*Capítulo 4*

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Porque eu sou um tolo por você
E as coisas que você faz
Eu sou um tolo por você e as coisas
As coisas que você faz.
[…]
(Sem Revisão)

  Desperto junto com o sol, meus olhos se abrem assim que os primeiros raios se fazem presentes. O céu límpido me dando bom dia, mas o que mais me chama a atenção é o peitoral quente que acolhe meu rosto e os braços que me envolvem de maneira protetora. 

  Levanto o rosto e Nathan ainda dorme, ambos estamos nus, cobertos apenas por uma manta que ele deve ter jogado sobre nós, após eu ter pego no sono. 

  Fico admirando o belo rosto adormecido, os lábios cheios, a barba querendo dar o ar da graça, as sobrancelhas em um tom loiro escuro que emolduram os olhos que agora se encontram fechados, mas quando abertos parecem o céu em sua imensidão, os cílios claros e longos que projetam pequenas sombras nas maçãs do rosto.

  O suspiro que me escapa é involuntário, admiro esse homem, não por sua beleza exterior, mas pela interior, pois sei que ele possuí, é uma das pessoas mais íntegras e bondosas que já conheci. 

  E agora ele é meu, meu marido! 

  Tento me conter mas não consigo, acabo pulando em cima dele, uma perna em cada lado de seu quadril, e encho seu rosto de beijos, o sorriso que me é aberto antes de os olhos se abrirem faz meu coração dar uma parada imediata, e recomeçar em um ritmo louco e frenético.

     — Bom dia - lhe desejo e ele abre os olhos me encarando. 

    — Bom dia amor - toca meus lábios – Por que não me acordou antes? Quase perco o nascer do sol com você.

    — Você estava lindo dormindo, e parece cansado pelos esforços de ontem - falo enquanto olho as pequenas olheiras em seus olhos.
 
    — Fazer amor com você não me cansa, pra falar a verdade sempre quero mais - sacana que só ele.

    — Agora eu quem vou fazer os esforços - colo nossos lábios enquanto levanto um pouco o corpo para poder recebê-lo. 

  Nosso primeiro dia como casados "não oficiais" teve início assim, entre carícias, beijos e muitos fluídos corporais.

  O que mais eu poderia pedir?

                                 […]

  A semana que se seguiu após aquele final de semana esplêndido foi corrida e brutal, não tive tempo pra quase nada, sem contar nas cólicas menstruais que me assolaram. 

  Mas na sexta-feira a tarde pude dizer que a semana foi concluída com sucesso, Nathan e eu éramos finalmente um casal, graças ao casamento no cartório que ocorreu ontem a tarde, não podíamos estar mais felizes, ele, eu e nosso pequeno raio de sol. 

  Em contra partida a tudo isso, meu coração estaba apertado, hoje teríamos uma festa de despedida de Heloísa, isso mesmo aquela vaca ia passar uma temporada Nova York com os pais, e eu perderia minha melhor amiga. 

  Ela era uma mala, sem alça e sem rodinha, mas era uma mala pequena e fácil de carregar, mas era minha mala gente, minha anãzinha.

Meu Refúgio (Em Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora