22 - Primeira Noite

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Olá queridos. Eu sei que demoro. Eu sei. Peço perdão . Mas em consideração a vocês não vou abandonar porque temos que saber o que a Jenny vai aprontar, e  o Max de novo, o Eithan... Só lendo para saber.

Espero que gostem. Perdoem os erros .Saudades.

Jennifer

Eu não subi com o helicóptero. Aquilo me deixou indignada: a pose prepotente de Max sobre as decisões, a cara de Eithan sentindo-se humilhado. Isso quer dizer que seu mau humor não era pela minha presença, mas sim o contrário. Algo teria acontecido que deixou ele indignado co  a decisão.  No entanto  sei que essa foi melhor , senão  ele nem teria permitido.

Quando chego onde ele está,  já explica tudo  .

— Para todos os efeitos você foi naquele helicóptero . Somente eu voltei. — Ele falava como se lesse um manual de instruções enquanto caminhávamos  de volta ao transporte que nos levaria ao refúgio  — Ficará escondida em meu quarto até podermos sair. Para Iuri você morreu, então, tudo que eu fizer significa que você não mais existe. Nem você , nem Meg. Os tutores estão instruídos a respeito disso. Só lembrando: Iuri foi condecorado dez vezes por bravura , inteligência e rapidez na resolução de situações militares.

Ele parou de andar e de frente para mim, olhos nos olhos e falou apontando para meu nariz:

— Portanto, não tente ser engraçadinha , nem descumprir minhas ordens , pois será o fim de todos nós.

Virou as costas e saiu novamente me deixando de boca aberta.

— Inclusive dos seus queridinhos!

Essa insinuação não passou batido. Será que ele sabia a respeito do beijo? Será que Eithan contou ou está tão estampado em mim assim?

— Max! Max! Espera! — saio correndo atrás dele para alcançá-lo.

Trombamos quando ele para .

— Por que eu fiquei? — ele vira novamente e sai.

— Precisamos encontrar Jeff.

—Mas, mas... — um frio passa pela minha alma.

Ele iria me usar como isca? Mesmo sendo meu irmão, um encontro com um Cruel é pavoroso. Por isso Jeff não me deixou olhar para ele, e ainda assim desmaiei.

— O que você quer com ele? – Ele seguia como se eu não existisse e eu corria para acompanhá-lo. De fato, ele já está exercitando o que havia dito – Max!

Dentro do carro, não  vejo mais o especialista que nos trouxe.  Max assume o comando e tento esclarecer minhas dúvidas antes de chegar ao destino final. Com toda minha agonia não  teria a oportunidade de rever a decisão  tomada por eles; o helicóptero já se foi. Resta ajeitar minha estadia para que seja a mais breve possível .

— Como você pode ter certeza que o espião não vai contar para o Capitão Iuri?— tentei ainda sondar.

— Não tenho! Porém eu tenho minhas garantias.

Perto do portão  do Refúgio, Max pediu que me escondesse no fundo do carro. Ele segue mais um pouco e para em algum lugar escuro.

— Espere aqui um minuto.

Estava o normal silêncio noturno: apenas os guardas da patrulha noturna e sem sinais de helicóptero de salvamento.

Sabia agora que minha função era apenas de fazer contato com Jeff. Aparentemente, era a primeira vez que alguém fazia contato com um Cruel. Dos muitos estudos feitos, jamais se soube desse acontecimento. E justo eu e Jeff, em lados opostos...É  justo? Então foi por isso que eles pensavam se tratar de um sonho um sonho.

CONTENÇÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora