17 O quarto

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Eu ainda lutei para não entrar naquele quarto, porém Max me empurrou com força sem  dar tempo de pensar. Que grosseria! E eu  buscando entender  sua atitude.

Após a explosão, fiquei apavorada com os soldados correndo por todo lado e Max  que  me puxava escada acima, além do  fato de Eithan ter me deixado sozinha com esse ogro. Eu ainda não  sei o que ele é;  às vezes tão  lívido e protetor e outras vezes um completo asno incoerente.

No quarto, totalmente escuro ,  quase cai no chão pela força do empurrão . Rápido, mas Max segurou antes do impacto e me puxou para ele.

— Jennifer,  o caso é sério. — ele buscou meus olhos , a poucos centímetros do meu nariz  e sinto sua respiração— Por tudo que há de mais sagrado, não saia daqui. Só  essa vez não  pensa, apenas obedece.

— Não!  Você  está  pensando  em me deixar aqui sozinha? Não faz isso por favor! – vi seu semblante variar do incrédulo  ao sofrido e não  conseguir pronunciar uma só  palavra – Eu posso ao menos saber o porquê de todo esse alvoroço?

Ele segura meu rosto com força e fala muito nervoso.

— Você é mais importante do que pensa. Precisa estar protegida, guardada.– poxa, agora me senti importante e será  que ele está falando sério? – Por esse motivo te trouxe aqui, pra protegê-la de qualquer coisa que possa ter acontecido. Meu quarto é blindado e só eu posso entrar nele. Em poucos minutos  Eithan enviará notícias.

Quando ele termina de falar, o Swatch talkier pisca em seu braço. Em um só movimento ele começa a se comunicar com Eithan.

— Fala!

— Max, você está com a Jennifer?– eu sou mesmo tão  importante?

— Claro!

— Fica aí com ela. Não saia daí.

— Eithan, espera! O que foi que aconteceu?

— Explodiu.

— Como assim explodiu?

— A área restrita explodiu . Mas o problema maior não é esse.

— Ainda tem coisa pior que isso?

O silêncio do outro lado só confirma a tragédia.

— Espera! — Max tira do viva voz e pressiona o auricular— Pode falar agora.

"O cruel fugiu e Iuri está vindo para cá novamente."

Vejo o semblante de Max enrijecendo como um filme passando em sua testa. Ele se afasta com os passos lentos e calculados , junto com as palavras e o olhar que se seguirão.

As dúvidas se apresentam também e  o escuto dizer:

— Jennifer, me perdoa. Olha, eu já perdi meu irmão  Jeff , mas não vou perder Eithan. Aqui você fica segura, mesmo sem mim. Eu preciso ir.

— Não , Max. Não, espera! Deixa eu ir com você!

— Jennifer, se eu não voltar saiba que... Esquece! Eu vou voltar.

Ele desceu a mão pelos meus cabelos e ainda segurando uma curvinha, beijou-me a testa. Mesmo no escuro eu podia ver nos seus olhos brilhantes que pareciam querer guardar um sentimento verdadeiro. Ele enxugou com o polegar uma lágrima que caia sorrateira na minha face e mais uma vez aquela conexão do outro dia se estabeleceu entre nós. Só que agora Max não era como ele mesmo. Ele era como ... Meu salvador?

Novamente os sentimentos alheios a mim invadem todo o meu ser como se me pertencessem,  influenciando minhas emoções.

Max aperta-me contra o peito musculoso e então posso sentir seu coração tão forte quanto o meu. Ele ainda suspira forte no cume da minha cabeça .

CONTENÇÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora