu seu irmão ser selecionado a cinco anos atrás e seu destino foi o mesmo de...
